19 de fevereiro de 2016

Praça Cel. Joaquim Paiva Gonçalves - Primeira Parte



Na praça central da vetusta  Mimoso do Sul(ES), desembocam diversas ruas, e uma  delas é a rua do Quartel, atual Presidente Vargas. Da esquina da rua Vasco  Fernandes Coutinho –  prestigiando o donatário incompetente da capitania do Espírito Santo, pois somente São Vicente e Piratininga,  prosperaram –  se eu fosse rei     homenagearia -   anulando a rua Vasco  Coutinho -  e modificaria para Rua  Narciso Zigoni. Ele foi um eletricitário que com sabedoria,  retornava a energia quando ocorriam  descargas elétricas avariando os transformadores. Ligava e desligava diariamente as luzes na subestação (vizinha da sua própria casa). Ou seja, estava sempre de sobreaviso, graciosamente.  Em frente a essa mesma residência -  a  coiffeur -  Mulatinha, que produzia  milagres   cuidando da estética das moçoilas e senhoras.  Mãe de muitos filhos, contudo o mais popular foi Brunzinho – Domingos Brum – que namorou Lourdes Fontanella, mas casou-se para sempre com Isolina. O tenente Anésio ( herói da Segunda Guerra 1939-1945)  me faz rememorar o Cuca, Sândalo, Cauby, Araí, Itu e as meninas. Eram bons camaradas nas farras possíveis no espaço e no tempo.   Ciro Nogueira e Tereza tendo à frente o primogênito  Nogueira,  sábio e simples, e os irmãos Rogério (Louro) José Carlos (Zebu) e Regina. De frente para os Nogueira, o Zezinho dentista, com muitos filhos, e me lembro da Rosa Castro, pois estudamos na única instituição pública de segundo grau, da cidade. Ainda na mesma rua, o meu colega dos bancos escolares – Manoel -  filho de Maneco Miranda, e filhos(as), como a  Maria Teresa, Sérgio Puxada e Ângela. Turene e Jussara Cysne, o pai Cleval, e a mãe a abnegada Abgail Cysne.  O vizinho Satamini,  no quintal uma fruta quase desaparecida -  o tamarino -  e ao lado a residência do ypiranguista Primo Netto e Zoraide professora de escol, e filhos da magnitude do meu amigo Ricardo, Luis Henrique, Lucinha casada com Giovani, Beatriz, Denise e Geisa.  Mestra Lenira Cysne casada com William Cheibub,  com os filhos Klinger Cheibub e Eubéa. Miquita esposa do Deputado Evaldo Ribeiro de Castro, pai da bonita Edila e prima da Marilinha e Marilane.  O casal José Lopes e Nair Campelo Lopes, e filhas: Rayra, Mariceli, Marluce e Marici.  Vanda e Weston Moreira, pais de Eliane de boa lembrança, com quem estudei parcos anos no Colégio Estadual Mons. Elias Tommasi.  Maria Cristina, era a Kiki,  de convivência maior no aprendizado formal. Kátia do Moreno, participava dos jogos de vôlei na área interna da agência do Banco do Brasil. Era uma turma animada. No sobrado esquina com a Ladeira da Igualdade – indicação da rua que conduz ao cemitério local - Paulo Alberto - Artur da Távola - dizia ter sido essa escolha  uma  indicação filosoficamente correta.   Stela Tugnoli morava no grande sobrado, como  irmão Demétrio.  