Coronel Clarindo Lino da
Silveira, era irmão de José Lino da Silveira, que foi proprietário dos “dancings” mais famosos do Brasil. O Dancing
Avenida e o Dancing Brasil no coração do Rio de Janeiro, na avenida
Rio Branco, em frente da Cinelândia.
Depois se tornou a badalada Boite
Assirius, ou Casa Vermelha para os mais íntimos, a qual era freqüentada pelos executivos do centro da
cidade, em especial os operadores da Bolsa de Valores que ficava na Praça
Quinze. Eram os finais dos anos 1960, e a Assirius atravessou várias décadas em
atividade. Depois virou Café Nice. Os Lino da Silveira tinham a vocação para negócios. Entre 1858 a 1930 - o Coronel Clarindo Lino, assim que era conhecido - em São Pedro do Itabapoana, no extremo sul
capixaba, foi proprietário das única
fábricas: a de ferraduras para os muares que transportavam o café,
açúcar outros bens, para o porto fluvial
da Limeira, e no setor têxtil , a sêda. Ele foi um homem poderoso, e chegou a
emprestar dinheiro ao empresário-deputado – Camilo Cola – dono da Viação
Itapemirim, como me informou Marcos Lino Ramos, seu neto, e com quem morou por
alguns anos. O latifúndio dele deve ter chegado
a 5000(cinco) mil alqueires de terra, na região. Suas fazendas eram São
Pedro, Parada Ilidia, Pastinho (onde nasceu o ator Global, Stenio Garcia),
Barra Mansa, Pedra Riscada, Sitio dos Marques, Cachoeira Alta, Lava-Pé, União,
Bocãinha, Retiro, Rumo, Santa Rosa e Batatal. Esse foi o império do Coronel
Clarindo Lino, era por demais econômico, pois
não viajava de primeira no trem, conhecido como misto, preferia viajar
de segunda, pois a passagem era mais barata. Esse era o estilo dele.
17 de agosto de 2014
11 de agosto de 2014
Cristo Redentor e curiosidades
Cristo, o Redentor, é aquele que redime ou reabilita, em quem Nele crê. Esse é o dogma. O monumento do Cristo
Redentor de Mimoso do Sul, extremo sul do Espírito Santo, foi construído, em 1982,
por Antonio Francisco Moreira, que era da simpática cidade vizinha de
Guaçui(ES), terra do ator Fernando Torres. Erigiu outros "cristos", como o de Colatina e de Itaperuna no
Estado do Rio. Antonio Francisco Moreira, há cerca de 3 anos, numa
queda de bicicleta veio a morrer. Curiosamente era convictamente ateu. E, em contraponto, o Cristo Redentor do Rio de Janeiro, datado de
1920, teve a sua construção gerenciada por um judeu – Heitor Levy – que
durante as obras civis se converteu ao catolicismo e selou no concreto
– na altura "coração" do Cristo Redentor - uma
oração, com os nomes dos seus familiares. Tal como o ator agnóstico - Nelson Xavier - representando o médium Chico Xavier, e que durante as filmagens sobre a vida do mesmo, se converteu a doutrina kardecista. Há algo no ar além dos aviões de carreira.
4 de agosto de 2014
Ariano Suassuna
Em 1930, o pai de Adriano Suassuna - João Suassuna
- foi assassinado. Era então
governador de Pernambuco. Ariano tinha três anos. Adriano foi um folclorista,
além das três versões para o cinema
do – Auto da Compadecida - de grande sucesso. Um pesquisador do frevo, maratu e outros ritmos pernambucanos.
Criou o Movimento Armorial, o qual se
juntava os acordes populares com os da música erudita. Era possuidor de uma vasta cultura, quer a
popular, quer a de maior complexidade. Considerava que a arte existia para aumentar a beleza e a
alegria do mundo. Afirmava que a imaginação e a realidade estão conectadas. Caminhou entre a poesia ao romance, e de
quebra o teatro. Mergulhava nas raízes populares nordestinas e, retornava universal, feito o escritor russo Leon Tolstoi, que disse: “ Se quer se tornar
universal, comece por pintar a sua própria aldeia.” Conhecia profundamente o teatro grego e Camões. A
caetana, nome que se dá a morte no sertão nordestino, o levou Suassuna
de repente...Antes a mesma caetana levou João Ubaldo, e Itaparica e o Brasil ficaram tristes
...
