Uma missão quase
impossível escrever sobre a escravatura no Brasil. É considerada o maior trauma
social e histórico do nosso país. Tive uma experiência, reveladora,
quando tentei pesquisar a vida de Izidoro Machado, meu avô paterno. O genoma paterno é afrodescendente, segundo os laboratórios
da Heritage, ascendo dos nigerianos e quenianos, além dos ibéricos, leia-se lusitano. Dei inicio a pesquisa, pois
sabia por informação do meu pai, que o Izidoro Machado em 1926, exerceu profissão de alfaiate na vizinha Muqui, antiga São João do Lagarto. Na Cidade-Menina
os registros, quer de nascimentos, quer de óbitos, estavam sob o manto protetor
da santa e pecadora igreja católica, na comarca de Apiacá. O padre que me
atendeu era um holandês, ascendente dos huguenotes. A primeira impressão foi
tosca e quase grosseira. Disponibilizou–me um robusto livro de anotações.
Vasculhei auxiliado por uma lupa, procurando pelas datas de nascimento e morte.
Notei que somente os escravos alforriados, constavam a data de falecimento dos
mesmos. Na época da escravatura, uma alforria custava no valor atualizado, em
torno de dez mil reais. Percebi que aqueles não-alforriados não possuíam certidão
de nascimento ou de óbito. Eram enterrados como indigentes. Faz-me lembrar o
aforismo de Joaquim Nabuco (1849/1910) : A igreja católica, apesar do seu
imenso poderio em um país ainda em grande parte fanatizado por ela, nunca
elevou no Brasil a voz em favor da emancipação.” (sobre a posição da igreja
católica em relação a abolição da escravidão no Brasil). Ficou claro que
existia uma discriminação praticada pelos fazendeiros, entre os próprios escravos.
Lamentavelmente não consegui o meu intento. Voltei de mãos vazias, mas a alma
repleta de todas as certezas possíveis, que a escravidão foi tão perversa, pois ainda persiste, em todos segmentos sociais, contudo mitigada.
8 de março de 2020
20 de fevereiro de 2020
(In)compreensão e caráter
In quer dizer dentro, e compreensão, o prefixo co é o outro ator. Igual ao copiloto ou ao coadjuvante, um exercício interno entre dois ou mais atores, podendo ser harmônico. Remar em direção contrária ao vento, é das tarefas, a mais ingrata.Incompreendido o contexto da narrativa, verbalizado ou escrito, passa a ser um comportamento com recheio de mau-humor, batendo nas franjas do caráter. A dissociação para a perspectiva de se conquistar um suave estado d'alma(como dizem os portugueses), está a dever esse crédito. A controvérsia explicitada pode estar influenciada por um quase duvidoso caráter. Ou contornos culturais atávicos que podem moldar a personalidade, podendo surgir a ausência da compreensão. A formação da personalidade sofre influências das mais variadas. A genealogia pode ser uma lanterna, a iluminar os mistérios dos genomas. Mais uma vez a ciência avança. O viés externo do day-by-day certamente captura fluídos cosmológicos, desde muito cedo. É sempre bom lembrar o cientista russo Vigotsky (1896/1934) que defende nos alfarrábios dele, ser a interação no meio social de significativa importância para o desenvolvimento cognitivo da criança. A convivência familiar e outros, pode influenciar o comportamento social, e atinge o afetivo. Podendo comprometer o bom discernimento em algumas situações.Quiçá a melanina carregue genes arrítmicos, oriundas do velho continente. Carecendo de uma percuciente investigação científica, pois os ascendentes dos caucasianos, indicam que tem sido vítimas da depressão.
1 de fevereiro de 2020
Aos leitores do Papo Amarelo News, ou pelo meu blog !
Gratíssimo aos meus pacientes e tolerantes leitores do Brasil e do exterior. O livro Teresa Fenix, encerrado, será submetido a um concurso literário promovido pela Secretaria de Estado da Cultura no estado do Espírito Santo. E aqueles que quiserem ler o meu outro livro, vencedor na categoria crônica, está à disposição na www.amazon.com cujo título é O Papo Amarelo & Arremates. Autor Gilberto Braga Machado. Muito obrigado !Thank you so much !
