Wingsuit – homem alado ou homem-falcão. Essa é a modalidade desse
esporte de altíssima precisão. Conheci diversos birds-men ou homens que rasgam
os céus, dentre eles o experiente esportista - Fernando Brito – que foi Capitão de Fragata da Marinha do Brasil, e bravamente atravessou
a estreita fenda que separa Os Pontões, cuja largura é de dez metros ou menos,
e a altura em torno 1280m. Esse esporte é praticado por cinquenta homens e duas mulheres. Fernando Brito, com quem mantive uma breve e
rica convivência, foi seguido nessa espetacular travessia, por outro homem
pássaro – Gabriel Lott – da Coordenadoria de Operações Especiais da Policia
Civil do Rio de Janeiro. Depois de ter saltado em inúmeras oportunidades da Pedra
da Gávea, no Rio de Janeiro, Fernando Brito foi traído pelo acaso da atividade, que o vitimou em abril de 2016. Em homenagem
ao pioneiro a praticar o wingsuite n’Os
Pontões, vários outros homens pássaros estão empreendendo pequenas romarias,
praticando o wingsuit n’Os Pontões, para
homenagearem Fernando Brito. Lá no maciço siderúrgico acima citado, as famílias ítalosanamarinenses e outras nacionalidades
tais como as famílias de Valmir Domingues Freitas, Lázaro Ravani, Francino Mazza, e filhos, destaque para o Marcos que
será o primeiro conceiçuense a saltar de paraquedas, das rochas bem desenhadas. Marcos Pastor, Roberto Santos e Douglas Prucoli, recepcionaram e hospedam graciosamente
esses homens voadores. Fernando Brito poderá ser visto através da mais
brilhante estrela, da constelação de Orion no firmamento acima d’Os Pontões preferencialmente nas noites luas
cheias.
26 de julho de 2016
5 de julho de 2016
George Harrison
Recentemente assisti pelo You
Tube um concerto para homenagear o beatle
George Harrison(1943/2001), onde além do filho dele, o guitarrista Dhani Harrison, participou o discreto Eric Clapton amigo do homenageado, e os beatles Paul MacCartney e Ringo Starr, além de outros músicos. Foi
uma belíssima apresentação com back voice, metais, cordas, percussões e outros
instrumentos. A abertura foi de uma orquestra indiana típica, que tocou músicas
de inspiração budistas ou harekrishianas.
Essas músicas remetem a viagem que os The Beatles empreenderam a Índia de
Mahatma Ghandi, na busca do transcendental ou equivalente. A necessidade do ser
humano é abissal para encontrar o nirvana por aqui, ou lá ( não sei onde). E o
contato parece ter influenciado esse inglês de Liverpool, cuja a origem é a mesma do puritano
Oliver Cromwell(1599/1658), e mergulhou nas sabedorias místicas indianas e morreu talvez acreditando nas mágicas
mantras. Essa fraqueza filosófica
ocorre nos mais variados segmentos sociais, destaque para as chamadas
celebridades, como o boxer campeoníssimo Cassius Clay que se
auto-rebatizou como Muhammad Ali, e abraçou a religião muçulmana, e de igual teor foi o cantor Cat Steve,
conhecido desde um dos Rock in Rio,
evento musical que ocorre no Rio de Janeiro há algum tempo. Outros seguem o
caminho do ateísmo ou da prática agnóstica. Enfim as buscas são muitas, em
diversas direções das verdades (im)ponderáveis.
22 de maio de 2016
Navalha Solingen
Estava a dirigir mon
petite voiture ( modesto, contudo valioso aprendizado de francês e ou inglês ministrados em colégio público no interior capixaba há anos) e diversas digressões iam e voltavam igual a um boomerang australiano, tomando por exemplo,
os costumes aqui na terra brasilis, tal qual o chapéu de aba curta usado pelo famoso sambista Zé Keti (1921/1999). O
dente encapado de ouro. Unha longa do dedo mindinho. Colar com São Jorge de bom tamanho, camisa semiaberta. Anéis em ambas mãos. Sapatos lustrados de duas cores. Cabelo cortado à moda príncipe Danilo. Calça branca e larga, de linho meio amassado. Ou os mais desleixado, calçando mocassim(sem salto) que pertencia a malandragem. No passado esse
tipo de pisante, era fácil de se retirar dos pés para se defender da navalhada desferida por uma Solingen, cujo fio é um dos melhores do mundo. As vezes o palito correndo celeremente de um
extremo ao outro da boca. Enfim são diversos gestuais praticados pelo povo de
origem ameríndia, europeia e ou africana. Hábitos cultivados pelo povo, não
merecem nenhum tipo de julgamento, ou crítica. A cultura é a referência maior de
uma nação. Billy Blanco, Bezerra da Silva, Moreira da Silva e Tom Jobim foram usuários de chapéus panamá, e de roupas alvas
e amarrotadas pelo uso. Pierre Trudeau ex-premier do Canadá apreciava receber
chefes de estado calçando sapatos brancos sem meia e blazer sem gravata. Toda essa etiqueta, de se usar terno e gravata a uma temperatura de quarenta graus centígrados à sombra, para se apresentar as autoridades, tem origem lusitana. Esse comportamental é originado em Portugal que se
considera até hoje, como se fosse uma sub-Inglaterra. Desde o traje passeio completo, e as tratativas
exageradas quer na escrita e na verbalização, quer na indumentária, está a copiar o país europeu
que mais invadiu o mundo E ainda dizem: God save the queen.
