8 de fevereiro de 2014

Uma luta contínua



O mundo atravessa um novo ciclo, com o aparecimento da internet. E a ferramenta das redes sociais serve para organizar os protestos. A consequência são o espoucar  das bombas, corre-e-corre e a polícia nos calcanhares dos manifestantes, (alcunhados  de vândalos, iguais aos  bárbaros europeus - visigodos e ostrogodos – que derrubaram  o longevo império dos césares) e nesse palco beligerante, eis que um cinegrafista foi ferido, e veio lamentavelmente a morrer. O foco, é a contrariedade quando do aumento das passagens no transporte urbano, na cidade de São Paulo. Não bastando o poder público ser atavicamente autoritário, o setor acima citado, construiu um  poderoso cartel, com representantes (vereadores e deputados estaduais) nas casas legislativas, até porque alguns empresários do setor,  são suspeitos de  financiarem as  campanhas eleitorais de candidatos em todos os níveis. É provável que essa prática seja encontrada em outras capitais do país. A luta do homem para manter a sua dignidade enquanto cidadão é constante desde a Revolução Francesa (1789-1799) até ao genocídio (1994) de Ruanda, onde oitocentos  mil pessoas da etnia tutsi foram mortos, dentre elas muitas crianças e idosos. A maioria das mulheres foram estupradas, pelos hutus, etnia rival.  E pasmem, mais uma vez: com  a participação da classe dominante, leia-se:  França, EUA, Inglaterra,  FMI, Banco Mundial, ONU  et caterva.  Sob o símbolo da  dignidade,  se trava doze guerras civis em diversos países em território da mãe África, e a grande mídia nada noticia. A luta é permanente, em todos os quadrantes do planeta, quer na manifestação carioca, quer na resistência do povo sírio. Isso pode significar,  que a liberdade do homem é uma luta contínua. A história é implacável, e todos esses fatos serão por ela julgados. 

PS.: Se desejar melhor contextualizar a matéria acima, por favor, veja o filme "Hotel Ruanda".

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