29 de setembro de 2012

Distritos "from" Mimoso do Sul



Conceição do Muqui

A comarca de Mimoso do Sul possui uma área aproximada de 867 000 km2. É o terceiro nessa categoria, no sul do estado do Espirito Santo. Seus distritos, vilas e recantos, carregam nomes bucólicos, poéticos, religiosos e populares. Conceição, homenageia a concepção; o acolhimento, a geração e o nascimento de Jesus Cristo. A igreja local nas alterosas, é a mais antiga da região,  datada de 1868. No Oriente, ao norte de Conceição, localizam-se os mananciais que dão corpo ao leito do rio Muqui do Sul. Os Pontões com os seus imponentes 1.438 m de altitude, outrora, serviram de farol para guiarem os capitães-de-longo-curso nas suas rudimentares embarcações. N'Oriente nascem os mananciais que formam o Rio Muqui so Sul, que banha a cidade de Mimoso do Sul. Os primeiros ítalos-sanmarinenses desembarcaram na "Terra fria", apelida de Conceição do Muqui, por volta de 1920.  A população está em torno de 4400 habitantes, e a predominância étnica, tem origem italiana. Pela sua importância na cultura cafeeira, que perdura até aos dias atuais, em 1890, recebeu a visita do então governador, Afonso Claudio, e a cerimônia ocorreu no Clube Republicano " Saldanha Marinho".

Gentílico: Conceiçuense

Santo Antonio do Muqui

De São Pedro do Itabapoana descendo no sentido sul/sudeste, encontramos Santo Antonio de Pádua, ou de Padova, em consonância com o santo italiano, também pela influencia da imigração sanmarinense. Hoje, esse distrito é oficialmente conhecido como Santo Antonio do Muqui, por ser banhado pelo rio Muqui do sul. E foi fundado como distrito, em janeiro de 1930, antes da revolução, iniciada em 28 de outubro no mesmo ano. Eis uma curiosidade: a numerosa familia do rei Roberto Carlos, residiu por muitos anos nesse condado, e Lady Laura Moreira casou-se com Robertino Braga, na capela local.

Gentílico: santoantoniense

São Pedro do Itabapoana

São Pedro já foi cantado em versos e prosas, quer pela poetisa Antonieta Tatagiba, quer pelo historiador, poeta e escritor , Grinalson Medina, tal qual o chileno Pablo Neruda.
São Pedro de “Alcântara”, foi um exagero para agradar ao imperador Pedro de Alcântara, melhor dizer, São Pedro do Itabapoana, pois todos os seus afluentes deságuam na sua majestade o rio Itabapoana. Segundo historiador Grinalson Medina, no seu livro - Páginas da nossa terra - o primeiro posseiro chegou em 1 de setembro de 1837.
E se chamava Francisco José Lopes da Rocha. Por ter invadido as terras indígenas, foi flechado pelos indios puris. Em estado grave, foi transportado nos lombos dos burregos, e cumpriu o seguinte itinerário: Porto da Pratinha/Porto da Limeira/Barra de São João/Campos dos Goytacazes, na busca de um tratamento avançado.
Na bucólica e aprazível São Pedro, conviviam os três poderes constituídos e harmônicos entre si. Nesse condado floresceu uma rica cultura, com a sua diversidade, tais como, fábricas de seda, serviço militar, teatros, jornais e revistas e escolas regulares e da arte musical. E seus filhos, ao conquistarem saberes além fronteiras, muitos deles retornavam ao torrão natal, para prestarem serviços aos seus conterrâneos, nos diversos setores sociais. Entretanto, no dia de finados, de 1930, desembarcaram 13 caminhões com soldados armados, e portavam no pescoço, lenços da cor vermelha (identificando-se com os golpistas de 1930).
A força militar invadiu o pequeno São Pedro, e saqueou a prefeitura, incinerou documentos oficiais em praça pública, retirou os livros do notário público, e levou os lustres da Câmara Municipal, e tudo o mais. E “transferiram” em nome da “legalidade”, a sede para Mimoso do Sul. E complementou o ato de subserviência, e o seu topônimo passou a ser João Pessoa.
O sonho não acabou. Esse flagrante estupro guerilheiro, sob o manto protetor do golpe militar de 1930, se relatado a Corte de Haia, no mínimo, caberia por parte da União, uma indenização pecuniária e a reemancipação. Há uma similitude, com a perseguição empreendida por Hitler aos judeus, na mesma época. Tiraram pelas armas o chão dos sãopedrenses, e esse fato impôs uma triste diáspora ao seu povo. Eis uma questão injusta, irrefutável e imprescritível.