30 de janeiro de 2020
Teresa Fenix - 59a.parte
O dinheiro deixado em testamento pelo Dmitri tio dele, daria para recomeçar a vida com algum conforto. Depois de uma intensa pesquisa, adquiriu uma simplória casa numa ilhota próxima de Lesbos. O mar era a sua grande paixão. Mas não apreciava pescar, todavia degustava com apetite os peixes feitos no bom azeite grego. O tempo no mar é mais lento, dizem os mais experientes marinheiros.Sentia falta das conversas com o Ulisses, transformado em cidadão panamenho. E professor de matemática, tendo cursado mestrado no México. Sem contar os inúmeros títulos como enxadrista internacional. O grego não o procurou, pois entendia ser página virada a convivência de outrora. E se conscientizou que Teresa nunca conseguiu ser Fenix. A memória registra, mas não toma decisão. Na maré alta, o mar batia fortemente nas pedras, e ele dizia ser o cântico da sereia. Se transportava recordando as viagens empreendidas pelos oceanos do mundo, quer dos perigos quer pela sensação de vitória, quando atravessava uma severa borrasca. Aos setenta anos, o comandante, resolveu rabiscar a autobiografia dele. E a bordo de um poderoso Personal Computer, deu partida a narrar os fatos importantes. Como se fosse um quase réquiem literário, tais quais os compositores de música erudita. A saúde do comandante sempre foi invejável. Atribuia essa performance ao cuidado alimentar, esse costume teve desde sempre. Não se permitia consumir alimentos transgênicos, temperos industrializados e outros. Naquele momento mágico a ser vivido, sentia a imperiosa vontade de um silente recolhimento. Ouvindo "round midnight" do jazzista Telonius Monk, |tentaria escrever garatujas, e assim iniciou o primeiro capítulo.
29 de janeiro de 2020
Teresa Fenix - 58a.parte
O filho de Zeus acordou de um sono leve, numa manhã de plena claridade solar, como deve ser o clima nos trópicos. Decididamente comprou passagem pela internet para o trecho RIO/ATH. Ficou calado, e nada divulgou. Não gostava de despedidas. Nos locais onde mantinha compromissos socais/educativos, avisou que viajaria pela zona rural, visitando os amigos na comunidade da Criméia, por exemplo. Estava feliz por ter rompido algumas amarras. Estava a fazer o que julgava bom para o estado d'alma do próprio. O Comandante há muito sentia saudades de Atenas e dos mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, nessas águas aprendeu a ser um navegante graduado. Alguns livros, como a Odisseia de Homero, As tragédias de Sófocles e outros, foram doados a biblioteca da escola. Viajou ao Rio de Janeiro e depois a São Paulo, onde embarcou pelo aeroporto de Guarulhos, numa quinta-feira à noite. Na manhã seguinte, desembarcou no aeroporto da capital grega. Somente com bagagem de mão, tranquilamente passou pela alfândega. Tomou um táxi, e se hospedou num modesto hotel nos arredores da capital. Após o necessário descanso, almoçou moussaka, famoso prato grego, lembrando uma lasanha sem massa. Visitou o bairro onde morou por mais de duas décadas, encontrando casualmente um velho amigo do pai dele, cujo nome era Yanis. O conterrâneo informou-lhe sobre uma documentação no cartório local, endereçado ao Comandante. Após as despedidas de praxe, ele foi até ao notário. Foi informado pelo servidor público da existência de um testamento, onde um tio com quem manteve raros contatos, deixava-lhe uma pequena herança. Dmitri era o nome do benfeitor, tio por parte paterna.
28 de janeiro de 2020
Teresa Fenix - 57a. parte
O Comandante se divertia, com o conjunto de realidades apresentadas, que é a cultura e seus simbolismos sociais. Os símbolos são sumamente importante, pois interagem como formadores de uma comunidade. Estava partindo para a terra de Sófocles. Somente não sabia o dia. Internamente a decisão estava tomada. Indecisão não lhe parecia uma fraqueza. Divagava frequentemente, como estivesse se despedindo daquela pequena, sem dúvida acolhedora cidade. Ainda não sabia o que fazer na terra de Zorba. Isso não lhe preocupava. Fotografava algumas imagens, as quais lhe pareciam relevantes. Destaque para a união de dois imensos maciços siderúrgicos, cujo o desenho ao longe, lembra uma imensa bunda. Apreciava ouvir casos surreais ou não. Um deles, quando ao participar de um velório, notou que o defunto estava de boca aberta. Intrigado, perguntou a um parente do morto, se poderia fechar a boca daquele que partia alhures. Várias tentativas foram feitas. A boca do defunto não parava fechada. Até que um sujeito colocou um ovo cozido na boca do morto. Assunto resolvido.
16 de janeiro de 2020
Teresa Fenix 56a.parte
O marinheiro helênico não debitava os contratempos vivenciados como ausência de sorte. Acolhia essas experiências como acréscimos no conhecimento dele, parecia ter uma razoável capacidade cognitiva na absorção dos fatos cotidianos. Talvez por ter conceituado alguns desvios da existência humana, facilitavam a capacidade dele na compreensão e na difusão(quando necessária) dos eventos envolvidos. Continuava vaticinando uma das máximas gregas: conhece-te a ti mesmo, e conhecerás o universos e os deuses (Sócrates 400 a.C). E assim caminhava pelas veredas tropicais, de um pequeno município perdido, como tantos outros abaixo da linha equatorial, cujo IDH (índíce do desenvolvimento humano) é dos mais baixos, igual ao distrito boliviano El Palmar del Oratorio. O grego adquiriu o hábito gastronômico, de comer moqueca de peixe à moda indígena (das tribos puris ou botocudos) ou seja, o cozimento na panela de barro acompanhado de banana da terra, e pimenta malagueta. Ele entendia que quaisquer tipos de molhos, não deveriam anular o gosto do prato principal. Por isso, não apreciava a pimenta picante. E o pimentão autoritário, nunca foi tempero original da moqueca. Todas essas novidades deixam o grego encantado com a cultura brasileira. E por último tomou conhecimento da incrível história dos anos 1960, de um assassino e estuprador, que a polícia, teve muitas dificuldades para detê-lo, pois a lenda, pela oralidade, sabia-se possuir uma poderosa oração, se transformava em cachorro e tocos. "Não creio em bruxas, mas que elas existem, existem ".
