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OS FRANCESES PODEM SER CONSIDERADOS, COMO AS PESSOAS MAIS HOSPITALEIRAS DO MUNDO, CONTANDO QUE NÃO SE QUEIRA ENTRAR NA CASA DELES
Pierre Daninos -Os cadernos do Major Thompson,VII.
24 de março de 2009
5 de março de 2009
Torquemada !
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Quieto,quase não me movendo entre os labirintos da vida,com a "agenda cheia",quase sem tempo para realizar algumas tarefas,poucas chatas e meia duzia delas - enfadonhas - filmes que me deixaram sonolentos,em resumo : sem a mínima vontade de me apoquentar com matérias,tipo : ir a reunião de pais( fui convidado,por ser padrinho de um aluno) depois de tomar conhecimento das matérias que um jovem de 13 anos, na sétima série está a estudar na importantíssima cadeira de história.
A Idade Média,foi marcada por grandes acontecimentos importantes para a humanidade,com a libertação da França pela heroina Joana D'Arc,a imprensa por Gutemberg e a queda de Constantinopla,pelos turcos otomanos(1453),nessa data convencionou-se marcar o fim da Idade Média... Recentemente fui instado ajudar um aluno da série acima citada a elaborar um trabalho escolar na cadeira de história,para minha surpresa,esses deveres estavam relacionados nada mais nada menos a Nicolau Maquiavel,Guerra dos Cem anos,Guerra das duas rosas e por último o desconhecido Jean Botin,frances de origem - que foi defensor das fogueiras da Inquisição,inclusive para crianças e mulheres idosas acusadas de bruxaria. Porque não indicaram uma pesquisa sobre sádico espanhol,o frade dominicano Tomas de Torquemada,que orgasmava ao queimar pessoas vivas nas fogueiras,acusadas pelo conhecido e temido,como "Santo Oficio" da Igreja.
Seria melhor pesquisar aos treze anos a Queda de Constantinopla e seus efeitos,ou a vida e obra de Joana D'Arc,ou para complicar mais ainda : emitir opinião sobre a Ecclesia,interpretar "O Processo" de Franz Kafka e por último as obras de William Shakespeare !
Se a pedagogia dessa escola está querendo competir com a escola progresssita inglesa - Summerhill - ou se pretende revolucionar o ensino partindo de um núcleo que apresenta, grau de dificuldade inexorávelmente perceptível ?
(Não)paira a dúvida no ar, o corpo docente ora em tela, não possui suficiente "background" para monitorar,orientar esse processo por demais complexo !
O solicitação do corpo docente está anos-luz distante,para sustentar a temática pautada para os depauperados alunos,vítimas da falencia do ensino público brasileiro et caterva.
Aluno em grego significa : a = sem e luno = luz - desse jeito,se nada for feito estarão brevemente cegos,ou estrábicos ! Lente é sinônimo de professor !
Quieto,quase não me movendo entre os labirintos da vida,com a "agenda cheia",quase sem tempo para realizar algumas tarefas,poucas chatas e meia duzia delas - enfadonhas - filmes que me deixaram sonolentos,em resumo : sem a mínima vontade de me apoquentar com matérias,tipo : ir a reunião de pais( fui convidado,por ser padrinho de um aluno) depois de tomar conhecimento das matérias que um jovem de 13 anos, na sétima série está a estudar na importantíssima cadeira de história.
A Idade Média,foi marcada por grandes acontecimentos importantes para a humanidade,com a libertação da França pela heroina Joana D'Arc,a imprensa por Gutemberg e a queda de Constantinopla,pelos turcos otomanos(1453),nessa data convencionou-se marcar o fim da Idade Média... Recentemente fui instado ajudar um aluno da série acima citada a elaborar um trabalho escolar na cadeira de história,para minha surpresa,esses deveres estavam relacionados nada mais nada menos a Nicolau Maquiavel,Guerra dos Cem anos,Guerra das duas rosas e por último o desconhecido Jean Botin,frances de origem - que foi defensor das fogueiras da Inquisição,inclusive para crianças e mulheres idosas acusadas de bruxaria. Porque não indicaram uma pesquisa sobre sádico espanhol,o frade dominicano Tomas de Torquemada,que orgasmava ao queimar pessoas vivas nas fogueiras,acusadas pelo conhecido e temido,como "Santo Oficio" da Igreja.
Seria melhor pesquisar aos treze anos a Queda de Constantinopla e seus efeitos,ou a vida e obra de Joana D'Arc,ou para complicar mais ainda : emitir opinião sobre a Ecclesia,interpretar "O Processo" de Franz Kafka e por último as obras de William Shakespeare !
Se a pedagogia dessa escola está querendo competir com a escola progresssita inglesa - Summerhill - ou se pretende revolucionar o ensino partindo de um núcleo que apresenta, grau de dificuldade inexorávelmente perceptível ?
(Não)paira a dúvida no ar, o corpo docente ora em tela, não possui suficiente "background" para monitorar,orientar esse processo por demais complexo !
O solicitação do corpo docente está anos-luz distante,para sustentar a temática pautada para os depauperados alunos,vítimas da falencia do ensino público brasileiro et caterva.
Aluno em grego significa : a = sem e luno = luz - desse jeito,se nada for feito estarão brevemente cegos,ou estrábicos ! Lente é sinônimo de professor !
3 de março de 2009
O n i b u s !
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O chamado transporte no País é realizado,na sua maioria das vezes por estradas de rodagem,pois estruturalmente,o País não optou por pavimentar as suas vias comunicantes através das estradas de ferro,esse modelo é muito comum nos países de cultura mais adiantada.
Possuimos cerca de 25 km de vias férreas,com bitolas de 1,0 e 1,5m,isto quer dizer, pasmem ! Uma máquina estaria limitada a percorrer somente um único trecho ! Exemplo : o trem e seus vagões, não poderiam cortar do Oiapoque ao Chui,pois infelizmente,a bitola não seria a mesma até ao destino final. Essa uma é pequena fotografia do nosso sofrido Brasil.
Por essa razão acima citada e tantas outras inconfessáveis e incontestes e (des)necessárias ,é que as estradas através do asfalto ocuparam grande espaço nos transportes em geral,e,dificilmente seremos servidos pelo trem,hoje modernizados e velozes,mas pertencem ao outro mundo, bem mais a nossa frente !
