14 de agosto de 2021

Brazilian folklore

Saci Pererê

É redundante falar que o  Saci Pererê tem  somente uma perna. A crendice o vê afrodescendente, de baixa estatura,  perneta, fumando cachimbo e na cabeça um  gorro  da cor  vermelho. É nessa "indumentária" que o conhecemos desde 1500 ! Credita-se ao grande escritor Monteiro Lobato a difusão da crendice do Saci Pererê.Diz o folclore,  que quem o "capturar", deve mergulhar  o seu gorro dentro de um pote com azeite durante 7 dias. Caso contrário fugirá. Ele é dado a fazer mágicas. Não há nessa lenda nenhuma notícia sobre a prisão do Saci Pererê.  É uma lenda genuinamente brasileira, a qual se inclui no folclore do país, “it is a brazilian folklore”. Participa das agremiações, e no tempo certo é estilizado quando se apresenta nos desfiles das  festas populares. É conhecido também como  caipora. Meu pai dizia que o Saci  Pererê assoviava “peixe-frito”, quando quer contato ou não. Ele se anuncia sem que se saibam as intenções do mesmo. Alguns dizem tê-lo visto, na lua cheia alta, e com vasta claridade. Ele fuma com frequência para espantar mosquitos. Não gosta de macacos. E aprecia as frutas. Certa vez, me foi dito sobre  a jabuticabeira do quintal da casa da minha avó Petita. A árvore estava carregada dos frutos. Petita, disse ter ouvido numa determinada   madrugada o Saci Pererê assoviar peixe-frito. E acrescentou ser ele apreciador  das  frutas, incluindo-se a jabuticaba. No outro dia, muitos  desses frutos  estavam sugados no chão. O Saci tinha se fartado das doces e saborosas frutinhas.

 

4 de agosto de 2021

Síndrome de Down

Caminhando por aí, vi um jovem arrastando um  pesado fardo  de lixo, creio  reciclável. Em muitas das tardes,  encontrava o simpático menino,  suando bastante, a  transportar  esses sólidos. Pensei  em dar-lhe um carrinho de mão, pela envergadura do desenho geométrico facilitaria a tarefa, contudo se o fizesse seria de  maneira   anônima.    Eis de repente o adolescente apareceu com um carrinho, tal qual havia idealizado. Aconteceu uma  providencial coincidência, pois a ninguém segredei esse plano. O guri é portador da Síndrome de Down, tendo sido  o pesquisador John Down (1828/1896), o descobridor  dessa deficiência mental, através  do cromossomo extra 21, o causador. A expectativa de vida do portador da Síndrome de Down  muito aumentou, podendo chegar a 60/70 anos, contudo muitas das vezes são vítimas ainda jovem,  de doenças cardiovasculares, em função da baixa imunidade. A melhor terapia é o amor familiar.   Há uma tese de que àqueles  indivíduos com   deficiência mental, possuem carência cognitiva, para estabelecer limite para o exercício de uma tarefa. Podem  prestar serviços braçais ou não,  por longas horas. É sempre recomendável ficar atento as atividades, mesmo as do lazer, para evitar desgaste físico excessivo. De qualquer maneira o trabalho do garoto, foi minimizado.

 

8 de julho de 2021

O Rei Leão, adaptação de um conto judaico.


A bicharada tomou conhecimento que o Rei Leão estava por demais irritado, e por isso, os  bichos se reuniram em assembléia para tomarem providências , para acabarem com o mau humor do rei leão. O camelo disse com prudência: o rei leão aprecia ouvir as lendas e outras histórias interessantes. Quem terá a audácia de aproximar-se do rei Leão?  Falou preocupado. Nada mais fácil,  disse a Raposa,  cheia de orgulho. E adiantou para a bicharada:  Coragem não me falta. E nunca me faltará.  Jactando-se falou:  “conheço cerca de  300 histórias, lendas e fábulas, aprendidas  nas minhas longas viagens”.  Os animais decidiram por unanimidade que a raposa contaria estórias para o rei leão, para sair  do mau humor leonino. Em comitiva foram todos os bichos até ao Palácio do Rei Leão.  No meio do caminho a raposa interrompeu e disse:  só me lembro de 200 estórias. E adiantou: não sei como isso foi acontecer comigo. A bicharada disse: não tenha medo, ainda restam 200. Mais a frente a Raposa, interrompeu outra vez e disse: caramba, esqueci de mais 100 estórias. A bicharada repetiu: ainda restam 100 estórias maravilhosas. Mais à frente a Raposa, desmaiou e foi ao chão. Estava fora de combate. O Chacal ou  Lobo substituiu a Raposa. E foi recebido pelo Rei Leão, e voltou cheio de comendas, colares e faixas. Foi empossado como ministro do Rei Leão. O Camelo amigo do Lobo, perguntou-lhe qual foi a estória contada ao Rei Leão, que o fez feliz? Falei ao Rei Leão, a verdade. Contei a  peça que  nos pregara a  Raposa vaidosa. O Rei Leão sorriu e disse ser  assim mesmo: longe de um rei violento e irritado todos se inspiram e apresentam ideias geniais.  O verdadeiro talento e a verdadeira coragem  só se revelam, na ocasião exata e precisa, quando se veem no risco e na ameaça.