Em frente o Cine Teatro São José (inaugurado em 1953), com 220 lugares originalmente. Na esquina à direita em frente  à Arca de Noé –  leia-se Michel, Jorge e Demétrio –  o Bar Santa Terezinha do Antonio Velasque, pai do craque do Independente Atlético Clube,  o  professor Carlito Velasque, Marlene, Lucia e  avô do Professor Diógenes, casado com Mara. Os Noé eram irmãos de origem sírio e libanesa. Foram comerciantes que interagiam com sociedade, apoiando as manifestações desde o carnaval  ao futebol. O Bar Guarani  na parede frontal, na parte de cima,  havia um grande relógio, e uma estatueta de madeira  de um cacique Puri) esse bar era do Idalécio Balzana que vive em Macaé(RJ). Na parte de cima do Bar o Hotel Guarani como se fosse o Waldorf Astoria de Nova York, que hospedou John William Breen Jr, um texano de Houston que trabalhava pela Aliança para o Progresso (Peace Corps) programa do governo do J.F.Kennedy ( 1917/1963). Um gringo muito  legal, no violão Goya  tocava bossa-nova.    O Ponto Chic inaugurado pelo Primo Neto,  foi de vários proprietários,  a memória alcança o Brunzinho na gerência do Ponto Chic que depois foi rebatizado de Estoril. Na parte de trás do bar,  numa távola redonda e coberto pelo tradicional pano verde,  comia solto o carteado.  E o bizarro Pouco Roupa, como contra regra.  A Casa Leão dos irmãos Salomão, de ascendência judaica, pai e tio do Frazé, hoje morador em Marataízes(ES). O legendário bar do Otávio Oliveira, chegado das terras itabapoenses,  irmão de Nair Oliveira Pessanha, casada com o Zin  Pessanha, pai de Wilson que teve como esposa Elcy, que geraram Rogério e Valéria. Rogério é terrantês emprestado do  pintor  impressionista  Van Gogh.  Há décadas dedilha com maestria o violão brasileiro - nas terras das mais belas tulipas europeias -  sob a direção de  Isabel. Otávio foi casado com a são pedrense  Creuza Abreu, pais do inesquecível Jarbas Abreu de Oliveira cujo o enlace se deu com Leatrice. O melhor sorvete era do Otávio, mas creio que era a esposa Creuza que elaborava os mesmos. Acrescentam-se o  Jerônimo, João Ratão e Sergio ou Capitão.  O sorvete  de coco, o mais saboroso. Otávio teve um empregado que foi transferido  com armas e bagagens para o bar do  popular Jarbas,  conhecido pela alcunha de – Eli  figo inchado –  que viveu por longos anos. Plínio Araújo era gentil, contudo mantinha  distância diplomática dos fregueses O empório dele era sortido, e disponibilizava caderno, borracha, lápis e caneta, material de construção e apetrechos. De Lourdes, esposa do Plínio Araújo,  era discreta e elegante,  tons predominantes  nos  Abreu. Se me permitem,  na exegese por mim praticada, a inteligência metacognitiva mais apurada da família Abreu, o seu pertencimento vai em direção  ao Prefeito José Olímpio, isso não retira o brilhantismo da cientista política Zoila Abreu. 