Sem concorrencia(uma das armas do sistema capitalista) o setor de transporte (onibus) é uma cartelização de fazer inveja ! Aliás,essa prática é muita peculiar no nosso combalido Brasil ! O compositor popular Nelson Sargento,que me perdoe,autor da frase poética : O samba agoniza,mas não morre ! Se me permitem, esse adágio,encaixa bem em alguns setores do País !
Não abordarei nessa modesta e pequena digressão, nenhuma intervenção nas noticias bombásticas veiculadas pela mídia,que quase sempre nos assustam !
Dissertarei uma surreal experiencia vivenciada por mim, recentemente,numa viagem empreendida entre Vitória e Cachoeiro do Itapemirim,terra de tantos talentos ilustres que se tornaram personagens nacionais,citando - o intérprete musical,o Rei Roberto Carlos e o pai da cronica brasileira,o jornalista e correspondente na Segunda Grande Guerra Mundial- o escritor Rubem Braga !
Tão logo adentrei ao coletivo, sentei-me na poltrona a mim reservada,procurando de de imediato o cinto-de-segurança,não o encontrando,procurei em outras cadeiras mais próximas,tendo tido igual surpresa, os respectivos cintos não existiam,fiz uma varredura no interior do veículo e constatei com pesar,que os cintos-de-segurança escafederam-se ou nunca foram atados nos assentos ! Mesmo diante dessa grave ilegalidade,praticada pela empresa concessionária,busquei uma justificativa do funcionário-trocador,qual era a justificativa da ausencia dos cintos-de-segurança,o mesmo,simplório,treinado no estrabismo administrativo,disse-me educamente : o carro é antigo e por isso não tem cintos ! Diante dessa equivocada resposta,calei-me.
A Lei que obriga o uso do cinto-de-segurança chegou tão atrasada quanto a Abolição da Escravatura no Brasil,esse anacronismo tem a sua origem,desde a criação do estado brasileiro que foi concebido de cima prá baixo,pelos nossos colonizadores,esse atavismo manieta o povo brasileiro,que não reivindica os seus mais elementares direitos.
Esse é um País,onde alguns segmentos,escamoteiam-se em pseudas castas e ostentações,por ausencia de uma cultura estruturada - esses estamentos,copiam,colam e imitam valores de alhures !
O chamado transporte no País é realizado,na sua maioria das vezes por estradas de rodagem,pois estruturalmente,o País não optou por pavimentar as suas vias comunicantes através das estradas de ferro,esse modelo é muito comum nos países de cultura mais adiantada.
Possuimos cerca de 25 km de vias férreas,com bitolas de 1,0 e 1,5m,isto quer dizer, pasmem ! Uma máquina estaria limitada a percorrer somente um único trecho ! Exemplo : o trem e seus vagões, não poderiam cortar do Oiapoque ao Chui,pois infelizmente,a bitola não seria a mesma até ao destino final. Essa uma é pequena fotografia do nosso sofrido Brasil.
Por essa razão acima citada e tantas outras inconfessáveis e incontestes e (des)necessárias ,é que as estradas através do asfalto ocuparam grande espaço nos transportes em geral,e,dificilmente seremos servidos pelo trem,hoje modernizados e velozes,mas pertencem ao outro mundo, bem mais a nossa frente !
Sem concorrencia(uma das armas do sistema capitalista) o setor de transporte (onibus) é uma cartelização de fazer inveja ! Aliás,essa prática é muita peculiar no nosso combalido Brasil ! O compositor popular Nelson Sargento,que me perdoe,autor da frase poética : O samba agoniza,mas não morre ! Se me permitem, esse adágio,encaixa bem em alguns setores do País !
Não abordarei nessa modesta e pequena digressão, nenhuma intervenção nas noticias bombásticas veiculadas pela mídia,que quase sempre nos assustam !
Dissertarei uma surreal experiencia vivenciada por mim, recentemente,numa viagem empreendida entre Vitória e Cachoeiro do Itapemirim,terra de tantos talentos ilustres que se tornaram personagens nacionais,citando - o intérprete musical,o Rei Roberto Carlos e o pai da cronica brasileira,o jornalista e correspondente na Segunda Grande Guerra Mundial- o escritor Rubem Braga !
Tão logo adentrei ao coletivo, sentei-me na poltrona a mim reservada,procurando de de imediato o cinto-de-segurança,não o encontrando,procurei em outras cadeiras mais próximas,tendo tido igual surpresa, os respectivos cintos não existiam,fiz uma varredura no interior do veículo e constatei com pesar,que os cintos-de-segurança escafederam-se ou nunca foram atados nos assentos ! Mesmo diante dessa grave ilegalidade,praticada pela empresa concessionária,busquei uma justificativa do funcionário-trocador,qual era a justificativa da ausencia dos cintos-de-segurança,o mesmo,simplório,treinado no estrabismo administrativo,disse-me educamente : o carro é antigo e por isso não tem cintos ! Diante dessa equivocada resposta,calei-me.
A Lei que obriga o uso do cinto-de-segurança chegou tão atrasada quanto a Abolição da Escravatura no Brasil,esse anacronismo tem a sua origem,desde a criação do estado brasileiro que foi concebido de cima prá baixo,pelos nossos colonizadores,esse atavismo manieta o povo brasileiro,que não reivindica os seus mais elementares direitos.
Esse é um País,onde alguns segmentos,escamoteiam-se em pseudas castas e ostentações,por ausencia de uma cultura estruturada - esses estamentos,copiam,colam e imitam valores de alhures !
FRASE DO DIA - 03 de março de 2009
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Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte a si mesmo, o que você pode fazer pelo seu país. John F Kennedy
Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte a si mesmo, o que você pode fazer pelo seu país. John F Kennedy
28 de janeiro de 2009
FRASE DO DIA
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' A AMIZADE DE UM GRANDE HOMEM,É UM BENEFICIO DOS DEUSES '
Voltaire (1694-1778) Édipo Ato I
' A AMIZADE DE UM GRANDE HOMEM,É UM BENEFICIO DOS DEUSES '
Voltaire (1694-1778) Édipo Ato I
Desencontro
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Encontrar poderá ser,procurar,ou deixar acontecer,mesmo sabendo serem essas tarefas,hercúleas e cansativas.,que atingem a alma,primeiramente ! Nem sempre o corpo se cansa,somente em casos onde se agudiza a dor maior da solidão,feito o silencio gritante nas noites frias de um inverno fugaz !