7 de janeiro de 2020
Teresa Fenix - 55a.parte
Numa manobra ousada, usando a ferramenta mística, Teresa Fenix tentou retornar o affair com o grego, o resultado foi neca de pitibiriba, como falava Mirian Ripper, na época senhora Artur da Távola, nas tertúlias políticas em tempo pretéritos. Teresa Fenix, ficou a ver navios. O Capitão de Longo Curso, internalizou o desejo de voltar a Grécia de Sócrates. Todavia a (in)certeza planava numa cabeça com alto grau de ebulição. Meditabundo se comparava "ao rico Capitão holandês do Navio Fantasma, com mastros negros e velas vermelhas, (ópera de Wagner1813/1883), condenado a vagar eternamente nos mares, enquanto não tiver encontrado uma mulher capaz de ser-lhe fiel até a morte". O pensamento é livre, essa é a maior expressão da liberdade, a luta eterna do ser humano. Os pertences do grego a serem embarcados, eram pouquíssimos. Eram duas obras de arte sacra em madeira, uma foto do navio em que foi o comandante, ao atravessar o Estreito de Magalhães, roupas minimamente necessárias e no mais objetos pessoais. Uma pequena mala comportava a sua bagagem. Ainda na dúvida pois aprendeu a amar, a pequena cidade que lhe acolheu por vários anos. E relembrava o aforismo do poeta gaúcho Mário Quintana " a amizade é um amor que não morre nunca". Certa vez num baile onde se concentrava, em sua maioria, trabalhadores que carregavam nos ombros sacos de café, para os vagões da Leopoldina railway, cujo o nome do evento noturno era "Espera Tapa". Pitacus Theodorakys resolveu comprar ingresso e adentrou ao arrasta-pé, no mês de julho, e os termômetros poderiam estar registrando pelo menos 13 a 15 graus. Depois de beber alguns tragos de cuba-livre e observar o ambiente, meio desajeitado, convidou uma dama, que lhe parecia disponível. Durante a dança, a dama é brutalmente retirada dos braços do grego. E o agressor enfurecido riscou a faca no chão e disse ao grego: vc estava dançando com a dama errada. E partiu prá cima do Comandante. E foi contido pelo Xochin, um dos organizadores do Espera Tapa que disse, em alto e bom som ao valentão: está enganado, não é esse o cara. E grego refeito do susto, recebeu as desculpas do ciumento namorado.
5 de janeiro de 2020
Teresa Fenix - 54.parte
O antropólogo Darcy Ribeiro(1922/1997) cunhou a seguinte frase na lápide do inconsciente coletivo do povo brasileiro. " Como é que uma nação pode perder o amor por suas crianças? O Brasil não tem um bezerro abandonado, um cabrito. Um frango qualquer que você encontra, tem dono. Mas tem milhares de crianças abandonadas". Pingola é um exemplo real da assertiva acima. Não conheceu os genitores dele. Feito um gato selvagem, enfrentou a sociedade judaico-cristã, insensível, egocêntrica e não cumpre a cláusula pétrea - "amar o próximo como se fosse a si mesmo". ("Ouço a Esfinge rir por dentro" - na Chuva Oblíqua poema de Fernando Pessoa, 3a. parte) - Pingola encontrou uma ilhota de generosidade, nada mais. Contudo não conseguiu se ressocializar. E tal qual o dinossauro, não se adaptando ao dilúvio, morreu. Pingola teve o mesmo destino. Se existir o transcendental, certamente deverá estar na categoria - vítima - para lhe oportunizar, caso haja, outra chance.