4 de junho de 2014
Copa do Mundo
Dia 12, é o dia dos namorados, nesse mesmo
dia, o futebol de invenção inglesa, se dá o início da Copa do Mundo de
2014, aqui nesse Brasil, rumo para ser hexacampeão do mundo. Os romanos
permaneceram no poder por 1400 anos, ou seja, até a queda de
Constantinopla, em 1453. Para mitigar as possíveis reivindicações populares, os
imperadores romanos seguiam uma "sábia" receita: panis et
circenses, ou pão e circo. Dar o pão, significava alimentação farta para
todos, e também o circo, que se materializava nas arenas romanas, na luta, quer entre
eles, quer com ferozes animais. Nos tempos modernos, o futebol esse esporte tão
popular, tem a função do circo. E a Europa paga rios de dinheiro para os
craques, muito deles, brasileiros. Os europeus, ascendentes dos bárbaros:
huguenotes, godos, visigodos, francos e outros, tem no viés do futebol, um dos
seus importantes "circos". Aliás, os ascendentes dos povos bárbaros
produziram duas guerras mundiais, sendo que na última (1937/1945) morreram cerca de
quarenta e cinco milhões de pessoas, sendo seis milhões judeus, nas câmaras de
gás. Mas eles se aculturaram, e construiram países, com uma justa distribuição de renda. Na atual Seleção Brasileira, sete dos atletas convocados, são
"estrangeiros", ou seja, jogam no exterior. Alguns deles resolveram
optar pela nacionalidade dos países, onde vivem. Os estádios estão
prontos, e são confortáveis, todavia custaram muita verba pública. Se as
escolas públicas tivessem a importância, igual aos estádios de futebol,
talvez esse Brasil continental não seria tão desigual. Sonhar não é
proibido.
11 de maio de 2014
Cárcere privado - segunda parte
Desceu rapidamente a escadaria da casa de Nagib Ahmed, e empreendeu a fuga. Foi sofregamente em busca de um taxista no ponto, e encontrando, perguntou-lhe se poderia
levá-la ao Rio de Janeiro. Ele respondeu-lhe
que não conhecia a aquela cidade, contudo prometeu levá-la, se desejasse, a pequena cidade de Casimiro de Abreu,( nome em homenagem ao
poeta e um ativista republicano), próxima ao destino escolhido. Adiantou-lhe que há poucas semanas havia viajado para aquele modesto município. Sem alternativa, e ansiosa para não ser descoberta, de pronto
concordou com o motorista-de-praça, que
atendia pelo surreal apelido de “Pouca roupa”. Marialice, serena, representou bem no "script" de fugitiva, que lhe parecia ter sido um crime de morte. Não tinha conhecimento que Nagib Ahmed tinha sobrevivido. Na ocasião não demonstrou
nenhum desequilíbrio, quer no inicio ou durante as seis horas de viagem, até ao destino que lhe foi imposto, que pelas
circunstâncias, foi a melhor saída. Uma única parada foi realizada, numa desses bares de pouca assepsia,
encontrados pelas margens das BR’s, para
se tomar um café, com a broa de milho. Pouca Roupa era um “gourmant”, sendo que as broas com coco ralado, essas eram as suas preferidas. Degustou sem cerimônia, meia dúzia de robustas broas. Em dado momento, estacionou em frente ao botequim
uma viatura da polícia. Nenhum pânico tomou conta Marialice, diante dos inesperados gendarmes. Enquanto
bebia o café, observou discretamente que um deles a encarava insistentemente.
Será que a conhecia? Ou era o "faro" policialesco, desconfiando de todos. Marialice manteve-se tranquila diante do
inusitado. Nenhum músculo da face
retezou-se. E os olhares do recém chegado continuaram, até que o Bira da Dorinha, notando desconforto dela, a
inquiriu: a senhora conhece aquele moço?