Encontrar é como respirar o ar da manhã cheirando alzema,mesmo sabendo da sua inexistencia,encontrar ,é estar no negror da noite, e ver surgir um canal diáfano a sua frente,encontrar é buscar no campo amoras maduras e colher vermelhas pitangas,encontrar,é ouvir uma sinfonia inacaba,e com a leveza de um beija-flor se transformar numa maestrina,encontrar,é versejar na areia de uma praia ,um poema de amor,encontrar é advinhar,ser a cigana da minha mão,encontrar é saber pleno de perdão e não sabê-lo até então,encontrar,é cerzir um tecido esgarçado e vestí-lo como se novo fosse,encontrar é reconhecer anacronicos postulados,e renunciá-los,encontrar é ser solidário mesmo quando o pão-com-manteiga caí ao chão,encontrar é ler juntos um livro deKafka,encontrar é permanecer só,e sonhar com o amanhã.
Gilberto
Encontrar poderá ser,procurar,ou deixar acontecer,mesmo sabendo serem essas tarefas,hercúleas e cansativas.,que atingem a alma,primeiramente ! Nem sempre o corpo se cansa,somente em casos onde se agudiza a dor maior da solidão,feito o silencio gritante nas noites frias de um inverno fugaz !
Encontrar é como respirar o ar da manhã cheirando alzema,mesmo sabendo da sua inexistencia,encontrar ,é estar no negror da noite, e ver surgir um canal diáfano a sua frente,encontrar é buscar no campo amoras maduras e colher vermelhas pitangas,encontrar,é ouvir uma sinfonia inacaba,e com a leveza de um beija-flor se transformar numa maestrina,encontrar,é versejar na areia de uma praia ,um poema de amor,encontrar é advinhar,ser a cigana da minha mão,encontrar é saber pleno de perdão e não sabê-lo até então,encontrar,é cerzir um tecido esgarçado e vestí-lo como se novo fosse,encontrar é reconhecer anacronicos postulados,e renunciá-los,encontrar é ser solidário mesmo quando o pão-com-manteiga caí ao chão,encontrar é ler juntos um livro deKafka,encontrar é permanecer só,e sonhar com o amanhã.
Gilberto
16 de dezembro de 2008
Santa Maria dos Brejos
Essa estória pertence ao ano de 1966, o personagem dessa narrativa, carregava orações escritas num papel qualquer, e creio, não eram poucas essas preces, caligrafadas num papel de gramatura encorpada, o mesmo usado para embrulhar nacos de uma entumecida linguiça de carne-de-boi, comercializadas nas "vendas" dos pequenos vilarejos da região. Momentos antes de ser preso, perdeu as escrituras místicas do cangerê, desaparecendo a proteção dos santos afro-brasileiros e cristãos e afins, perdendo a liberdade e a vid. Foi morto tão brutalmente, como assassinou as suas vítimas. Foi aplicado sem nenhum vestígio de civilidade a Lei de Talião : dente por dente,olho por olho. Recorreu-se sem maiores dificuldades a barbárie praticada na Idade Média, desde a sanguinária Santa Inquisição até as câmaras de gás nazi-fascistas de Auschwitz e Sobibor.
Talvez no ano de 1966, egresso por fuga da Penitenciária de Recife, pois cumpria pena por ter assassinado uma mulher nos arredores de Santa Maria dos Brejos,no Estado de Pernambuco.
O facínora de origem agro-açucareiro, matou de forma injustificável e perversa uma mulher de nome Maria Perpétua dos Santos, tia da Maria Luzia, mulher que rejeitou a sua corte, afogando-a num pequeno riacho.Maria Luzia foi estuprada e lançada no mesmo riacho, porém sobreviveu e o denunciou. Foi preso,julgado na capital e condenado.
Seu nome era Aderaldo Protásio, nome herdado do seu avô, então capataz na Fazenda Cruz das Almas, cujo o dono era ítalo-brasileiro,conhecido como Coronel Arminio Pietá Ambrosio, que nutria pelo então menino Aderaldo ou Aderaldinho, muita simpatia, pois era testemunha da dedicação do pré-adolecente nas pequenas atividades rurais. Aderaldinho, era afro -descendente, de altura acima da média, mãos grandes e calejadas, tinha a cor do ébano, sorriso fácil, sempre a mostrar seus dentes alvos, escovados com os dedos, à moda indígena, com cinzas das madeiras queimadas do fogão à lenha, tal fazia minha avó materna.
Aderaldinho acordava antes do sol raiar, e sabia do seu dogmático dever: encilhava o cavalo baio, montava-o e cavalgava tocando o gado leiteiro para o estábulo para a ordenha matinal.
Seu pai faleceu precocemente de um acidente fatal dentro do curral ao enfrentar o brabíssimo o touro reprodutor da raça zebuina. O Coronel, era metido a sabichão, e se gabava após beber generosas doses da sua aguardente - Olho D'Água - destilada na própria Fazenda , e dizia em alto e bom som, que tinha estudado na mesma escola que Gilberto Freire, respeitadíssimo sociólogo brasileiro. Tinha o hábito de vaticinar, a respeito de Aderaldo dizia assim : Aderaldo vai longe, além de trabalhador, é um autentico - egbenla - em Nagô quer dizer : soldado de Ogum. O Coronel se esforçava para ser um babalaô de meia -tijela ou seja um advinhador.
Aderaldinho,virou Aderaldin e por fim Deraldin,alguns também o chamavam de Deraldo,acabou ficando com dois pseudônimos,tornou-se binomial,quando cumpria pena de 16 anos de reclusão na Penitenciária de Recife.
Os outros internos, ou penitentes o chamavam de Deraldo. Ficou recluso somente cinco anos, e fugiu sem precisar de nenhuma manobra mirabolante, pois naquela época os internos cortavam seus cabelos fora da Penitenciária, pelo menos os de bom comportamento, tal procedimento se operava através de uma pequena e ineficiente escolta. Deraldin estava aguardando um descuido dos guardas, para escafeder-se.O cochilo da escolta aconteceu e o criminoso ganhou a liberdade para continuar a sua praxis, ou seja a sua sina, a sua índole má,em assassinar inocentes.
Começou a traçar o seu plano com Mefístocles, e buscou a vingança torpe por motivos fúteis,inócuos e vazios. Reboninou o seu cérebro e agendou na sua pútrida memória a sua próxima vítima. E se tratava novamente de outra indefesa mulher.