Gentílico: sãopedrense

Dona América

É uma singela homenagem a América Angélica de Azevedo Lima, doadora das terras, por onde se fez necessário, para a implantação da estrada de ferro. A estação teve seu telefone inaugurado em 1893, o primeiro do municipio. A linha férrea chegou primeiro, trazendo o progresso. Porém, oficialmente Dona América foi criada em 1921, e pertenceu inicialmente a Ponte do Itabapoana. Há quem afirme, ter existido um quilombola na sua área circunscrita. O distrito de Dona América é banhado também pelo rio Itabapoana;
Ponte do Itabapoana
Nesse distrito é a origem de toda a região, através da Vila da da Limeira ou Aldeia de Camapuana(depois passou a ser Itabapoana *) , e seu porto fluvial. Esse povoamento foi criado em 14 de agosto de 1539; consequentemente, antecede a São Pedro do Itabapoana. A Vila de Limeira era dotada de uma básica infraestrutura, como escola e atendimento médico. Por lá estudou o Doutor José Coelho dos Santos, filho de pai escravo e alforriado, e que se tornou médico e deputado distrital por duas vezes. Na ausência do vice-presidente, chegou a ocupar a presidencia do estado do Espirito Santo, como presidente da Assembleia Legislativa. Na República Velha, que durou até a revolução varguista de 1930, os governadores eram chamados de presidentes. Em primeiro de fevereiro de 1894, é inaugurada a estação ferroviária, com a denominação do ramal de " Santo Eduardo/Cachoeiro do Itapemirim".
(*) em tupi-guarani: ita= pedra / poan=barulho das águas sobre as pedras

Gentílico: americano e/ou americano espiritossantense

São José das Torres

Torres, São José das Torres; foi criado em 1901 e a sua capela inaugurada em 1900.Torres, são as montanhas que apontam para o espaço celestial, e foram batizadas com nomes poéticos, como a Estrela Dalva, Peito de Moça, Candura e Pico do Farol. E para complementar, eis as Flores no Alto da Serra e na Cachoeira Alta, ladeadas pelas Santas: Rosa e Cruz, e se assenta nas rochosas do Marmorite. E para finalizar, uma parte do Rio Preto não poderia estar ausente. No sopé das serras, é o ventre do Rio Preto; que desemboca no rio Itabapoana. Depois da sede do município, o distrito de Torres é o maior arrecadador de impostos, e também em área territorial. Fica à margem da BR-101, importante artéria escoadoura dos bens produzidos no eixo Rio/São Paulo, em direção as regiões setentrionais do país. No passado longínquo, os holandeses chegavam em Torres, e colhiam trufas, um tubérculo, sendo considerado uma iguaria apreciadíssima na Europa. Foram esses holandeses; que primeiro trouxeram a bola de futebol para a região em tela.

