Os Beatles marcaram para sempre a geração na qual estava
inserido cronologicamente. O Long Play
– Sargento Pimenta – tem algumas faixas como a
A little help from my friends, que com atenção pode-se apreciar o som do contrabaixo
empunhado por Paul MacCartney. O ritmo é marcado com brevíssimos gaps, e o andamento
é dado pela percussão – Ringo Starr - e os floreados através das guitarras do
John e George (não entendo, eles poderiam estar por aí, e não por lá). A poesia é
simples, na tradução livre: Uma pequena ajuda dos meus amigos. A voz nessa canção é do baterista e sobrevivente Ringo Starr. O tema se inicia assim: O que você faria se
eu desafinasse? Empreste-me seus ouvidos,
e tentarei não desafinar... com uma pequena ajuda dos meus amigos. O que fazer
quanto o amor está longe? E na sequência
os versos da mesma magnitude. Aliás,
os amigos são para sempre.
8 de novembro de 2015
4 de novembro de 2015
Andorinhas
Alguns pesquisadores classificam as andorinhas como – aves dos céus – pois voam longas distâncias. Foram batizadas na família dos hidrobatídeos. Voam sobre os oceanos Pacífico e Atlântico, visitam a Patagônia (sul da Argentina) e as alterosas andinas. Há aquelas apelidadas de andorinhas do mar, essas também empreendem viagens intercontinentais. Há pesquisas, que a navegação de bordo das andorinhas se dá através das estrelas. Quando chove, o teto estelar se encobre então elas devem apresentam dificuldades na travessia dos mares. Os pesquisadores suspeitam que as aves migratórias em geral, utilizam também o eixo eletro-magnético da terra na direção norte e sul, as luzes e celulares interferem no voo. O relevo da terra é também outro orientador. Chegam ao destino, com inevitáveis perdas pelo espaço aéreo. O retorno se faz misteriosamente para o ninho original. Elegantes pelas combinações cromáticas, na maioria das vezes o preto e branco, dando-lhes sobriedade. Elas apresentam alguns modelitos como a Andorinha-de-cauda-tesoura, de coleira, do rio, do campo, e do peito vermelho ( essas viajam do hemisfério norte entre setembro e março). As andorinhas por conta do imponderável, enfeitam as poesias de algumas canções, desde Altemar Dutra cantor romântico dos anos 1970, com a canção "Vai andorinha" até a italiana Gigliola Cinquetti, – na letra da canção “ Dio como ti amo” com os versos le rondini nel cielo na tradução livre: as andorinhas do céu, e tantas outras odes reverenciadas a esse pequeno e valente pássaro migratório. A de cauda-tesoura constrói os ninhos utilizando secreção salivar, além da paina e penas macias. Na Europa os ninhos ficam nas escarpas íngremes. Os ninhos das andorinhas feitos somente com a secreção dessas avezitas, é considerado uma iguaria gastronômica. Não emitem os cânticos tradicionais da passarinhada, elas chilreiam, gazeiam ou arrulham. Eis o ditado popular : andorinha sozinha não faz verão.

Andorinha de cauda tesoura
26 de outubro de 2015
Futebol e o Iraque
O futebol é um esporte por demais popular em todo o mundo. A poderosa FIFA, com sede na Suiça, país que guarda dinheiro sujo, está sob investigação pela polícia federal do Tio Sam, e
recentemente envolveu como suspeitos de crime de corrupção dois
ex-craques, que foram considerados príncipes do futebol, os quais povoaram o imaginário coletivo de muitas juventudes - Franz
Beckenbauer e Michel Platini - o primeiro alemão e o segundo francês -
infortunadamente a desonestidade é uma antivirtude universal. E para agravar, o ex-primeiro ministro Tony Blair recentemente pediu desculpas aos iraquianos por ter invadido o país deles, há doze anos, junto com ex-presidente Bush. Não havia armas químicas com o Saddam Hussein. Segundo os analistas das políticas internacionais, essa invasão provocou a formação do exército islâmico. Mais uma bola fora dos "donos do mundo". Aproveito a oportunidade para afirmar, que as políticas externas dos americanos, russos e outros poderosos tem sido um fiasco, ao longo do tempo.
23 de setembro de 2015
Champruca
O sonho
Sigmund Freud (1856/1939) pai da psicanálise, escreveu um
livro que é um tratado, cujo o título é “ A interpretação dos sonhos”, uma matéria de alta complexidade que nos dias atuais, ainda
quebra a cabeça dos pesquisadores.