As rejeições registradas nos porões dos seus pensamentos vieram à tona, a palavra de ordem era vingar, era sacrificar as mulheres que não queriam sentir o seu hálito de enxôfre. Há tempos, uma mulher, chamada Dora Maria Tupinambá, numa festa, foi convidada para dançar uma parte com o Deraldin, de pronto agradeceu o convite e não aceitou. Dora Maria passou a ser a "bola da vez" como se verbaliza no jargão da imprensa policial. Mais uma vez o crimoso estupra-a e a mata com requintes de perversidade. Em seguida foge, e inicia-se a sua caçada policial e civil. As casas são trancadas mais cedo, janelas e portas são sustentadas com móveis pesados, os homens não conhecidos pela pequena população são considerados suspeitos, e a maioria das pessoas entraram em pânico. A polícia local mal treinada, e precariamente aparelhada se embrenha pelas capoerias, canaviais, cafezais, caçando-o como um cão hidrófobo. As notícias verdadeiras e falsas se proliferam, se multiplicavam em progressões geométricas, com relação ao paradeiro do assassino.
Outro crime é cometido por Deraldin, dessa vez assassinou um menino cujo o nome era Josias da Silva Conceição, apelidado de Joselito. Morto dentro na casa dos seus tios quando os visitava por ocasião da Festa da Folia dos Reis, no dia seis de Janeiro de 1966. A caçada ao criminoso continuou, a polícia local recebeu reforço da capital para dar combate ao Deraldin. O tempo se esvaia e não conseguiam prendê-lo. Rumores eram ouvidos que o Coronel Armindo Pieta Ambrosio, dava-lhe uma dissimulada proteção, essa suspeição nunca foi materializada.
Informações eram desencontradas e fartíssimas, de todos os tamanhos e formatos.
Eis que no auge, do alto da sabedoria popular o surgimento do imponderável, da lenda, do místico,desdobrou-se na manchete virtual: Deraldin tinha o corpo fechado. Estava conectato com as forças transcendentais do mal. Afirmavam, que acuado pela força policial, metaforseava-se em cachorro, ou em tôcos, ou subia em altas árvores com velocidade de um primata, e de lá, no cume da mesma, funcionava com se estivesse num cockpit,observando o movimento do destacamento castrense.
Certa vez, uma das estórias contadas por testemunhas oficiosos, disseram que a força policialesca ao confrontar-se frente a frente com Deraldin, os homens da lei, disparam suas armas de fogo, e o crimoso saltava magistralmente sobre velhos mosquetões e ultrapassadas metralhadoras,como se fosse uma espécie ninja voadora. Essa saga malévola durou quase vinte dias de horror, era um longo filme de terror, corações e mentes, gravaram para sempre nas suas implacáveis memórias. Nesse contexto, me incluo,por ter vivenciado esse pesadelo na pacata cidade de Santa Maria dos Brejos.
Marchas e contra marchas, na busca do fugitivo, a polícia estava desnorteada, pois Aderaldin tinha sido nascido e criado na região, era um capitão-do-mato, pois conhecia na prática todos os rios, córregos, caminhos, picadas, atalhos, ervas fitoterápicas, era um "connaisseur" da flora e da fauna. Ele era íntimo das matas. Daí advém a dificuldade dos policiais pernambucanos. A gendarmeria pernambucana, era como se fosse turista em Santa Maria dos Brejos. As informações eram precárias sobre o local, mal comparando, igual aos norte-americanos que não venceram a guerra do Vietnã (1961/1973) porque desconheciam o território do país litigante. Depois de perderem milhares de homens, a "ficha caiu": os vietcongs perfuravam túneis, construiram casa-matas subterraneas, e apareciam sorrateiramente e metralhavam os norte-americanos e desapareciam, como num toque de mágica !!! A moral dos soldados foi para o fundo do poço. O Exército norte-americano ficou perdido, e acabou sendo vencido...
Finalmente o assassino foi surpreendido sob a sombra de uma frondosa árvore conhecida popularmente como Pau d'Alho, e recebeu ordem de prisão. Foi manietado com correntes, como um animal. Há quem afirme que êle estaria salvo, se não tivesse perdido o seu olho de boi, ou o seu canhenho contendo as suas orações, a sua mandinga empacou. O babaogê, ou melhor o ariogê - chefe dos mortos - o chamou,e a sua carreira foi encerrada. Virou bosta.
Foi encarcerado na cadeia local.Foi um evento inusitado para aquela pequena comarca, acostumada a viver a sua malemolencia, quase sonolenta onde o sol letárgico, se demorava a se por. Filas intermináveis foram formadas para verem o monstro, agora acorrentado num cubículo, em que momentos antes, era temido, pois,atemorizava, estrupava e matava as suas vítimas. Parte da comunidade davam continuidade a romaria para apreciarem o espetáculo de gosto duvidoso, ou seja,depositar um olhar de ódio, ou de perdão, ou de culpa ou de curiosidade mórbida naquele ser desprezível dentro de uma cela prisional.
Dias e dias se passaram, Aderaldo continuava enjaulado, seus familiares estavam na expectativa de um advogado ou defensor público para proceder a defesa dos crimes praticados. Tal não aconteceu, como é o direito de todo cidadão acusado de cometimento de crime, o direito universal a defesa, conforme a Carta Magna do País, estranhamente fez-se justiça com as próprias mãos - ipsis litteris - pois o assassino foi executado nas dependencias do Estado de Pernambuco. Em resumo, dentro da cadeia pública de Santa Maria dos Brejos. Foi morto impiedosamente, com toda a frieza deu um psicopata, através de um contundente sabre que lhe penetrou, até encontrar o coração. Urrou feito um leão ferido de morte, e seus gritos tétricos pareciam vir das profundezas da geena. Seus lamentos cortavam a madrugada adentro. Morreu densamente banhado no seu próprio sangue. Mais uma noite de torpor. O serviço hediondo estava feito em nome da barbárie, do terror e do Estado falimentado.
Vale o velho e eficaz aforismo : Um erro não pode justificar jamais outro erro. Mesmo com a pena de morte legalizada, nas outras terras estrangeiras, o réu se submete a um juri popular por mais abjeto que tenho sido o seu delito, após consultado ao tribunal do juri, se condenado vai a cadeira elétrica ou uma injeção letal.
Ainda cabendo ao Governador do Estado, no caso dos EUA, a comutação da pena, transformando-a em prisão perpétua ou não.