1 de maio de 2016
Cupim
Caminhando por uma estrada de chão (no contexto paranóico, é preciso perder peso),
na terceira caminhada empreendida encontrei um minúsculo túnel construído pelos
operários cupins. É sabido que esses
insetos se alimentam da madeira, e se instalam nas árvores, nos móveis e em noutros
locais, e os destroem. Ao ver os pequeninos túneis, numa rápida atitude acabei
com a passagem dos cupins. Eles se confundiram e bateram cabeça, pois se locomovem fazendo curvas suaves e longas trilhas lineares. Ficaram atônitos diante da destruição. No dia
seguinte voltei pelo mesmo trajeto, e notei que os pequeninos túneis estavam todos
reconstruídos. Uma obra de arte cujo vetor pode ser a nanotecnologia da sábia natureza. Na empírica observação
os cupins edificam a obra deles por dentro, como se
fossem os tatus mecânicos construtores dos metrôs
na Europa. A família dos cupins é numerosa, destacando-se os cabeça-de-negro, cabeça-de-saúva, das
árvores, das casas, das folhas, de madeira, de monte, de montículo, murundu
e outros. Diante da lição de vida dos cupins, pela tenacidade da reconstrução, persistentes no objetivo, que é a busca da alimentação, como integrante do
fator do equilíbrio do ecosistema, talvez a pesquisa pura sobre os cupins, revele a função natural desse inseto no planeta terra, que é infinitamente mais destruído pelo homem, do que pelos isópteros (cupins).
19 de fevereiro de 2016
Praça Cel. Joaquim Paiva Gonçalves - Primeira Parte
Na praça central da vetusta Mimoso do Sul(ES), desembocam diversas
ruas, e uma delas é a rua do Quartel, atual Presidente Vargas. Da esquina da rua Vasco
Fernandes Coutinho – prestigiando o donatário incompetente
da capitania do Espírito Santo, pois somente São Vicente e Piratininga,
prosperaram – se eu fosse rei homenagearia - anulando a rua Vasco Coutinho - e modificaria para Rua
Narciso Zigoni. Ele foi um eletricitário que com sabedoria, retornava a energia quando ocorriam descargas elétricas avariando os transformadores. Ligava e desligava diariamente as
luzes na subestação (vizinha da sua própria casa). Ou seja, estava sempre de sobreaviso, graciosamente. Em frente a
essa mesma residência - a coiffeur - Mulatinha, que produzia milagres
cuidando da estética das moçoilas e senhoras. Mãe de muitos filhos, contudo o
mais popular foi Brunzinho – Domingos Brum – que namorou Lourdes Fontanella,
mas casou-se para sempre com Isolina. O tenente Anésio ( herói da Segunda Guerra 1939-1945) me faz rememorar o Cuca, Sândalo, Cauby, Araí, Itu e as meninas. Eram bons camaradas nas farras possíveis no espaço e no tempo. Ciro Nogueira e Tereza tendo à frente o primogênito Nogueira, sábio
e simples, e os irmãos Rogério (Louro) José Carlos (Zebu) e Regina. De frente para os Nogueira, o Zezinho dentista, com muitos filhos, e me lembro da Rosa Castro, pois estudamos na única instituição pública de segundo grau, da cidade. Ainda na
mesma rua, o meu colega dos bancos escolares – Manoel - filho de Maneco Miranda, e filhos(as), como a Maria Teresa, Sérgio Puxada e Ângela. Turene e
Jussara Cysne, o pai Cleval, e a mãe a abnegada Abgail Cysne. O vizinho Satamini, no quintal uma fruta
quase desaparecida - o tamarino - e ao lado a residência do ypiranguista Primo Netto e Zoraide professora de escol, e filhos
da magnitude do meu amigo Ricardo, Luis Henrique, Lucinha casada com Giovani,
Beatriz, Denise e Geisa. Mestra Lenira Cysne
casada com William Cheibub, com os filhos Klinger Cheibub e Eubéa. Miquita esposa do Deputado Evaldo Ribeiro de Castro, pai da bonita Edila e prima da Marilinha e Marilane. O casal José Lopes e Nair Campelo Lopes, e filhas: Rayra, Mariceli, Marluce e Marici.