(a parte 44a. foi perdida e refeita, por favor releiam para entenderem a 54a., desculpa-me)
19 de dezembro de 2019
Teresa Fenix 53a. parte
A mística é parte importante da humanidade, todos os continentes praticam misticismo, desde os primórdios da humanidade, como se aprende pelas ciências da ontologia e de outros registros, códices, crenças, história oral, desenhos rupestres etc.Enfim, o homem é um ser conectado aos mistérios. No judaismo, a cabala está presente, com os enigmas pertinentes ao transcendental, nas igrejas neo-petencostais os exercícios do exorcismos, nos católicos o mistério da fé no sacramento da missa, e mais recentemente, os carismáticos falando a língua dos anjos, nas religiões de matrizes-africanas, são coloridas, e o sobrenatural é denso por demais. Na Grécia antiga o oráculo de Delfos era o mais tradicional, onde se solicitava orientação espiritual. A Índia de Mahatma Ghandi, é pobre e originalmente politeísta. O místico e o mítico estão conectados com a ancestralidade do homem, como afirmou o sociólogo francês de origem judaica sefaradi Edgard Morin(1921). No homem há a imperiosa vontade em mitificar personalidades, como ser fã ou admirador de alguém, o qual julga ser melhor ou mais importante para si mesmo. Há quem afirme que os ídolos podem ter os pés de barro. O comandante helênico não se julgava um clone de Ulisses herói de Homero, ou o próprio, muito pelo contrário, se sentia um eterno aprendiz do mundo e da vida. Contudo na contramão da filosofia, procurou o esotérico, pois se sentia um quase seguidor do filósofo Baruk Spinoza.
5 de setembro de 2019
Momentos da minha vida, para Fátima !
Somam-se instantes mágicos, éter, azáfama, todos conectados ao pensamento, calcado na busca do sonho de ser feliz...só tenho você, na sequencia, vou segui-lo e não tarde, venha amanhã. Trânsfuga, decidida, e tantos outros, a perseguí-la nos calcanhares, como se fosse fugitiva de um presídio. Vivia o gólgota da modernidade, vitimada quer pela ignorância, quer pelo assédio moral. Enfim livre. Viajando, disse a alguém: estou muito longe. O tempo corria mais do que o veículo. A certeza se incorporava, e a coragem vencia o medo. E as preocupações tipicamente femininas povoavam a cabeça dela. Invadia-lhe de alegria, estar livre, enfim. E os rebentos, ainda lhe fazem rolar algumas lágrimas. E a esperança de tê-los, quer nas praias de Itaoca, ou Ibiza. E rolam também projetos, e desejos, pois dias melhores estão na agenda . Impondo-me como responsável, simbolicamente, tal qual São Jorge de Capadócia, na crença de ter salvo a princesa do dragão da maldade. Isso muito me toca, e orgulha-me. Fellini disse: E la nave va !
4 de agosto de 2019
Num inverno com chuvas finas.
Por essas terras no extremo sul capixaba, quase fluminense diante de um frio respeitável, para mim ascendente suave do nigeriano. Numa mesa de café com leite, pães canoados na manteiga, biscoitos e os pãezinhos de aipim, preferidos da minha holandesa, amada Fátima Jansen. A narrativa se deu, com cântico da igreja próxima a casa onde moramos, "viajei" alguns anos luz, quando a minha mãe, aos meus 14 anos, tentou com a ajuda do Padre Paulo, me internar no seminário, localizado no interior de São Paulo. Fátima Jansen, ouvia atentamente o relato, e me pareceu querer saber o final dessa "novela". Disse-lhe assim: talvez vá gostar do fechamento dessa estória. Eu era coroinha e da cruzada eucarística. Enfim um jovem quase "beato", numa pequena cidade de tendência agro-pastoril-cafeeira. O sacerdote não ficou aborrecido com a negativa do meu pai, contrário em ter um filho padre ou pastor. A amizade com o religioso continuou. Sendo que duas vezes me pediu para entregar envelopes lacrado a uma moça, residente a rua Crispim Braga. Servia-lhe com prazer nesses pequenos favores. Alguns anos se passaram, e fui residir no Rio de Janeiro. As coincidências existem, como as bruxas. Encontrei em Copacabana, no Lido, um velho amigo, e a irmã dele. Com alegria e gentileza nos abraçamos. A moça bem humorada, falou em alto e bom som: se lembra que me entregou duas correspondências do Padre Paulo? Claro que me lembro. Pois é, continuou a interlocutora, eram cartas de amor !
20 de julho de 2019
A temperatura do mundo
Assim cantou o bardo: "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante", esse vaticínio se encaixa ou se conecta com o estado de coisas, a serem vivenciadas. O mundo aqui, e lá do outro lado, onde o sol dorme, para o sol equatoriano nascer, num ambiente úmido, ou seja, são os trópicos. Aqui com as mazelas inerentes a condição de se habitar abaixo da linha equatoriana, se adapta. Os ingleses ainda se sentem "donos do mundo", e afirmam, que um país tornar-se-á desenvolvido, após 500 anos de existência, com gestores inteligentes e éticos. Mas, outros interlocutores suspeitam, que abaixo da linha Equador, é quase impossível conquistar "lugares ao sol". Exceto algumas ilhas isoladas de excelência. No mais, é gastar inutilmente o baton. As ideologias, se foram de água abaixo. Tal como as crenças místicas, apelativas e mercantilistas. Se se pudesse reeditar o iluminismo, pois olhares desfocados das retinas, visões caolhas e alguns cegos insensíveis, estão com a batuta, diante de uma orquestra sinfônica. Foram 1400 anos de dominação romana, é sem sombra de dúvida, a maior contribuição para a humanidade, incluindo os helênicos. Na sequência a revolução industrial e a internet. O mundo sem fronteiras, está patente, se esbarra nas franjas do conservadorismo anacrônico. É preciso muita calma nessa hora. Em rio de cobra venenosa, jacaré nada de costas.