O autor desse quarto crime, dessa vez é praticado pelo Poder Público, foi atribuido a dois servidores públicos: o carniceiro, digo o carcereiro de plantão e o policial de nome Oscar Virgulino de Souza, natural de Propriá no Estado do Sergipe. Nada foi apurado.Encerra-se essa estória, nada mais do que uma modesta narrativa ficcional.
Nota do Autor : QUAISQUER SEMELHANÇAS COM OUTRAS ESTÓRIAS, É MERA COINCIDENCIA,EXCETO OS FATOS QUE PERTENCEM A HISTÓRIA E FORAM AMPLAMENTE DIVULGADOS,NO MAIS A MESMA É FRUTO DA IMAGINAÇÃO DO AUTOR.
Talvez no ano de 1966, egresso por fuga da Penitenciária de Recife, pois cumpria pena por ter assassinado uma mulher nos arredores de Santa Maria dos Brejos,no Estado de Pernambuco.
O facínora de origem agro-açucareiro, matou de forma injustificável e perversa uma mulher de nome Maria Perpétua dos Santos, tia da Maria Luzia, mulher que rejeitou a sua corte, afogando-a num pequeno riacho.Maria Luzia foi estuprada e lançada no mesmo riacho, porém sobreviveu e o denunciou. Foi preso,julgado na capital e condenado.
Seu nome era Aderaldo Protásio, nome herdado do seu avô, então capataz na Fazenda Cruz das Almas, cujo o dono era ítalo-brasileiro,conhecido como Coronel Arminio Pietá Ambrosio, que nutria pelo então menino Aderaldo ou Aderaldinho, muita simpatia, pois era testemunha da dedicação do pré-adolecente nas pequenas atividades rurais. Aderaldinho, era afro -descendente, de altura acima da média, mãos grandes e calejadas, tinha a cor do ébano, sorriso fácil, sempre a mostrar seus dentes alvos, escovados com os dedos, à moda indígena, com cinzas das madeiras queimadas do fogão à lenha, tal fazia minha avó materna.
Aderaldinho acordava antes do sol raiar, e sabia do seu dogmático dever: encilhava o cavalo baio, montava-o e cavalgava tocando o gado leiteiro para o estábulo para a ordenha matinal.
Seu pai faleceu precocemente de um acidente fatal dentro do curral ao enfrentar o brabíssimo o touro reprodutor da raça zebuina. O Coronel, era metido a sabichão, e se gabava após beber generosas doses da sua aguardente - Olho D'Água - destilada na própria Fazenda , e dizia em alto e bom som, que tinha estudado na mesma escola que Gilberto Freire, respeitadíssimo sociólogo brasileiro. Tinha o hábito de vaticinar, a respeito de Aderaldo dizia assim : Aderaldo vai longe, além de trabalhador, é um autentico - egbenla - em Nagô quer dizer : soldado de Ogum. O Coronel se esforçava para ser um babalaô de meia -tijela ou seja um advinhador.
Aderaldinho,virou Aderaldin e por fim Deraldin,alguns também o chamavam de Deraldo,acabou ficando com dois pseudônimos,tornou-se binomial,quando cumpria pena de 16 anos de reclusão na Penitenciária de Recife.
Os outros internos, ou penitentes o chamavam de Deraldo. Ficou recluso somente cinco anos, e fugiu sem precisar de nenhuma manobra mirabolante, pois naquela época os internos cortavam seus cabelos fora da Penitenciária, pelo menos os de bom comportamento, tal procedimento se operava através de uma pequena e ineficiente escolta. Deraldin estava aguardando um descuido dos guardas, para escafeder-se.O cochilo da escolta aconteceu e o criminoso ganhou a liberdade para continuar a sua praxis, ou seja a sua sina, a sua índole má,em assassinar inocentes.
Começou a traçar o seu plano com Mefístocles, e buscou a vingança torpe por motivos fúteis,inócuos e vazios. Reboninou o seu cérebro e agendou na sua pútrida memória a sua próxima vítima. E se tratava novamente de outra indefesa mulher.
As rejeições registradas nos porões dos seus pensamentos vieram à tona, a palavra de ordem era vingar, era sacrificar as mulheres que não queriam sentir o seu hálito de enxôfre. Há tempos, uma mulher, chamada Dora Maria Tupinambá, numa festa, foi convidada para dançar uma parte com o Deraldin, de pronto agradeceu o convite e não aceitou. Dora Maria passou a ser a "bola da vez" como se verbaliza no jargão da imprensa policial. Mais uma vez o crimoso estupra-a e a mata com requintes de perversidade. Em seguida foge, e inicia-se a sua caçada policial e civil. As casas são trancadas mais cedo, janelas e portas são sustentadas com móveis pesados, os homens não conhecidos pela pequena população são considerados suspeitos, e a maioria das pessoas entraram em pânico. A polícia local mal treinada, e precariamente aparelhada se embrenha pelas capoerias, canaviais, cafezais, caçando-o como um cão hidrófobo. As notícias verdadeiras e falsas se proliferam, se multiplicavam em progressões geométricas, com relação ao paradeiro do assassino.
Outro crime é cometido por Deraldin, dessa vez assassinou um menino cujo o nome era Josias da Silva Conceição, apelidado de Joselito. Morto dentro na casa dos seus tios quando os visitava por ocasião da Festa da Folia dos Reis, no dia seis de Janeiro de 1966. A caçada ao criminoso continuou, a polícia local recebeu reforço da capital para dar combate ao Deraldin. O tempo se esvaia e não conseguiam prendê-lo. Rumores eram ouvidos que o Coronel Armindo Pieta Ambrosio, dava-lhe uma dissimulada proteção, essa suspeição nunca foi materializada.
Informações eram desencontradas e fartíssimas, de todos os tamanhos e formatos.
Eis que no auge, do alto da sabedoria popular o surgimento do imponderável, da lenda, do místico,desdobrou-se na manchete virtual: Deraldin tinha o corpo fechado. Estava conectato com as forças transcendentais do mal. Afirmavam, que acuado pela força policial, metaforseava-se em cachorro, ou em tôcos, ou subia em altas árvores com velocidade de um primata, e de lá, no cume da mesma, funcionava com se estivesse num cockpit,observando o movimento do destacamento castrense.