Gentílico: sãotorrense e/ou são torreano













2 de setembro de 2012

São Pedro e o tribunal de Haia


São Pedro já foi cantado em versos e prosas, quer pela poetisa Antonieta Tatagiba, quer pelo historiador, poeta e escritor , Grinalson Medina, tal qual   Pablo Neruda, versejou sobre a pátria chilena. São Pedro de Alcântara,  é um personagem de origem espanhola, da ordem dos franciscanos, que se tornou santo, daí a homenagem. Com o tempo, simplificou-se,  e o topônimo definitivo passou a ser :  São Pedro do Itabapoana, pois todos os seus córrregos deságuam na  majestade do rio Itabapoana. Segundo historiador Grinalson Medina, no seu livro - Páginas da nossa terra - o primeiro posseiro chegou em 1 de setembro de 1837. E se chamava Francisco José Lopes da Rocha. Por ter invadido as terras indígenas, foi flechado pelos indios puris. Em estado grave, foi transportado nos lombos dos burregos, e cumpriu o seguinte itinerário: Porto da Pratinha/Porto da Limeira/Barra de São João/Campos dos Goytacazes, na busca de um tratamento avançado. No bucólico e aprazível São Pedro, floresceu uma rica cultura, pela sua diversidade, com fábricas de seda, teatros, jornais e revistas e escolas regulares e da arte musical. E seus filhos, ganharam saberes além fronteiras, e muitos retornavam ao torrão natal, para prestarem serviços aos seus conterrâneos. Entretanto, no dia de finados, de 1930, desembarcaram 13 caminhões com soldados  armados, e num golpe de guerrilha, e saquearam a prefeitura, incineraram documentos em praça pública, surrupiaram os livros cartoriais, lustres e tudo o mais. E “transferiram” nessa ilegal e amoral operação, a sede para Mimoso do Sul, então distrito de São Pedro. E o sonho não acabou. Esse histórico golpe político, estava sob o manto protetor do golpe militar de 1930. Se o fato em tela, se bem fundamentado o processo,  e submetido à  Corte de Haia, braço jurídico da ONU, no papel de reparador de injustiças ocorridas no mundo,   inexoravelmente  será pautado e no caput,  a reivindicação à   União, de  indenização pecuniária por danos a uma indefesa população civil. Há uma similude, com a perseguição empreendida pelos alemães aos judeus na mesma época. Por terem retirado pelas armas, o chão dos sãopedrenses, esse fato, impôs uma perversa diáspora.. Eis uma reivindicação justa e imprescritível.

1 de setembro de 2012

Confeitaria Colombo




Num passado recente, existiu um órgão federal que se chamava Instituto do Açucar e do Alcool(IAA). E sua sede era no Rio de Janeiro; e nessa empresa estatal, o casal Maurino e Wilma prestaram relevantes serviços por mais de três décadas. Ele nasceu em Santa Maria Madalena, contudo no inicio da infância se mudou para a fazenda do Recreio, onde seu pai passou a ser o administrador. Após longos anos no bairro de Jacarepaguá, zona oeste da Cidade Maravilhosa, o casal resolveu se mudar para a histórica e pacata São Pedro do Itabapoana, situada no extremo sul do Espirito Santo. Adquiriram a casa que pertenceu ao Comendador Castanheira. E tal fato ocorreu há dezessete anos. Wilma, carioca e ex-residente por vários anos na cosmopolita São Paulo, não titubeou; e com armas, bagagens e cachorros, estabeleceu-se no condado de São Pedro. Wilma diz que a lua cheia das alterosas sãopedrendes; é a mais bonita de todas as luas, que ela já viu...chega a iluminar parte da casa. Afirmam ser o povo sãopedrense amigo, e hospitaleiro. Coexistem fraternalmente; igual a uma família ajustada e feliz. No festival de Sanfona e Viola, o lar do casal fica concorrido com as visitas dos filhos, netos, amigos e parentes. Maurino, quando no Rio, visita e degusta os petiscos da resistente e bonita, Confeitaria Colombo, na rua Gonçalves Dias, no centro da cidade. E em três ou quatro dias, quer retornar ao ar puro, desfrutado a 500 metros de altitude. O casal, são os “embaixadores plenipotenciários” desse prazeroso condado. Maurino conserva o esmero no trajar, desde quando era chefe dos “Recursos humanos” do Instituto. Diariamente lhe chega às mãos, o jornal “O Globo”. Pela TV, assiste o noticário, e às vezes dá uma olhadela na novela das seis. Ou seja, o casal está “linkado” nos fatos do país, e do mundo dito globalizado. Há uma migração, ainda que silenciosa; de pessoas de cidadania urbana, que estão deixando os grandes centros, na busca de uma melhor qualidade de vida. Algumas ao(re)encontro com as raízes culturais, para resgatar e garimpar a história familiar, ou não. A apatia está ausente, pois o casal participa dos movimentos comunitários, para preservar as tradições, as quais garantem a paz e a recomendável tranqüilidade.