27 de abril de 2019
O Papa-capim
Papa- capim
Sporophila nigricollis
O nigricollis significando a cor negra, podendo tratar-se do colero “paulista”, assim
conhecido no sul do Espírito Santo,
sendo atualmente, numa evolução lingüística,
cognominado com o homônimo de “baiano”. Existe ainda o colero “gravatinha”, lembrando a clássica gravata
borboleta. O habitat desse pássaro tão pequenino, contudo dotado de pulmões e cordas vocais afinadas, são os
capinzais, campo, e a mata úmida. Esses encantadores passarinhos alimentam-se
de pequenas sementes. Medem em torno de 112mm, e constroem ninhos em forma de tigela aberta e
pequena. Destacam-se com uma máscara preta na cabeça, estendendo-se até o mento(queixo)
e o peito. Seu cântico é harmônico e agradável aos tímpanos.
8 de março de 2019
Dia Internacional da mulher
Certa vez uma experimentada psicóloga, lá pelos "anos de chumbo", me dizia, ser a mulher junto com o índio e o negros, os mais segregados segmentos da sociedade. Essa seguidora de Freud, naquela época possuía um ancho acervo de pacientes, com as quais dedicou uma escuta qualitativa. Vaticinou corretamente, como numa quiromancia psicanalítica , eis os feminicídios aumentando em proporções alarmantes. A igreja é muito responsável por essa maldita herança, defendida por Tertuliano(600 c.), pois a igreja sempre tratou a mulher como um ser inferior, e a culpava ter parte com o diabo. A mulher é o maior símbolo da humanidade, pois ela tem o dom mágico, de revelar a luz. A discriminação por ela sofrida é promovida pelo machismo, e pelo moralismo hipócrita mantido pela classe dominante. Ser mulher é uma honra para os homens de bem. Ser mulher, é ser como Teresa de Calcutá, Malala, Maria da Penha, Ruth Cardoso, Maria Ortiz, Antonica Moreira Luz, Zilda Arns e tantas outras. Todos os dias, são dias das mulheres.
29 de agosto de 2018
Teresa Fênix 52a.Parte
A magia para os indivíduos cosmopolitas, acostumado a procedimentos lógicos, torna-se difícil (ou não), a compreensão de métodos não conservadores de pensar ou de proceder . Se sabe que alguns segmentos, acreditam numa forma de "magia simbólica". É característico que "os sinais, símbolos, códices e palavras mágicas, podem exercer a partir deles, os mesmos efeitos que lhe é atribuído, e a força dos deuses, reconhece por si só, essas imagens e atua de forma correspondente(Harless,1858). Navegar na incerteza, ainda é uma alternativa provisória.O batráquio, somente se exercita no salto constante, pela imperiosa necessidade de se alimentar dos insetos incautos. O grego as vezes se sentia um sapo. Era mister saber, como mover as pedras no imaginário tabuleiro de xadrez, ora apresentado. Buscou o negrume da antecâmara melancólica e mística, a sala de não estar(as vezes) As convicções filosóficas nem sempre lhe faziam companhia irrestrita. Como a fé dos monges, muitas das vezes elas escafedem-se. "Por mares nunca dantes navegados" na poesia épica do vate lusitano Luiz Vaz de Camões, esse sentimento do desconhecido tomou-lhe conta, parecia-lhe estar atravessando uma situação inédita, absurda e com franjas de uma dramaturgia angustiante.Na saída, algo inusitado aconteceu, pois Teresa Fênix, apareceu na sala do atendimento, e com voz fora do lugar, olhou seriamente para o grego, e nada disse. Era um olhar devorador. O grego não se abalou. E se recolheu no seu(dele) lar,doce lar...