Certa vez, uma das estórias contadas por testemunhas oficiosos, disseram que a força policialesca ao confrontar-se frente a frente com Deraldin, os homens da lei, disparam suas armas de fogo, e o crimoso saltava magistralmente sobre velhos mosquetões e ultrapassadas metralhadoras,como se fosse uma espécie ninja voadora. Essa saga malévola durou quase vinte dias de horror, era um longo filme de terror, corações e mentes, gravaram para sempre nas suas implacáveis memórias. Nesse contexto, me incluo,por ter vivenciado esse pesadelo na pacata cidade de Santa Maria dos Brejos.
Marchas e contra marchas, na busca do fugitivo, a polícia estava desnorteada, pois Aderaldin tinha sido nascido e criado na região, era um capitão-do-mato, pois conhecia na prática todos os rios, córregos, caminhos, picadas, atalhos, ervas fitoterápicas, era um "connaisseur" da flora e da fauna. Ele era íntimo das matas. Daí advém a dificuldade dos policiais pernambucanos. A gendarmeria pernambucana, era como se fosse turista em Santa Maria dos Brejos. As informações eram precárias sobre o local, mal comparando, igual aos norte-americanos que não venceram a guerra do Vietnã (1961/1973) porque desconheciam o território do país litigante. Depois de perderem milhares de homens, a "ficha caiu": os vietcongs perfuravam túneis, construiram casa-matas subterraneas, e apareciam sorrateiramente e metralhavam os norte-americanos e desapareciam, como num toque de mágica !!! A moral dos soldados foi para o fundo do poço. O Exército norte-americano ficou perdido, e acabou sendo vencido...
Finalmente o assassino foi surpreendido sob a sombra de uma frondosa árvore conhecida popularmente como Pau d'Alho, e recebeu ordem de prisão. Foi manietado com correntes, como um animal. Há quem afirme que êle estaria salvo, se não tivesse perdido o seu olho de boi, ou o seu canhenho contendo as suas orações, a sua mandinga empacou. O babaogê, ou melhor o ariogê - chefe dos mortos - o chamou,e a sua carreira foi encerrada. Virou bosta.
Foi encarcerado na cadeia local.Foi um evento inusitado para aquela pequena comarca, acostumada a viver a sua malemolencia, quase sonolenta onde o sol letárgico, se demorava a se por. Filas intermináveis foram formadas para verem o monstro, agora acorrentado num cubículo, em que momentos antes, era temido, pois,atemorizava, estrupava e matava as suas vítimas. Parte da comunidade davam continuidade a romaria para apreciarem o espetáculo de gosto duvidoso, ou seja,depositar um olhar de ódio, ou de perdão, ou de culpa ou de curiosidade mórbida naquele ser desprezível dentro de uma cela prisional.
Dias e dias se passaram, Aderaldo continuava enjaulado, seus familiares estavam na expectativa de um advogado ou defensor público para proceder a defesa dos crimes praticados. Tal não aconteceu, como é o direito de todo cidadão acusado de cometimento de crime, o direito universal a defesa, conforme a Carta Magna do País, estranhamente fez-se justiça com as próprias mãos - ipsis litteris - pois o assassino foi executado nas dependencias do Estado de Pernambuco. Em resumo, dentro da cadeia pública de Santa Maria dos Brejos. Foi morto impiedosamente, com toda a frieza deu um psicopata, através de um contundente sabre que lhe penetrou, até encontrar o coração. Urrou feito um leão ferido de morte, e seus gritos tétricos pareciam vir das profundezas da geena. Seus lamentos cortavam a madrugada adentro. Morreu densamente banhado no seu próprio sangue. Mais uma noite de torpor. O serviço hediondo estava feito em nome da barbárie, do terror e do Estado falimentado.
Vale o velho e eficaz aforismo : Um erro não pode justificar jamais outro erro. Mesmo com a pena de morte legalizada, nas outras terras estrangeiras, o réu se submete a um juri popular por mais abjeto que tenho sido o seu delito, após consultado ao tribunal do juri, se condenado vai a cadeira elétrica ou uma injeção letal.
Ainda cabendo ao Governador do Estado, no caso dos EUA, a comutação da pena, transformando-a em prisão perpétua ou não.
O autor desse quarto crime, dessa vez é praticado pelo Poder Público, foi atribuido a dois servidores públicos: o carniceiro, digo o carcereiro de plantão e o policial de nome Oscar Virgulino de Souza, natural de Propriá no Estado do Sergipe. Nada foi apurado.Encerra-se essa estória, nada mais do que uma modesta narrativa ficcional.
Nota do Autor : QUAISQUER SEMELHANÇAS COM OUTRAS ESTÓRIAS, É MERA COINCIDENCIA,EXCETO OS FATOS QUE PERTENCEM A HISTÓRIA E FORAM AMPLAMENTE DIVULGADOS,NO MAIS A MESMA É FRUTO DA IMAGINAÇÃO DO AUTOR.
FRASE DO DIA
" É MELHOR SONHAR A VIDA, DO QUE VIVÊ-LA, AINDA QUE VIVÊ-LA SEJA AINDA SONHÁ-LA " Marcel Proust (1871-1922),O Tempo Reencontrado.
15 de dezembro de 2008
1 de dezembro de 2008
FRASE DO DIA
" A ARTE DA CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA SUPÕE UMA TENACIDADE MAIS FIRME PARA APROXIMAR E SUPERAR A TENTAÇÃO DE MONOPOLIZAR A VERDADE E A VIRTUDE "
24 de novembro de 2008
FELIZ CIDADE
SER FELIZ É O MAIS INTENSO DESEJO DO HOMEM, COMPREENDENDO QUE ESSA BUSCA SE MATERIALIZA ATRAVÉS DE OUTRAS NOMINATIVAS, TAIS COMO A LIBERDADE, AMOR, MÍSTIFICAÇÃO, MITIFICAÇÃO E TANTOS OUTROS ... PORÉM NESSA MANHÃ DE CHUVA,TENHO A OUSADIA EM DISCORRER ALGUNS ASPECTOS PERCEBIDOS AO LONGO(OU NÃO) DE UMA ESTRADA QUE PENSO ME CONDUZIR ALHURES. HÁ MUITO TEMPO ATRÁS, DIRIA, ATEMPORAL,DESMEMORIAL QUASE ANTANHOS, NAS PEQUENAS CIDADES, DITAS DO INTERIOR, ACONTECIA ENTRE OS FAMILIARES CONVERSAS DURANTE OS HORÁRIOS DAS REFEIÇÕES EM TORNO DA MESA,QUER DO CAFÉ DO MEADODIA, QUERO DIZER, O CAFÉ DA TARDE, OU DO ALMOÇO OU DO JANTAR (HOJE FORA-DE-MODA E NÃO RECOMENDÁVEL), NESSES MOMENTOS SE PRODUZIA A TROCA DE IMPRESSÕES, IDEIAS E VATICINAVA-SE O FUTURO DOS FILHOS NETOS E SOBRINHOS, AFILHADOS E OUROS. ERA UM CONVESCOTE DE OPINIÕES DE TODOS OS MATIZES, PALPITES DE TODOS OS FORMATOS. E AS CONVERSAÇÕES FLUÍAM.
