1 de setembro de 2012

Confeitaria Colombo




Num passado recente, existiu um órgão federal que se chamava Instituto do Açucar e do Alcool(IAA). E sua sede era no Rio de Janeiro; e nessa empresa estatal, o casal Maurino e Wilma prestaram relevantes serviços por mais de três décadas. Ele nasceu em Santa Maria Madalena, contudo no inicio da infância se mudou para a fazenda do Recreio, onde seu pai passou a ser o administrador. Após longos anos no bairro de Jacarepaguá, zona oeste da Cidade Maravilhosa, o casal resolveu se mudar para a histórica e pacata São Pedro do Itabapoana, situada no extremo sul do Espirito Santo. Adquiriram a casa que pertenceu ao Comendador Castanheira. E tal fato ocorreu há dezessete anos. Wilma, carioca e ex-residente por vários anos na cosmopolita São Paulo, não titubeou; e com armas, bagagens e cachorros, estabeleceu-se no condado de São Pedro. Wilma diz que a lua cheia das alterosas sãopedrendes; é a mais bonita de todas as luas, que ela já viu...chega a iluminar parte da casa. Afirmam ser o povo sãopedrense amigo, e hospitaleiro. Coexistem fraternalmente; igual a uma família ajustada e feliz. No festival de Sanfona e Viola, o lar do casal fica concorrido com as visitas dos filhos, netos, amigos e parentes. Maurino, quando no Rio, visita e degusta os petiscos da resistente e bonita, Confeitaria Colombo, na rua Gonçalves Dias, no centro da cidade. E em três ou quatro dias, quer retornar ao ar puro, desfrutado a 500 metros de altitude. O casal, são os “embaixadores plenipotenciários” desse prazeroso condado. Maurino conserva o esmero no trajar, desde quando era chefe dos “Recursos humanos” do Instituto. Diariamente lhe chega às mãos, o jornal “O Globo”. Pela TV, assiste o noticário, e às vezes dá uma olhadela na novela das seis. Ou seja, o casal está “linkado” nos fatos do país, e do mundo dito globalizado. Há uma migração, ainda que silenciosa; de pessoas de cidadania urbana, que estão deixando os grandes centros, na busca de uma melhor qualidade de vida. Algumas ao(re)encontro com as raízes culturais, para resgatar e garimpar a história familiar, ou não. A apatia está ausente, pois o casal participa dos movimentos comunitários, para preservar as tradições, as quais garantem a paz e a recomendável tranqüilidade.