26 de julho de 2016

Fernando Brito



Wingsuit – homem alado ou  homem-falcão. Essa é a modalidade desse esporte de altíssima precisão. Conheci diversos birds-men ou homens que rasgam os céus, dentre eles o experiente esportista - Fernando Brito – que foi  Capitão de Fragata da Marinha do Brasil, e bravamente atravessou a estreita fenda que separa Os Pontões, cuja largura é de dez metros ou menos, e a altura em torno 1280m.  Esse esporte é praticado por cinquenta homens e duas mulheres.   Fernando Brito, com quem mantive uma breve e rica convivência, foi seguido nessa espetacular travessia, por outro homem pássaro – Gabriel Lott – da Coordenadoria de Operações Especiais da Policia Civil do Rio de Janeiro. Depois de ter saltado em inúmeras oportunidades da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, Fernando Brito foi traído pelo acaso da atividade, que   o vitimou em  abril de 2016. Em homenagem ao pioneiro a praticar o  wingsuite n’Os Pontões, vários outros homens pássaros estão empreendendo pequenas romarias, praticando o wingsuit n’Os Pontões, para   homenagearem  Fernando Brito.   Lá no maciço siderúrgico acima citado, as famílias ítalosanamarinenses e outras nacionalidades tais como as famílias de Valmir Domingues Freitas, Lázaro Ravani, Francino Mazza, e filhos, destaque para o Marcos que será o primeiro conceiçuense a saltar de paraquedas,   das rochas bem desenhadas.   Marcos Pastor, Roberto Santos e Douglas Prucoli,  recepcionaram e  hospedam graciosamente esses homens voadores. Fernando Brito poderá ser visto através da mais brilhante estrela, da constelação de Orion no firmamento acima d’Os Pontões preferencialmente nas noites luas cheias.

5 de julho de 2016

George Harrison



Recentemente assisti pelo You Tube um concerto para homenagear o beatle George Harrison(1943/2001), onde além do filho dele, o guitarrista Dhani Harrison, participou o  discreto Eric Clapton amigo do homenageado, e os beatles Paul MacCartney e Ringo Starr, além de outros músicos. Foi uma belíssima apresentação com back voice, metais, cordas, percussões e outros instrumentos. A abertura foi de uma orquestra indiana típica, que tocou músicas de inspiração budistas ou harekrishianas. Essas músicas remetem a viagem  que os The Beatles empreenderam a Índia de Mahatma Ghandi, na busca do transcendental ou equivalente. A necessidade do ser humano é abissal para encontrar o nirvana por aqui, ou lá ( não sei onde). E o contato parece ter influenciado esse inglês de Liverpool, cuja a origem é  a mesma do puritano Oliver Cromwell(1599/1658), e mergulhou nas sabedorias místicas indianas e morreu talvez acreditando nas mágicas mantras. Essa fraqueza filosófica ocorre nos mais variados segmentos sociais, destaque para as chamadas celebridades, como o  boxer campeoníssimo Cassius Clay que se auto-rebatizou como Muhammad Ali, e abraçou a religião muçulmana, e  de igual teor foi o cantor Cat Steve, conhecido desde  um dos Rock in Rio, evento musical que ocorre no Rio de Janeiro há algum tempo. Outros seguem o caminho do ateísmo ou da prática agnóstica. Enfim as buscas são muitas, em diversas direções das verdades (im)ponderáveis.

22 de maio de 2016

Navalha Solingen



Estava a dirigir mon petite voiture ( modesto, contudo valioso aprendizado de francês  e ou inglês ministrados em colégio público no interior capixaba há anos)  e diversas digressões  iam e voltavam igual a um boomerang australiano, tomando  por exemplo, os costumes aqui na terra brasilis, tal qual o chapéu de aba curta  usado pelo famoso sambista  Zé Keti (1921/1999). O dente encapado de ouro. Unha longa do dedo mindinho. Colar com São Jorge de bom tamanho, camisa semiaberta. Anéis em ambas mãos. Sapatos lustrados de duas cores. Cabelo cortado à moda príncipe Danilo. Calça branca e larga,  de linho meio amassado. Ou os mais desleixado, calçando mocassim(sem salto)  que pertencia a malandragem. No passado esse tipo de pisante, era fácil de se retirar dos pés para se defender da navalhada  desferida por uma  Solingen, cujo  fio é um dos melhores do mundo. As vezes o palito  correndo celeremente de um extremo ao outro da boca. Enfim são diversos gestuais praticados pelo povo de origem ameríndia, europeia e ou  africana. Hábitos cultivados pelo povo, não merecem nenhum tipo de julgamento, ou crítica. A cultura é a referência maior de uma nação. Billy Blanco, Bezerra da Silva, Moreira da Silva e Tom Jobim foram usuários de chapéus panamá,   e de  roupas alvas e amarrotadas pelo uso. Pierre Trudeau ex-premier do Canadá  apreciava receber chefes de estado calçando sapatos brancos sem meia e blazer sem gravata. Toda essa etiqueta, de se usar terno e gravata a uma temperatura de quarenta graus centígrados à sombra,  para se apresentar as autoridades,  tem origem lusitana. Esse comportamental é originado em Portugal que se considera até hoje, como se fosse uma sub-Inglaterra. Desde o traje passeio completo, e as  tratativas exageradas quer na escrita e na verbalização, quer na indumentária, está a copiar o país europeu que mais invadiu o mundo E ainda dizem:  God save the queen.

