Se se falar de
autoritarismo, devo narrar sobre conquistas,
guerras com muitas hemácias diante da têmpera metálica
do homem, “honrando”
o hormônio masculino conhecido como
testosterona. Cuja produção se remete aos testículos. A velocidade
estúpida com risco de morte, com poderosas
motocicletas, automotores, aviões e as competições olímpicas nas diversas
modalidades, provam a maximização da
virilidade. Muitas das vezes o segundo colocado, por frações de segundos, não se transformou em celebridade. Essa competição está camuflada de muita grana, uma grana preta, ou pretíssimas. Ou no cérebro deles, se
julgam autênticos semideuses, tal qual o grego Ulisses, no livro de Homero (400
A.c). Por aqui nas terras sul-americanas, abaixo da linha do Equador, floresceu
uma civilização modesta com as crenças inerentes a cultura local. A figura
materna é subordinada ao pátrio poder, na função de caçador, carrega os suprimentos para
alimentar
o clã familiar. A mulher faz as coisas da
caverna e educa os filhos. Transmite aos rebentos o autoritarismo
apreendido do lado paterno. Na escola a professora, é também auto- referente e
pratica ou praticava castigos, como bater na cabeça dos alunos, com varas, e/ou ajoelhar em sementes de milho ou feijão. A quem defenda o retorno dessa anacrônica metodologia. Esse é o castigo,
herança contido no genoma do mundo.
Lembrar sempre de Genghis Khan e o Império
romano, e recentemente a Segunda Guerra Mundial, todos esses eventos são ferramentas transmutadoras do DNA da
violência. Existem 68 milhões de
refugiados no mundo, a maioria, africanos. Morrem cerca de 10 milhões de
crianças ou mais de subnutrição na África. As crianças escravas na Suiça "civilizada", foram internadas em vários conventos religiosos. Libertadas após a Segunda Guerra. Uma vergonha para o país de Guilherme Tell. As autoridades dos
países causadores das diversas dores e genocídio no mundo, estão a dever reflexão, indenização e
desculpas pelos crimes hediondos cometidos. Recentemente a Alemanha, França e
Bélgica pediram desculpas por terem praticado a crudelíssima e injustificável escravidão nos países conquistados por eles, pelas armas, na África de Nelson Mandela ou Madiba.
Sem esquecer os mais de 6 milhões de judeus, ciganos e negros mortos nas câmaras de
gás, pelos nazistas. E a carnificina
entre hutus e tutsis na antiga Ruanda, massacre de My Lai no Vietnam, a
execução sumária de Katyn na Polônia,
pelos russos e/alemães nazistas. E quase por último a Guerra do Paraguai e Brazil, um outro verdadeiro massacre. E tanto
mais. Stop! E assim caminha a humanidade.