 

3 de julho de 2021

A caverna de Platão

 

Se se  falar de autoritarismo, devo narrar sobre  conquistas, guerras com muitas hemácias  diante  da têmpera   metálica do homem,     “honrando”  o hormônio masculino conhecido como  testosterona. Cuja produção se remete aos     testículos. A velocidade estúpida com risco de morte,  com poderosas motocicletas, automotores, aviões e as competições olímpicas nas diversas modalidades, provam a maximização da  virilidade. Muitas das vezes o segundo  colocado, por frações de segundos, não se transformou em celebridade. Essa competição está camuflada de muita grana, uma grana preta, ou pretíssimas.   Ou no cérebro deles, se julgam autênticos semideuses, tal qual o grego Ulisses, no livro de Homero (400 A.c). Por aqui nas terras sul-americanas, abaixo da linha do Equador, floresceu uma civilização modesta com as crenças inerentes a cultura local. A figura materna é subordinada ao pátrio poder,  na função de caçador, carrega os suprimentos para   alimentar o clã familiar. A mulher faz as coisas da  caverna e educa os filhos. Transmite aos rebentos o autoritarismo apreendido do lado paterno. Na escola a professora, é também auto- referente e pratica ou praticava   castigos, como bater na cabeça dos alunos,  com varas, e/ou ajoelhar em  sementes de milho ou feijão. A quem defenda o retorno dessa anacrônica  metodologia.  Esse é o castigo, herança contido no genoma  do mundo. Lembrar sempre  de Genghis Khan e o Império romano, e recentemente a Segunda Guerra Mundial, todos esses eventos são  ferramentas transmutadoras do DNA da violência. Existem 68 milhões de refugiados no mundo, a maioria, africanos. Morrem cerca de 10 milhões  de crianças ou mais  de subnutrição na África.  As crianças escravas na Suiça "civilizada", foram internadas em vários conventos religiosos. Libertadas  após a Segunda Guerra. Uma vergonha para o país de Guilherme Tell. As autoridades dos países causadores das diversas dores e genocídio no mundo,  estão a dever reflexão, indenização e desculpas pelos crimes hediondos cometidos. Recentemente a Alemanha, França e Bélgica pediram desculpas por terem praticado a crudelíssima e injustificável escravidão nos países conquistados por eles, pelas armas, na África de  Nelson Mandela ou Madiba. Sem esquecer os mais de 6 milhões de judeus, ciganos e negros mortos nas câmaras de gás, pelos nazistas.  E a carnificina entre hutus e tutsis na antiga Ruanda, massacre de My Lai no Vietnam, a execução sumária  de Katyn na Polônia, pelos russos e/alemães nazistas. E quase por último a Guerra do Paraguai e  Brazil, um outro verdadeiro massacre.     E tanto mais. Stop! E assim caminha a humanidade.

30 de junho de 2021

Sem dinheiro no bolso, contudo, memória cheia...

 Num domingo de pleno verão, atravessou o  rio numa curva suave, deixando a correnteza levar aquele   corpo cansado do trabalho rural, marcado pelos sóis dos trópicos. Com parcos rendimentos, tocava a vida, ou a vida o tocava? Simples igual  ao  índio brasileiro da genética  kreen-akarore.  Banhava-se buscando um conforto para derrotar o calor de 42 graus, aproximadamente. Esse  brazilian man  possui  todas as características, cuja a referência é o tripé inicial da miscigenação brasileira, ou seja:   índio, europeu e o africano. Assim somos nós. Esses são os genomas preponderantes. E se não soubessem dessa origem nada mudaria na realidade do  brazilian people. Se faz necessário conhecer a história de cada aldeia  rural, urbana, indígena ou quilombola. Assim disse o escritor Pedro Nava, da Academia Brasileira de Letras:  Mas a  paixão cega nossos olhos, e a luz que a experiência nos dá, é a de uma lanterna de popa que ilumina para trás". Acrescentar quanto mais é saber mais, e  movimenta as faculdades mentais superiores. Mesmo chegando ou não,  a conclusões definitivas, as quais são dificílimas. O homem estava nu,  no  banho solitário no  rio  Jacutinga. Um homem do alto de um morrete gritou: Oi homem ! Preciso falar com você !  O banhista vestiu  a roupa e caminhou em direção ao desconhecido. Quando ouviu o forasteiro fazer-lhe uma bizarra  pergunta, assim: tem algum dinheiro para me emprestar ou para me dar?  O banhista bissexto adiantou-lhe: dinheiro eu não tenho, mas  na memória guardo  algumas histórias, e posso contá-las.

 

25 de junho de 2021

Analogia crimosa

 

Lázaro Barbosa, é o assassino fugitivo há mais de 20 dias, no estado de Goiás, Brazil. Mais  de duzentos policiais  caçando-o freneticamente, sem sucesso. Existe uma analogia razoável, com a história do Lázaro Barbosa e  o assassino Geraldo Procópio que demorou dias para ser preso pelas polícias do Espírito Santo. A mística dominou como pano de fundo, para mitigar  a ineficiência da força policial. Afirmavam que o Geraldo Procópio se transformava em cachorro, toco de madeira e outros personagens fantasmagóricos, fruto das  ilações  populares. Tinha  14 anos, em 1964, quando Geraldo Procópio foi morto.  Após vários dias, sob o comando do delegado  Alinaldo Barbosa, então delegado de Polícia, finalmente o marginal  foi morto. Pairam suspeitas, ter sido o meliante   morto dentro da própria cadeia pública, de ferimentos e/ou executado. Tal procedimento foi acontecido ao meliante Lázaro Barbosa.