1 de maio de 2016

Cupim



Caminhando por uma estrada de chão (no contexto paranóico, é preciso perder peso), na terceira caminhada empreendida encontrei um minúsculo túnel construído pelos operários cupins. É sabido que esses insetos se alimentam da madeira, e se instalam nas árvores, nos móveis e em noutros locais, e os destroem. Ao ver os pequeninos túneis, numa rápida atitude acabei com a passagem dos cupins. Eles se confundiram e bateram cabeça, pois se locomovem fazendo curvas suaves e longas trilhas lineares.  Ficaram atônitos diante da destruição. No dia seguinte voltei pelo mesmo trajeto, e notei que os pequeninos túneis estavam todos reconstruídos. Uma obra de arte cujo vetor pode ser a nanotecnologia da sábia natureza. Na empírica observação  os cupins edificam a obra deles por dentro, como se fossem os tatus mecânicos construtores  dos metrôs na Europa. A família dos cupins é numerosa, destacando-se os cabeça-de-negro, cabeça-de-saúva, das árvores, das casas, das folhas, de madeira, de monte, de montículo, murundu e outros. Diante da lição de vida dos cupins, pela tenacidade da reconstrução, persistentes no objetivo, que é a busca da alimentação, como integrante do fator do equilíbrio do ecosistema, talvez a  pesquisa pura sobre os cupins, revele a função natural desse inseto no planeta terra, que é infinitamente mais destruído pelo homem, do que pelos isópteros (cupins).