5 de agosto de 2018
Teresa Fenix - 51a.parte
Numa manhã do mês de agosto, no inverno tropical, o grego se levantou e teceu lentamente o sonho da noite anterior. Conhecia a técnica da mnemônica como facilitadora do processo interpretativo da memória. Por certo a mensagem do sonho não era assim tão relevante, mas intuía em interpretar as ideias e imagens criadas durante a viagem do sono. O foco principal segundo ele, foi retornando de navio à Grécia, e a embarcação fez água e soçobrou. O grego ficou "bolado" com esse louco devaneio. Não surtou, mas ficou desconfortável. Talvez um acidente aéreo, não lhe causasse tanto espanto. A real tragédia do Titanic veio imediatamente na cabeça dele, lembrando do filme sob a direção de James Cameron em 1998. Num átimo, o marinheiro saiu de bicicleta pela estrada vicinal em direção a Crimeia, indo visitar uma experimentada jogadora do tarô, um baralho de 78 cartas coloridas, e com figuras simbólicas. Ir ao encontro do místico, não eliminaria os incômodos "grilos", todavia lhe parecia um leve conforto. A Xamã respondia pelo nome de Anaili, indicada pelo amigo Deusdedit Utrecht Dutra. Ela estava atendendo um cliente, e não o recebeu de imediato. Esperou cerca de quarenta minutos,tendo sido convidado a sentar-se numa elegante e legítima cadeira chippendale. Tímido, como sempre diante das pessoas não conhecidas, adentrou e começou a narrar o sonho para a maestrina do ocultismo. A Xamã, lhe ouviu atentamente. E repentinamente murmurava frases, como por exemplo: Oh Ely Ely ! Falava em aramaico: Oh Deus, Deus ! A sessão transcorria sem intercorrências. As palavras inesperadas da protagonista do mistério foram duras.Disse-lhe ao grego estando a precisar tomar decisão. Não fraquejar diante da Teresa Fenix. E disse um verso de uma musica do compositor Edu Lobo: "toma decisão tá na hora, lança o seu saveiro no mar".
15 de julho de 2018
Teresa Fênix - 50a. Parte
Pressentir o encerramento de um ciclo de vida, é confrontar com o popular aforismo: "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come". Num paradigma mais ousado, para o comandante retornar ao torrão natal ou para Grécia de Diógenes, é como estivesse repetindo a travessia comandando um navio, no perigosíssimo Estreito de Magalhães (ele havia experimentado a tensa, todavia foi uma exitosa aventura marítima) tendo a probabilidade de naufragar. Raciocinava dentro e fora da filosofia dita clássica, se lembrando do arquiteto e flautista Paulo Pena Firme(in memorian), ao lhe dizer entre um trago e outro de uma uca(*) honesta, vinda de Salinas, que o "homem volta às origens". Não dizia comungar dessa assertiva, contudo a dúvida quase sempre lhe acolhia. Tocava em frente. A vida dele era mergulhar nas coisas prazerosas e conhecidas, como visitar a casa rural de um amigo, residente no Barro Branco, um pintor, e respeitado restaurateur de painéis, naves de igrejas e outros. Gentil e importante artista . O nome é Deuseli Utrecht, contudo nasceu por essas terras Puris. Depois de amargar uma breve cadeia injustamente, vítima de um ardil entre um graduado funcionário da justiça e a então ex-mulher, resolveu viver na clausura bucólica. Estava a esculpir há anos uma réplica em tamanho adulto, de São Francisco de Assis. O Comandante apreciava a arte, e a belíssima obra do amigo foi por ele reconhecida, mas todavia, de olhar horizontal, parecia estar a ver distantes paisagens. Mas sempre admirou os impressionistas como Van Gogh e Gauguin. Ir embora em definitivo, custava-lhe uma posição única(talvez irreversível) e cujo gradiente estava difícil de ser estabelecido. É provável que nas andanças empreendidas pelo Capitão, ganhava (ou perdia) tempo, procrastinando (ou não) o dia D partir. Rememorava a dramaturgia de Sófocles, pois o oráculo afirmou que Édipo Rei mataria o pai dele, e se casaria com a mãe, Jocasta. E o destino foi consumado, no imagético cenário pensado por Sófocles. Édipo Rei, fugiu da tragédia pessoal, tentou mudar o curso do rio, ao se transformar num ser errante, mas não teve êxito. O Comandante se via no retrovisor dessa história, intuía uma partida em direção ao mar Mediterrâneo. Nos momentos budísticos, passavam-lhe nuvens passageiras outras mais lentas, a lhe dizer, a não tentar mudar a interpretação semiótica das imagens do espaço sideral. O enfrentamento é inexorável.
(*) cachaça
(*) cachaça
3 de junho de 2018
Teresa Fênix - Parte 49a.