Vanda e Weston Moreira, pais de Eliane de boa lembrança, com quem estudei parcos anos no Colégio
Estadual Mons. Elias Tommasi. Maria Cristina,
era a Kiki, de convivência maior no
aprendizado formal. Kátia do Moreno, participava dos jogos de vôlei na área
interna da agência do Banco do Brasil. Era uma turma animada. No sobrado esquina com a Ladeira da
Igualdade – indicação da rua que conduz ao cemitério local - Paulo Alberto - Artur da Távola -
dizia ter sido essa escolha uma indicação filosoficamente correta. Stela Tugnoli morava no grande sobrado, como irmão Demétrio. Em frente o Cine Teatro São José (inaugurado em 1953), com
220 lugares originalmente. Na esquina à direita em frente à Arca de Noé – leia-se Michel, Jorge e Demétrio – o Bar Santa Terezinha do Antonio Velasque, pai do craque do Independente Atlético Clube, o
professor Carlito Velasque, Marlene, Lucia e avô do Professor Diógenes, casado com Mara. Os
Noé eram irmãos de origem sírio e libanesa. Foram comerciantes que interagiam com
sociedade, apoiando as manifestações desde o carnaval ao futebol. O Bar
Guarani na parede frontal, na parte de cima, havia um grande relógio, e uma estatueta de madeira de um cacique Puri) esse bar era do Idalécio Balzana que vive em Macaé(RJ). Na parte de cima do Bar o Hotel Guarani como se fosse o Waldorf Astoria de Nova York, que hospedou John William Breen Jr, um texano de Houston que trabalhava pela Aliança para o Progresso (Peace Corps) programa do governo do J.F.Kennedy ( 1917/1963). Um gringo muito legal, no violão Goya tocava bossa-nova.
O Ponto Chic inaugurado pelo Primo Neto, foi de vários proprietários, a memória alcança o Brunzinho na
gerência do Ponto Chic que depois foi rebatizado de Estoril. Na parte de trás do bar, numa távola redonda e coberto pelo tradicional pano verde, comia solto o carteado. E o bizarro Pouco Roupa, como contra regra. A Casa Leão dos irmãos
Salomão, de ascendência judaica, pai e tio do Frazé, hoje morador em Marataízes(ES). O legendário bar do Otávio
Oliveira, chegado das terras itabapoenses, irmão de Nair Oliveira Pessanha, casada com o Zin Pessanha, pai de
Wilson que teve como esposa Elcy, que geraram Rogério e Valéria. Rogério é terrantês emprestado do pintor impressionista Van Gogh. Há décadas dedilha com maestria o violão brasileiro - nas terras das mais belas tulipas europeias - sob a direção de Isabel. Otávio foi
casado com a são pedrense Creuza Abreu, pais do inesquecível Jarbas Abreu de Oliveira cujo o enlace
se deu com Leatrice. O melhor sorvete era do Otávio, mas creio que era a esposa
Creuza que elaborava os mesmos. Acrescentam-se o Jerônimo, João Ratão e Sergio ou Capitão. O sorvete de coco, o mais saboroso. Otávio teve um
empregado que foi transferido com armas e bagagens para o bar do popular Jarbas, conhecido pela alcunha de – Eli figo inchado – que viveu por longos
anos. Plínio Araújo era gentil, contudo mantinha distância diplomática dos fregueses O
empório dele era sortido, e disponibilizava caderno, borracha, lápis e caneta,
material de construção e apetrechos. De Lourdes, esposa do Plínio Araújo, era discreta e elegante,
tons predominantes nos Abreu. Se me permitem, na exegese por mim praticada, a inteligência metacognitiva mais apurada da família Abreu, o seu pertencimento vai em direção ao Prefeito José Olímpio, isso não retira o brilhantismo da cientista política Zoila Abreu.
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