Sonhar não é proibido. Como por exemplo, sonhar ser campeão mundial de
xadrez ou sonhar em ser feliz junto à mulher amada, e tantas outras atividades
mentais cujo mecanismo seja onírico. Eis
uma
outra citação universal: o sonho venceu a Segunda Guerra Mundial
(1939/45), que em dado
longo momento histórico parecia impossível vencer as forças eixo,
compreendida pela Alemanha, Itália e Japão. O
sonho é parte integrante da vida. O sonho e a poesia originam-se no
mesmo colo materno do inconsciente. Todos sonham, todavia alguns negam,
outros
perseveram, esses carregam no alforje, a coragem. E possuem largas chances de serem atendidos. Os cegos são dotados de
altíssima sensibilidade, contudo há àqueles que veem, mas não distinguem, tais
quais àqueles que negam o sonho, esses tangenciam nas franjas da idiotice.
8 de setembro de 2015
Flora Medicinal
Existiu no coração do centro do
Rio de Janeiro, à Rua Sete de Setembro, próximo a avenida Rio Branco – até nos dias atuais, há uma
placa de cobre chumbada no chão da calçada - com a seguinte inscrição: “aqui funcionou a
Flora Medicinal do Rio de Janeiro”. A referida Flora se tornou nos tempos
modernos em Natura, cujos balcões de madeira de lei foram despachados para o
Museu de São Pedro do Itabapoana. O fundador
da Flora Medicinal foi o médico José Monteiro da Silva, de Mimoso do Sul(ES); e o gerente dele, foi o Capitão Ascânio Fernandes,
pai da Dona Neném ou Maria Josefina Fernandes Navarro, hoje ostentando quase cem anos,
estando lúcida e orientada. José Monteiro da Silva não teve filhos e era irmão
do Cel. Gervásio Monteiro da Silva. Ambos eram casados, cujas mulheres eram irmãs,
a saber: Joana de Rezende e Maria Josefina de Rezende, mãe de Maria do Carmo
Leite, que foi casada com Vitor Leite, pai de Gil Leite que casado com Leonice
que deu-lhe os filhos Marli, Vera, Carlos Alberto(Bebeto) e a poetisa Lia Leite.
Ambos descendem do Capitão José Ferreira, dono majoritário das terras do município
supracitado, desde o bucólico São Pedro do Itabapoana. Quem desconhecer a sua
história estará obrigado a repeti-la, e se tal ocorrer será uma farsa.
2 de setembro de 2015
O incenso
O incenso se entrelaça com a história da humanidade. É uma resina de cor
esbranquiçada que brota no caule da “árvore de copal”. Essas árvores são
originadas nas terras áridas da península arábica próxima a Omã, na divisa com
o Iêmen. Alguns desses arvoredos possuem mais de quinhentos anos, e um dos locais da produção artesanal do incenso, chama-se Dophar. O incenso é também conhecido como
olíbano. Foi nessas imediações que se inspirou no instigante conto “As mil e
uma noites de Sherazade”. O incenso já
foi cotado igual ao ouro, pela escassez e a grande distância para se atravessar o deserto,
um imenso território separando os
mercados consumidores. O incensação é de multiuso, pois é utilizado em quase todas
as religiões, e também pela prática da magia, e para referenciar as diversas divindades. Os cristãos primitivos usavam o incenso nas reuniões junto as catacumbas. A lenda afirma que o aroma do incenso agrada a Deus, e
antepassados. Confira ou não o "bilhete".
14 de agosto de 2015
Pedrinha
A Pedrinha é um patrimônio material, com viés imaterial, pois é um ponto de encontro que se realiza há quase cem anos. O remetente é a memória, sempre nos verões causticantes, que o Mimoso do Sul
abraça-os sem cerimônias. Recentemente, criaram a nomenclatura -
sensação térmica - maior do que a temperatura real registrada nos
termômetros. A Pedrinha ainda é um charme, e em priscas eras o cantor Roberto Carlos foi usuário desse pequeno "balneário fluvial". Há fortes indícios dele ter nascido em Santo Antonio simpático distrito de Mimoso do Sul. Mais acima se encontram as corredeiras dos
Pocitos, que no passado se banhava nas correntezas das águas entre as
pedras arredondadas pelo desgaste do tempo. Era também local de
piqueniques, a professora de português Leonor Pereira Cheibub apreciava o sinônimo convescote em vez do neologismo piquenique. A banqueta datada do fim do século 19, era "show" conforme a linguagem da
juventude. Na parte de cima eram duas piscinas, uma delas tinha uma longa
e assustadora tubulação por onde a água descia por gravidade para movimentar o moinho de milho. Na parte lateral, numa larga escadaria desciam as águas formando pequenas e maravilhosas cachoeiras, quase igual as hidromassagens da atualidade. O progressio através do poder publico municipal de então, ordenou
que todo esse complexo fosse literalmente aterrado, como um cadáver contaminado pelo vibrião do cólera. E a máquina de pilar arroz e armazéns com altíssimos pés direitos foram demolidos. E para substituir o histórico próprio, ergue-se uma construção de estética duvidosa. E assim caminha a
humanidade.
Assinar:
Postagens (Atom)