O que fazer, diante de tantas disjuntivas inesperadas? E reverberadas altissonantes sobre o afeto mais nobre? Jungir é mais confortável, como ouvir o solo de clarineta numa tarde, quando o sol cheio de cansaço se dirige lentamente ao ocaso. Chega
lembrança do poeta carioca Vinicius de Moraes, no Soneto da Fidelidade, livro
de poesia quase esquecido - numa estante improvisada de tábuas de eucalipto - presente
de um amigo da marinha mercante brasileira, para o auxiliar no aprendizado do
idioma do Lácio, e na penúltima estrofe
assim versejou o vate: Quem sabe a
solidão, fim de quem ama. Aparentemente um paradoxo. Pois quem ama deveria
ter a compensação da companhia. É o pedágio
emocional por ter amado? Ou nada
amou? Conjecturas gregas, com vernizes dos trópicos. E os dias modorrentos iam
se passando. No modesto inverno, se juntava a alguns poucos amigos a beberem
vinho de uvas tintas oriundos possivelmente do Chile ou Argentina. Comiam queijo banhado
com azeite grego (ele tinha algumas garrafas compradas pela internet) e apreciava quibe cru
com pão árabe. Tinha conflitos com a
rotina. E para suavizar a atitude dele, gentilmente rejeitava convites para
ingressar em sociedades secretas ou não. Além de todas as ilações, se
preocupava com as parcas economias, segundo as contas dele, poderiam sustentá-lo por mais dois anos. Ele começou timidamente a desenhar
a Carta Náutica para retornar para as ilhas gregas. Estava literalmente meditabundo.
31 de maio de 2018
Teresa Fênix 48a. Parte
Teresa Fênix engordou muito, mais do que esperava, e dizia para algumas amizades, atribuindo a ansiedade, que havia tomado-lhe conta. E se alimentava mais do que necessário. Parecia estar grávida. E passou a caminhar, como parte dos indivíduos ávidos a perderem peso, e melhorar a condição física, pelas ruas quase desertas da cidade. No inverno essa prática diminuía, principalmente quando a "chuva de horta" como falam os habitantes da região, molhava o uniforme, e o tênis encharcavam-se nas pequenas poças d'água. Assim era parte da rotina de Teresa Fênix. Sem contudo esquecer o seu comandante Nemo.Numa dessas caminhadas encontrou-se com Elza, ex-auxiliar doméstica do marinheiro. E travou-se um diálogo assim: Olá Teresa ! Oi (um oi seco) respondendo-lhe meio a contragosto, pois sempre desconfiou ser a Elza uma fofoqueira contra ela. Mas enganou-se. Afirmou-lhe que o comandante gostava muito dela. E desistiu, pela inconstância de Teresa de Fênix. O comandante dizia para Elza, que Teresa Fênix era apaixonada por um policial. Ela respondeu-lhe, que era verdade, todavia, há muito descurtiu o gendarme. E convocou a Elza para colaborar no canjerê para retornar aos braços do comandante. Elza era uma veterana mãe-de-santo do candomblé. Aliás toda família da Elza foi iniciada na religião de matriz africana, cuja a saudação é saravá !
5 de maio de 2018
Teresa Fênix - Parte 47a.
Já se sabia na boca miúda que o comandante era ateu. Com certeza um curioso das atividades esotéricas, tal qual um amigo dele, cuja origem judaica, sendo russo da vertente esquenazi, que após longos anos em praticar a cabala( lado místico do judaísmo) resolveu frequentar os terreiros de religiões de matrizes africanas. O grego ficou intrigado, sobre o recado de Teresa Fênix, ao ameaçar em colocar o nome dele na boca do sapo, para fazer-lhe reatar com ela. Ele quis conhecer como se operava tal manobra para se produzir mal a alguém. Pesquisou exaustivamente pelas redes sociais, e depois foi ao encontro das poucas pessoas conhecidas, e ligadas a Umbanda ou ao Candomblé. Ouviu e anotou a história e a ritualística de ambas religiões. Todos àqueles depoentes o convidaram para participar de uma gira da Umbanda, onde se prevalece os pretos velhos, Maria Padilha e outras entidades. O experimentado marinheiro ouviu atentamente as orientações daqueles obás de plantão. Um deles afirmou ser ele médium de alta sensibilidade. Devendo desenvolver essa mediunidade, ou seja, lhe foi recomendado a frequentar terreiros. Ele nada dizia, era uma boa escuta, como devem ser os psicólogos mais eficazes. O comandante agradeceu gentilmente, o aprendizado transmitido de gerações em gerações, pela oralidade por homens que preservavam uma importante cultura oriunda da África. Nos momentos de reflexão, o homem do mar, preferia ouvir como sempre, a música Zorba o grego, e dançava.
1 de maio de 2018
Dia do trabalhador
O Muro de Berlin construido em 1961, dividia a Alemanha de Wolfgang Von Goethe, e foi derrubado em 1989, e trás o estereótipo da vergonhosa atitude dos principais vencedores da Segunda Guerra Mundial(1939/1945) a saber
Estados Unidos, Rússia e Inglaterra, que “leiloaram” a Europa. A queda do Muro
de Berlin se creditam a Glasnost (transparência) e Perestroika(reestruturação) que são políticas públicas oficiais de Mikail Gorbachov(1985/1991) para a então União Soviética, e acrescenta-se a globalização
da economia, que enfraqueceram sobremaneira o
movimento sindical mundial que tinha seus pés plantados no mundo dito “socialista”, através da ex-União
Soviética, que se dissolveu num mar de corrupção e denúncias confirmadas de assassinatos em massa. O dia
do trabalhador há muito tem o seu brilho ofuscado, ou os sindicatos estão a perder a sua importância. O sistema capitalista não é nenhuma
oitava maravilha, pois pune severamente os mais despossuídos, ou àqueles sem
eira e nem beira. As Universidades Federais são para os riquinhos, e o
preconceito racial e econômico(esse é o mais perverso) continuam. As prisões
na sua maioria recebem os pobres, negros
e prostitutas. A justiça serve um bom cardápio a classe dominante. Ao trabalhador é preciso dar-lhe a oportunidade de escolas profissionalizantes para o Brasil
enfrentar as constantes demandas do rotulado primeiro mundo. Se assim procedermos, a
organização da classe trabalhadora será uma consequência(desde que seja desatrelada do Estado), e possivelmente tenhamos menos presídios. O Doutor
Anísio Teixeira ícone nacional da educação, vaticinou: “Sem educação não há solução”.