19 de fevereiro de 2016

Praça Cel. Joaquim Paiva Gonçalves - Primeira Parte



Na praça central da vetusta  Mimoso do Sul(ES), desembocam diversas ruas, e uma  delas é a rua do Quartel, atual Presidente Vargas. Da esquina da rua Vasco  Fernandes Coutinho –  prestigiando o donatário incompetente da capitania do Espírito Santo, pois somente São Vicente e Piratininga,  prosperaram –  se eu fosse rei     homenagearia -   anulando a rua Vasco  Coutinho -  e modificaria para Rua  Narciso Zigoni. Ele foi um eletricitário que com sabedoria,  retornava a energia quando ocorriam  descargas elétricas avariando os transformadores. Ligava e desligava diariamente as luzes na subestação (vizinha da sua própria casa). Ou seja, estava sempre de sobreaviso, graciosamente.  Em frente a essa mesma residência -  a  coiffeur -  Mulatinha, que produzia  milagres   cuidando da estética das moçoilas e senhoras.  Mãe de muitos filhos, contudo o mais popular foi Brunzinho – Domingos Brum – que namorou Lourdes Fontanella, mas casou-se para sempre com Isolina. O tenente Anésio ( herói da Segunda Guerra 1939-1945)  me faz rememorar o Cuca, Sândalo, Cauby, Araí, Itu e as meninas. Eram bons camaradas nas farras possíveis no espaço e no tempo.   Ciro Nogueira e Tereza tendo à frente o primogênito  Nogueira,  sábio e simples, e os irmãos Rogério (Louro) José Carlos (Zebu) e Regina. De frente para os Nogueira, o Zezinho dentista, com muitos filhos, e me lembro da Rosa Castro, pois estudamos na única instituição pública de segundo grau, da cidade. Ainda na mesma rua, o meu colega dos bancos escolares – Manoel -  filho de Maneco Miranda, e filhos(as), como a  Maria Teresa, Sérgio Puxada e Ângela. Turene e Jussara Cysne, o pai Cleval, e a mãe a abnegada Abgail Cysne.  O vizinho Satamini,  no quintal uma fruta quase desaparecida -  o tamarino -  e ao lado a residência do ypiranguista Primo Netto e Zoraide professora de escol, e filhos da magnitude do meu amigo Ricardo, Luis Henrique, Lucinha casada com Giovani, Beatriz, Denise e Geisa.  Mestra Lenira Cysne casada com William Cheibub,  com os filhos Klinger Cheibub e Eubéa. Miquita esposa do Deputado Evaldo Ribeiro de Castro, pai da bonita Edila e prima da Marilinha e Marilane.  O casal José Lopes e Nair Campelo Lopes, e filhas: Rayra, Mariceli, Marluce e Marici.  Vanda e Weston Moreira, pais de Eliane de boa lembrança, com quem estudei parcos anos no Colégio Estadual Mons. Elias Tommasi.  Maria Cristina, era a Kiki,  de convivência maior no aprendizado formal. Kátia do Moreno, participava dos jogos de vôlei na área interna da agência do Banco do Brasil. Era uma turma animada. No sobrado esquina com a Ladeira da Igualdade – indicação da rua que conduz ao cemitério local - Paulo Alberto - Artur da Távola - dizia ter sido essa escolha  uma  indicação filosoficamente correta.   Stela Tugnoli morava no grande sobrado, como  irmão Demétrio.  Em frente o Cine Teatro São José (inaugurado em 1953), com 220 lugares originalmente. Na esquina à direita em frente  à Arca de Noé –  leia-se Michel, Jorge e Demétrio –  o Bar Santa Terezinha do Antonio Velasque, pai do craque do Independente Atlético Clube,  o  professor Carlito Velasque, Marlene, Lucia e  avô do Professor Diógenes, casado com Mara. Os Noé eram irmãos de origem sírio e libanesa. Foram comerciantes que interagiam com sociedade, apoiando as manifestações desde o carnaval  ao futebol. O Bar Guarani  na parede frontal, na parte de cima,  havia um grande relógio, e uma estatueta de madeira  de um cacique Puri) esse bar era do Idalécio Balzana que vive em Macaé(RJ). Na parte de cima do Bar o Hotel Guarani como se fosse o Waldorf Astoria de Nova York, que hospedou John William Breen Jr, um texano de Houston que trabalhava pela Aliança para o Progresso (Peace Corps) programa do governo do J.F.Kennedy ( 1917/1963). Um gringo muito  legal, no violão Goya  tocava bossa-nova.    O Ponto Chic inaugurado pelo Primo Neto,  foi de vários proprietários,  a memória alcança o Brunzinho na gerência do Ponto Chic que depois foi rebatizado de Estoril. Na parte de trás do bar,  numa távola redonda e coberto pelo tradicional pano verde,  comia solto o carteado.  E o bizarro Pouco Roupa, como contra regra.  A Casa Leão dos irmãos Salomão, de ascendência judaica, pai e tio do Frazé, hoje morador em Marataízes(ES). O legendário bar do Otávio Oliveira, chegado das terras itabapoenses,  irmão de Nair Oliveira Pessanha, casada com o Zin  Pessanha, pai de Wilson que teve como esposa Elcy, que geraram Rogério e Valéria. Rogério é terrantês emprestado do  pintor  impressionista  Van Gogh.  Há décadas dedilha com maestria o violão brasileiro - nas terras das mais belas tulipas europeias -  sob a direção de  Isabel. Otávio foi casado com a são pedrense  Creuza Abreu, pais do inesquecível Jarbas Abreu de Oliveira cujo o enlace se deu com Leatrice. O melhor sorvete era do Otávio, mas creio que era a esposa Creuza que elaborava os mesmos. Acrescentam-se o  Jerônimo, João Ratão e Sergio ou Capitão.  O sorvete  de coco, o mais saboroso. Otávio teve um empregado que foi transferido  com armas e bagagens para o bar do  popular Jarbas,  conhecido pela alcunha de – Eli  figo inchado –  que viveu por longos anos. Plínio Araújo era gentil, contudo mantinha  distância diplomática dos fregueses O empório dele era sortido, e disponibilizava caderno, borracha, lápis e caneta, material de construção e apetrechos. De Lourdes, esposa do Plínio Araújo,  era discreta e elegante,  tons predominantes  nos  Abreu. Se me permitem,  na exegese por mim praticada, a inteligência metacognitiva mais apurada da família Abreu, o seu pertencimento vai em direção  ao Prefeito José Olímpio, isso não retira o brilhantismo da cientista política Zoila Abreu.