NÃO DEFENDIAM A DIÁSPORA ,TAL QUAL SE PROCESSOU ENTRE OS JUDEUS, QUE SE DISPERSARAM PELA INJUSTA PERSEGUIÇÃO NOS MUNDOS AFORA, E VENCERAM. ESPOSAVAM UMA MEIA-ANTÍTESE, RECONHECIAM A NECESSIDADE DO APRIMORAMENTO, E TOMAR CONHECIMENTO DAS NOVIDADES TECNOLÓGICAS, DAS PESQUISAS EM CURSO, ISSO SE PROCESSA ATRAVÉS DA ACADEMIA, DA UNIVERSIDADE, OU AQUELES OUTROS DESPOSSUÍDOS DESSA CONDIÇÃO, RESTAVAM VIAJAREM PARA OS GRANDES CENTROS URBANOS, NA BUSCA DO TRABALHO DIGNO. PARTE DELES AINDA CONSEGUIAM ESTUDAR A NOITE, ABSORVENDO, MESMO COM AS DIFICULDADES COTIDIANAS, NECESSÁRIOS CONHECIMENTOS PARA SE APRIMORAREM.
ESSES HOMENS, APÓS A CONCLUSÃO DA GRADUAÇÃO RETORNAVAM AO TORRÃO NATAL, ALGUNS POUCOS NÃO VOLTAVAM, SOB A ÉGIDE DO AMOR, CASAVAM NA CIDADE GRANDE E POR LÁ PERMANECIAM SOB AS LUZES DA BROADWAY TUPINIQUIM.
ESSA PRAXIS, ESSE COSTUME NÃO EXISTE MAIS. AS CONVERSAS DA FAMÍLIA AO REDOR DA MESA FORAM MODERNAMENTE SUBSTITUÍDAS PELA PSICANÁLISE DO DOUTOR FREUD. A DIÁSPORA É MAIS RADICAL, NÃO É MAIS PELA DOR QUE AS PESSOAS SINGRAM OS SETE MARES, NA ATUALIDADE, O MUNDO FICOU PEQUENO (PARADOXALMENTE CONTINUA LARGO,ANCHO E AMEAÇADORAMENTE TERRORISTA ) E GANHARAM UMA GRANDE JUSTIFICATIVA, PARA ALÇAREM PICOS BEM MAIS ALTOS, RESSURGE A ANTIGA IDEOLOGIA DA COMPETIÇÃO, E EM NOME DESSE PRESSUPOSTO, OS FAMILIARES SÃO COMPULSORIAMENTE LEVADOS A CONCORDAREM,QUE A FILHA ESTÁ SOB O MANTO DA FELICIDADE, POIS CASOU-SE COM UM ESLAVO E JOVEM CAPITÃO-DE-LONGO-CURSO, DA MARINHA MERCANTE UCRANIANA, E O CONHECEU VISITANDO O PORTO DE PARANAGUÁ EM FÉRIAS PELO SUL DO BRASIL, O AFFAIR ENTRE AMBOS RESULTOU EM CASAMENTO.
APÓS ANOS, ESSA MESMA FILHA E DUAS UCRANIAZINHAS DE OLHINHOS AZUIS, VISITOU A FAMÍLIA, ESSE FATO OCORREU HÁ DEZ ANOS E A FILHA NÃO MAIS VOLTOU. NAQUELA OCASIÃO DISSE AOS PAIS : KIEV É UMA FELIZ CIDADE.
NÃO DEFENDIAM A DIÁSPORA ,TAL QUAL SE PROCESSOU ENTRE OS JUDEUS, QUE SE DISPERSARAM PELA INJUSTA PERSEGUIÇÃO NOS MUNDOS AFORA, E VENCERAM. ESPOSAVAM UMA MEIA-ANTÍTESE, RECONHECIAM A NECESSIDADE DO APRIMORAMENTO, E TOMAR CONHECIMENTO DAS NOVIDADES TECNOLÓGICAS, DAS PESQUISAS EM CURSO, ISSO SE PROCESSA ATRAVÉS DA ACADEMIA, DA UNIVERSIDADE, OU AQUELES OUTROS DESPOSSUÍDOS DESSA CONDIÇÃO, RESTAVAM VIAJAREM PARA OS GRANDES CENTROS URBANOS, NA BUSCA DO TRABALHO DIGNO. PARTE DELES AINDA CONSEGUIAM ESTUDAR A NOITE, ABSORVENDO, MESMO COM AS DIFICULDADES COTIDIANAS, NECESSÁRIOS CONHECIMENTOS PARA SE APRIMORAREM.
ESSES HOMENS, APÓS A CONCLUSÃO DA GRADUAÇÃO RETORNAVAM AO TORRÃO NATAL, ALGUNS POUCOS NÃO VOLTAVAM, SOB A ÉGIDE DO AMOR, CASAVAM NA CIDADE GRANDE E POR LÁ PERMANECIAM SOB AS LUZES DA BROADWAY TUPINIQUIM.
ESSA PRAXIS, ESSE COSTUME NÃO EXISTE MAIS. AS CONVERSAS DA FAMÍLIA AO REDOR DA MESA FORAM MODERNAMENTE SUBSTITUÍDAS PELA PSICANÁLISE DO DOUTOR FREUD. A DIÁSPORA É MAIS RADICAL, NÃO É MAIS PELA DOR QUE AS PESSOAS SINGRAM OS SETE MARES, NA ATUALIDADE, O MUNDO FICOU PEQUENO (PARADOXALMENTE CONTINUA LARGO,ANCHO E AMEAÇADORAMENTE TERRORISTA ) E GANHARAM UMA GRANDE JUSTIFICATIVA, PARA ALÇAREM PICOS BEM MAIS ALTOS, RESSURGE A ANTIGA IDEOLOGIA DA COMPETIÇÃO, E EM NOME DESSE PRESSUPOSTO, OS FAMILIARES SÃO COMPULSORIAMENTE LEVADOS A CONCORDAREM,QUE A FILHA ESTÁ SOB O MANTO DA FELICIDADE, POIS CASOU-SE COM UM ESLAVO E JOVEM CAPITÃO-DE-LONGO-CURSO, DA MARINHA MERCANTE UCRANIANA, E O CONHECEU VISITANDO O PORTO DE PARANAGUÁ EM FÉRIAS PELO SUL DO BRASIL, O AFFAIR ENTRE AMBOS RESULTOU EM CASAMENTO.