29 de abril de 2018
O Futebol
O futebol como motivador de atitudes variadas no campo sócio/antropológico, na terra brasilis, é algo muito instigante.Está a merecer pesquisa pura aplicada ao segmento que absorve esse esporte de forma quase mística. George, líder dos Vigneron de origem franco-huguenote, não titubeou e organizou-se para esposa dele desse a luz ao filho caçula (Jorginho) no estado do Rio de Janeiro, em função do topônimo fluminense, àqueles nascidos nesse estado. Eles eram torcedores do Fluminense Football Club (grafia inglesa). Numa vitória do Vasco da Gama, campeão de terra e mar(remo), poderia ter sido batizado de Ipojucan, tendo sido salvo pela minha mãe, que não aceitou a imposição paterna. Muitos se chamam de Pelé ou Pelezinho. Talvez de Edson Arantes, Arthur Antunes(Zico), o grande craque Mané Garrinha, Nilton Santos, Bebeto, Castilho, Píndaro e Pinheiro. Mesmo o futebol tendo sido inventado pelos ingleses, o swing desse esporte está aqui abaixo da Linha do Equador, com os brasileiros e otros hermanos latino-americanos, tenham essa certeza. A derrota do Brasil contra a Alemanha, ainda engasga feito a temida espinha de traíra. Nesse andamento allegro ma non troppo, a memória viaja até ao calçadão de pedras portuguesas entre Copacabana e o Leme. Naquele momento mágico, o tricolor Artur da Távola(in memoriam) e amigos, acompanhados por músicos de uma animada bandinha, ou charanga, dentre tantas, era mais uma dessas campanhas políticas. Nesse simplório evento, a música da charanga era o mote. Eis que o encontro surpreendente e agradável ao avistar Paulo Roberto Ramos, tricolor de carteirinha e amigo de infância, from Mimoso do Sul(ES). Ele estava acompanhado do amigo Pedro Carlos N. Carneiro. Diante do inesperado, disse ao maestro: por favor o Hino do Fluminense! Os dois Paulo se confraternizaram pelo mesmo time, e em seguida tocamos em frente a caminhada.
24 de abril de 2018
Numa quinta-feira outonal.
Manhã de outono, numa caminhada, chega o cheiro das flores silvestres, se despertando, quase frio e quase memória a registrar a flora pujante. Eis o legado dos mais importantes, repassado ao homem (que faz a guerra e suja a floresta). Mas elevo o pensamento ao deparar-me com a flor do sugestivo fruta/pão, a baleeira copada é indicativa de boa terra, oitis semeados pelos pássaros, sapucaia, o impenetrável palmito iri, jaqueira-cravo, bambu gigante e chinês, hibisco, candiúva, jenipapo, mangueira, frondosa sibipiruna, jambo vermelho, ingá, paineira, imbaúba, angico vermelho, pitangueira,pau-pereira, mamoeiro,cambotá, pupunha, jabuticabeira, cedrinho, amoreira,banana d'água, ipê amarelo,fedegoso, graviola, guanandi,chibatão, pingo de ouro, jamelão,sapucaia,figo, laranja Bahia, mixirica, pinha,pau-brasil, coqueiro,abacate, cedrinho, lírio, mogno africano, guaraná(morrendo, não sabemos a motivação), pau d'alho, cabiúna, goiabeira, araça, castanheira, ficus, eucalipto citriodora, laranja lima, limão galego e branco, palmito amargo, pupunha, açaí, carrapeta e taboa. Eis a natureza nua. E a selva de pedra não fez falta. Bioma invejável e apreciado por um olhar atencioso, com poderosas e imagéticas lentes. E a conclusão do entendimento, o quanto se deve proteger e preservar a mãe terra. Incluindo as águas escassas e finitas, como fonte e aprendizado da vida.Os valores da convivência no campo, onde a florescência do bucólico, dá a sensação da alegria de viver, tão nítida como a claridade solar.É sempre bom lembrar, que o dia de amanhã, possa ser mais promissor do que o de ontem.
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