20 de janeiro de 2016

Chico Buarque



Um poeta de altíssima sensibilidade. Inserido há muito na discografia brasileira, pois pertence a quaisquer galerias da arte da literatura ou da música popular. É assim que o vejo desde os festivais da música popular brasileira. Sergio Buarque de Holanda, pai do poeta, com largo conhecimento da sociólogia  brasileira, tendo lançado - Raízes do Brasil - livro obrigatório nas  faculdades do ramo. No início da década de 1930, se aventurou como editor do jornal "O Progresso" de Cachoeiro do Itapemirim no Espírito Santo.  Isto posto, a  ascendência do compositor é de boa cepa intelectual. Chico Buarque foi exilado na Itália durante a ditadura militar de 1964. Período de exceção que não deixou saudades.  Diante do mar de corrupção que assola o país (em proporções e sofisticações jamais registradas)  nos últimos doze anos, o poeta tem defendido equivocadamente as teses do atual governo, contra às evidências. No rastro dessas digressões, a posição do vate não macula a irretocável obra artística e literária que legou ao povo brasileiro. A democracia outorgar-lhe a garantia de pensar e agir como lhe aprouver. A  história é implacável.

16 de janeiro de 2016

O trovador Paulo Pinheiro Freitas



MIMOSO DO SUL

NAS ÁGUAS E ARRROIOS RESPLANDECENTES,
NUM MILAGRE DE LUZES E DE CORES.
PELAS MANHÃS SUBLIMES E RADIOSAS,
HÁ CRIANÇAS BRINCANDO NOS TEUS BOSQUES
E EM TEUS JARDINS VIVEM SORRINDO AS ROSAS
PARA A FESTA DE RÚTILAS ABELHAS
- AS ROSAS DESLUMBRANTES E VERMELHAS.
CIDADE DOS ARROIOS E DOS PÁSSAROS !

O autor nascido em Rio Novo do Sul(ES)., diplomou-se em 1924 na Faculdade Nacional de Direito no Rio de Janeiro, tendo percorrido diversas cidades capixabas como servidor público, de alta retidão moral e ética.  É membro da Academia Espiritossantense de Letras. Eis mais uma trova desse grande vate:

Aquela formosa imagem
Que eu julgava estar bem perto
Foi apenas uma miragem
Nas areias do deserto

A vida é feita de dor
De tristeza e sofrimento
Tudo que vive de amor
Sempre termina em tormento

As quadrinhas mais bonitas
E perfeitas que componho
São pelos anjos escritas
E ditadas pelo sonho

Éolo



Éolo, deus do vento,  deu a Ulisses um alforje que guardava todos os ventos. O deus que lhe presenteou, alertou-o que o bornal jamais deveria ser aberto. Na tumultuada viagem marítima que empreendia, era um indicativo para chegar seguro ao destino, a cidade de Ítaca. Penélope mulher dele, esperava por dez longos anos, segundo a narrativa épica do escritor Homero no livro - Odisseia -  que viveu 500 a.C. Durante o trajeto, num cochilo de Ulisses, os marinheiros curiosos - na expectativa de encontrarem ouro -  no alforje, o abriu. O mar se revoltou e Ulisses voltou à estaca zero. A curiosidade é uma anti-virtude, mas é também uma grandeza, pois a pesquisa é coadjuvada pelo espírito curioso do cientista. Alexandre Fleming (1881/1955) encontrou a penicilina, ao espirrar sobre uma lâmina. Esse revolucionário antibiótico salva milhares de vidas. Outro caso de curiosidade à moda marinheiros de Ulisses ocorreu-me quando ganhei um  trenzinho de corda, em um natal. Com trilhos, e quando acionado soltava uma pequena fagulha pela chaminé por cima da casa de máquinas. Utilizei demais o pequeno e inteligente brinquedo, pois a ferrovia e os trens são parte do meu inconsciente. A minha felicidade durou pouco, com chegada de um querido primo que alertou-me, pois estava a dar pouca corda no mecanismo. Meu primo ao me corrigir a rodar a chave, quebrou o meu passatempo.

9 de janeiro de 2016

Trovões



Numa avaliação existencialista, a  esperança pode até ser uma propaganda enganosa. Mas abrir mão dela é divorciar-se do mundo. A vida é um prêmio. Sócrates (400 a.C) abriu mão dessa  premiação, pois  havia  o recurso no julgamento dele,  em pedir perdão  ao Conselho de Sentença Grego. Se tivesse procedido assim, talvez teria se   livrado da morte. Não o fez. E dignou-se a beber a cicuta. O sofrimento humano é mitigado através do circo,  seitas, doutrinas, religiões e outras, calcado na expectativa de uma outra vida muito melhor. Há controvérsias. Por serem dogmáticas  e sabujas,  essas instâncias místicas não enfrentam a realidade de frente. Historicamente se omitiram durante os trezentos anos da escravidão no país, e nas demais nações  escravagistas. Mas essa matéria, não é bem recebida em alguns setores da sociedade. Esquecendo os descalabros do passado, surgem nos vetores midiáticos, robustas notícias sobre corrupção pelos sete mares. Todas capitaneadas - nos últimos doze anos -  pelo  brazilian government establishment.  Coexistir com esses fatos, é como assistir um filme de terror,  numa noite de tempestade com descargas atmosféricas,  e sons  tonitruantes.