APÓS ANOS, ESSA MESMA FILHA E DUAS UCRANIAZINHAS DE OLHINHOS AZUIS, VISITOU A FAMÍLIA, ESSE FATO OCORREU HÁ DEZ ANOS E A FILHA NÃO MAIS VOLTOU. NAQUELA OCASIÃO DISSE AOS PAIS : KIEV É UMA FELIZ CIDADE.
FRASE DO DIA
" OS HOMENS QUE PROCURAM A FELICIDADE SÃO COMO BÊBEDOS, QUE NÃO CONSEGUEM ENCONTAR A PRÓPRIA CASA, MAS SABEM QUE TÊM UMA Voltaire (1694-1778)
23 de novembro de 2008
22 de novembro de 2008
FRASE DO DIA
" O TEMPO É O QUE HOMEM ESTÁ SEMPRE TENTANDO MATAR, MAS É O QUE, ACABA MATANDO-O " Herbert Spencer (1820/1903)
18 de novembro de 2008
FRASE DO DIA
...." A PENA MAIS AMARGA ENTRE OS HOMENS, É TER MUITO SABER SEM O PODER Heródoto - aprox.485/425 A.C
17 de novembro de 2008
FRASE DO DIA
" RESERVO-ME COM FIRMEZA O DIREITO DE CONTRADIZER-ME " . Paul Claudel (1868-1955) - Conversações no Loir et Cher.
14 de novembro de 2008
FRASE DO DIA
ESSE JOVEM COMEÇA POR ONDE EU ACABO. Giuseppe VERDI (1813-1901) Pronunciamento em 19-03-1870, na prèmiere de " O Guarani " no Teatro Scala de Milão, saudando Carlos Gomes.
13 de novembro de 2008
FRASE DO DIA
SÉRIA É A VIDA,ALEGRE É A ARTE ! Friedrich Schiller(1759-1803) O acampamento de Wallestein,Ato I
12 de novembro de 2008
FRASE DO DIA
" O AMOR DO HOMEM É UMA COISA A PARTE
DE SUA VIDA;O DA MULHER,É TODA A SUA EXISTENCIA " LORD BYRON (1788 - 1822), Don Juan I
DE SUA VIDA;O DA MULHER,É TODA A SUA EXISTENCIA " LORD BYRON (1788 - 1822), Don Juan I
10 de novembro de 2008
Tom Jobim

Recentemente foi lançado um documentário através do DVD - "A casa do Tom,mundo monde,mondo " sobre a vida de Tom Jobim (1927/1994) narrado por sua esposa Ana Lontra Jobim. Ele escreveu um longo poema,interessantíssimo, que levou 8 anos para ser concluído chamado - O Chapadão - n'O Papo Amarelo News,na medida do possível,periodicamente reproduziremos o poema completo (são + de 80 !)
CHAPADÃO
Vou fazer a minha casa
No alto do chapadão
Vou levar o meu piano
Que ficou no Canecão
Vou fazer a minha casa
No alto do Chapadão
Vou levar Don'Aninha
Prá me dar inspiração
Vou fazer a minha casa
No alto de uma quimera
Vou criar um mundo novo
Vou criar nova megera
Vou fazer a minha casa
Com largura e comprimento
E peço ao Paulo uma sala
Prá botar Aninha dentro
Vou botar minha biruta
No taquaruçu de espinho
Vou fazer cama macia
Prá te amar devarinho
Seremos dois belezudos
Neste mundo de feiosos
As noites serão tranquilas
E os dias tão radiodosos
Quero a minha casa feita
Com régua prumo e esmero
Quero tudo bem traçado
Quero tudo como eu quero
Quero tudo bem medido
De largura e comprimento
Não quero que minha casa
Me traga aborrecimento
Vou fazer a minha casa
Do alto de uma canção
E agradecer a Deus Pai
A sobrante inspiração
Sob a axila do Cristo
Neste sovaco cristão
Vou fazer a minha casa
No alto do Chapadão
E vou dar festa bonita
Com bebida e com garçon
E ao Lufa que foi amigo
Dou champagne com bombom
Vou fazer a minha casa
No centro do ribeirão
Quero muita água limpa
Pra lavar meu coração
Mina casa não terá
Nem sábado ,e nem domingo
Todo dia é dia santo
Todo dia é dia lindo
Todo dia é sexta-feira
Sexta-feira da Paixão
Vou convidar o Alberico
Para o peixe com pirão
E dentro da minha casa
Nunca vai juntar poeira
Pelo meio dela passa
Uma enorme cachoeira
Pelo meio dela passa
Uma enorme cachoeira
Quero água com fartura
Quero todo o riachão
Quero que no meu banheiro
Passe inteiro o ribeirão
Quero a casa em lugar alto
Ventilado e soalheiro
Quero da minha varanda
Contemplar o mundo inteiro
Vou fazer o meu retiro
Na grota do chororão
A minha casa será
Uma casa de oração
Vou me esquecer do pecado
Entrar em meditação
E não saio mais de casa
Só saio de rabecão
Vou entrar pra academia
Vou comer muito feijão
E acordar a meia noite
Pra vestir o meu fardão
Mas na minha academia
Sem chazinho e sem garçon
Só emtra Mario Quintana
Só entra Carlos Drumond
Que já chega de besteira
Já basta de decoreba
Que a cultura verdadeira
Tá na asa do jereba
Porque quem tem urubu-rei
E tem urubu ministro
Dois de cabeça amarela
E um preto que registro
Tem diretos no além
Sob a axila cristã
Neste sovaco cristão
Vou fazer telha-vã
A casa do chapadão
Vou dormir meu sono velho
Neste sovaco do Cristo
Muito comprar muito sossego
Vou regar o meu hibisco
Vou viver na minha casa
Vou viver com a minha gente
Vou viver vida comprida
Pra não morrer de repente
Vou contemplar grandes pedras
Vazio de compreensão
Vou esquecer o meu nome
No alto do chapadão
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