Ela respondeu não. Quando ela sem dirigiu ao caixa afim de pagar a conta, o "sherlokiano" policial interpôs-lhe, e de forma autoritária, foi lhe perguntando: o cara de cabeça branca é seu marido? Ela
suavemente, disse-lhe que não era marido dela. Diante dessa assertiva o
policial se apresentou, dizendo ser o detetive Percival dos Santos. Ele respondeu-lhe: muito prazer, e em seguida, pediu-lhe
licença, indo ao banheiro. Dentro do toalete respirou aliviada. Pois tratava-se de um “conquistador
de plantão”, talvez em busca de mais uma aventura amorosa. Ao se encaminhar para em direção ao táxi, para continuar a fuga, polidamente despediu-se do policial, que
com a habilidade de um “Don Juan”,
passou-lhe um cartão com o endereço completo. O estresse foi vencido.
A viagem prosseguiu sem nenhum fato que merecesse ser gravado no "diário de bordo rodoviário". Ao chegar no destino final, ela pagou ao
taxista, e o agradeceu. E pensou, que teria que “zarpar” logo, pois, o motorista Pouca Roupa ao chegar na cidade deles, tomaria conhecimento que Nagib Ahmed tinha
sido ferido gravemente por Marialice. De maneira expedita como sempre, preferiu continuar a viagem de táxi. . O destino final
continuou sendo o Rio de Janeiro, no
simpático bairro de Botafogo. O novo
condutor tinha uns quarenta e cinco anos aproximadamente. Era uma matraca para falar. E
disse-lhe chamar-se Antonio Ubirajara Pereira Jaudis, mas poderia tratá-lo de
Bira, ou Bira da Dorinha. E declarou ser conhecedor do Rio de Janeiro, desde
Belford Roxo até ao Leblon. Deixou transparecer ser um verdadeiro "guia Rex", (que é catálogo
com as direções das ruas do Rio Janeiro, como facilitador para os
motoristas encontrar ruas menos conhecidas da metrópole). Ela achou-o
auto-referente, todavia divertido, o que lhe fazia esquecer por alguns momentos
a sua dramaturgia. E se questionava, como seria a sua nova vida. Como
conviveria com essa culpa, que por enquanto não a atormentava demais. E depois, nas
suas possíveis insônias e pesadelos? Nagib Ahmed tinha sido por demais perverso. Essa
clareza solar, foi que lhe deu coragem para se livrar do cárcere privado,
acreditando tê-lo matado. Não havia legítima defesa no seu ato, mas as condições pelas quais foi submetida eram desumanas e abjetas, assim ela intuía.. Estava Marialice, desesperadamente na solidão dos seus pensamentos. Por dentro, vulcânica...exteriormente, mansa feito a curva de um rio. E assim devia se comportar, diante da dramaturgia, a qual ora vivenciava.
27 de abril de 2014
Dia Internacional da Mãe Terra
Comentam os pesquisadores , ser a venda de livros um forte
indicativo para se medir o grau cultural de um povo. Por aqui os livros são caros, e o hábito da
leitura não caminha muito bem. A
ausência dessa prática não facilita, uma
escrita dentro da norma culta ou equivalente. Na América dita do Norte, os
livros de bolso ou “pocket book”, tem os
seus preços mais módicos, pois as páginas são de papel-jornal de
boa qualidade. Aqui o papel utilizado nos
livros é quase de luxo...e caro. Existem algumas poucas editoras que usam o
papel reciclado, uma demonstração racional
e econômica. Numa leitura recente, tomei conhecimento que a ONU – Organização das
Nações Unidas – aprovou o Dia Internacional
da Mãe Terra, cujo o dia escolhido a ser comemorado, é o dia 22 de
abril, em todo o mundo politizado ou não. A defesa do meio-ambiente é uma tarefa por demais perigosa, vide os assassinatos do ambientalista Chico Mendes (1944/1988), e da freira norte-americana Dorothy Stang (1931/2005), por lutarem contra os poderosos.
Segundo a jornalista croata-brasileira – Dorrit Harazim – que das 908 (novecentos e oito ) mortes registradas em 2012, de acordo com “Global Witness –
Testemunha Global”, foi de gente comum, em
luta contra mineradoras, madeireiras ou donos de terra, e o Brasil registrou
448 ( quatrocentos e quarenta e oito) assassinatos de defensores do meio ambiente, ou seja mais da metade
desses homicídios ocorreram nesse Brasil
continental. Carece uma reflexão.
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