Existiu no coração do centro do
Rio de Janeiro, à Rua Sete de Setembro, próximo a avenida Rio Branco – até nos dias atuais, há uma
placa de cobre chumbada no chão da calçada - com a seguinte inscrição: “aqui funcionou a
Flora Medicinal do Rio de Janeiro”. A referida Flora se tornou nos tempos
modernos em Natura, cujos balcões de madeira de lei foram despachados para o
Museu de São Pedro do Itabapoana. O fundador
da Flora Medicinal foi o médico José Monteiro da Silva, de Mimoso do Sul(ES); e o gerente dele, foi o Capitão Ascânio Fernandes,
pai da Dona Neném ou Maria Josefina Fernandes Navarro, hoje ostentando quase cem anos,
estando lúcida e orientada. José Monteiro da Silva não teve filhos e era irmão
do Cel. Gervásio Monteiro da Silva. Ambos eram casados, cujas mulheres eram irmãs,
a saber: Joana de Rezende e Maria Josefina de Rezende, mãe de Maria do Carmo
Leite, que foi casada com Vitor Leite, pai de Gil Leite que casado com Leonice
que deu-lhe os filhos Marli, Vera, Carlos Alberto(Bebeto) e a poetisa Lia Leite.
Ambos descendem do Capitão José Ferreira, dono majoritário das terras do município
supracitado, desde o bucólico São Pedro do Itabapoana. Quem desconhecer a sua
história estará obrigado a repeti-la, e se tal ocorrer será uma farsa.
8 de setembro de 2015
2 de setembro de 2015
O incenso
O incenso se entrelaça com a história da humanidade. É uma resina de cor
esbranquiçada que brota no caule da “árvore de copal”. Essas árvores são
originadas nas terras áridas da península arábica próxima a Omã, na divisa com
o Iêmen. Alguns desses arvoredos possuem mais de quinhentos anos, e um dos locais da produção artesanal do incenso, chama-se Dophar. O incenso é também conhecido como
olíbano. Foi nessas imediações que se inspirou no instigante conto “As mil e
uma noites de Sherazade”. O incenso já
foi cotado igual ao ouro, pela escassez e a grande distância para se atravessar o deserto,
um imenso território separando os
mercados consumidores. O incensação é de multiuso, pois é utilizado em quase todas
as religiões, e também pela prática da magia, e para referenciar as diversas divindades. Os cristãos primitivos usavam o incenso nas reuniões junto as catacumbas. A lenda afirma que o aroma do incenso agrada a Deus, e
antepassados. Confira ou não o "bilhete".
14 de agosto de 2015
Pedrinha
A Pedrinha é um patrimônio material, com viés imaterial, pois é um ponto de encontro que se realiza há quase cem anos. O remetente é a memória, sempre nos verões causticantes, que o Mimoso do Sul
abraça-os sem cerimônias. Recentemente, criaram a nomenclatura -
sensação térmica - maior do que a temperatura real registrada nos
termômetros. A Pedrinha ainda é um charme, e em priscas eras o cantor Roberto Carlos foi usuário desse pequeno "balneário fluvial". Há fortes indícios dele ter nascido em Santo Antonio simpático distrito de Mimoso do Sul. Mais acima se encontram as corredeiras dos
Pocitos, que no passado se banhava nas correntezas das águas entre as
pedras arredondadas pelo desgaste do tempo. Era também local de
piqueniques, a professora de português Leonor Pereira Cheibub apreciava o sinônimo convescote em vez do neologismo piquenique. A banqueta datada do fim do século 19, era "show" conforme a linguagem da
juventude. Na parte de cima eram duas piscinas, uma delas tinha uma longa
e assustadora tubulação por onde a água descia por gravidade para movimentar o moinho de milho. Na parte lateral, numa larga escadaria desciam as águas formando pequenas e maravilhosas cachoeiras, quase igual as hidromassagens da atualidade. O progressio através do poder publico municipal de então, ordenou
que todo esse complexo fosse literalmente aterrado, como um cadáver contaminado pelo vibrião do cólera. E a máquina de pilar arroz e armazéns com altíssimos pés direitos foram demolidos. E para substituir o histórico próprio, ergue-se uma construção de estética duvidosa. E assim caminha a
humanidade.
15 de junho de 2015
Rio 450 anos
O Rio de Janeiro nos 450 anos, se reveste com frequência
tal qual uma mulher de gosto apurado. O Rio se regenera, como se fosse uma planta mãe de uma linda flor. O jardim de Burle Marx apelidado de Aterro do
Flamengo, é uma obra que agrada a todos os olhares, quer sejam daqui ou alhures. O glamour do Copacabana Palace é único. Nasceu
com a finalidade de hospedar o Rei
Alberto da Bélgica e a entourage
dele. A Taberna da Glória foi demolido para dar passagem ao metrô, mas antes a frequentou
Clementina de Jesus, Herivelto Martins, Winston Moreira, os irmãos Marco Antonio e Paulo Cezar, Jarbas e Caludio Vieir, Bruzzi e Hermínio Bello de
Carvalho entre outros amantes da noite carioca. O tradicional Lamas quando est
localizado no coração do Largo do Machado expunha caixas de frutas na entrada, e só fechava na alta madrugada. Resistente mudou-se para a Marques de Abrantes, e sobrevive até hoje. O Lamas faz-me lembrar o Vieira, o garçon-gentleman, que oferecia o suculento prato conhecido como entrecôte (carne próxima à costela), devidamente guarnecido Atravessando o Túnel
Novo, à esquerda o Sereia do Leme, frequentado pelo Humberto, Lino e o imortal Manuel
Bandeira somente nos finais de semana. O Degrau no Leblon era o must da boemia, o último reduto dos notívagos. Acrescente-se o
Tio Sam no Leblon, cuja a figura do imortal João Ubaldo de Oliveira estava sempre presente.
Há um fato curioso a narrar. O amigo baiano Ivan Tourinho, velho conhecido do
escritor - além de mim, estava acompanhado do amigo comum Manoel Moulin - desde a Ilha de Itamaracá, apresentou-nos e em seguida perguntou-lhe repentinamente
sobre o Cecé, irmão dele. João Ubaldo “fechou a cara”, pois detestava comentar sobre o Cecé, pois era quase sempre motivo de chacota. O nome de batismo do irmão do escritor baiano é ou era, Sete de Janeiro. A conversa foi encerrada pelo famoso escriba e
fomos embora. Ivan ria igual a criança diante de um palhaço. Há
outros bares famosos que se descaracterizaram, e dentro do surrealismo carioca,
o acarajé está sendo também produzido por baianas evangélicas. Será que deixou de ser prato dos orixás? Ou ecumenizou-se?
Aleluia ou saravá?
30 de maio de 2015
Arara-vermelha-grande
Desanimado com as notícias que abastecem as mídias globalizadas, encontrei o lúdico ao pesquisar sobre o bioma (fauna e flora) brasileira, em especial os encantadores periquitos, primos dos tucanos, pela plumagem e a formação dos bicos aduncos, ambos de curvatura descendente. Na zona rural é comum, a família papagaial estar representada nos bandos das maritacas que na mudez das tardes, rasgam o silêncio e o céu. Voam em direção as árvores-aeroporto, grazinando em alto e bom som. É uma população respeitável, onde se destacam o periquito estrela, que pelas cores lembra-se da bandeira brasileira, com o ventre amarelado, branco no pescoço e a nas extremidades das asas esverdeadas, os debruados azuis. O periquito-estrela é minimalista, pois reaproveita os ninhos abandonados nos troncos das árvores, e tomam posse. Acrescentam-se os periquitos do sertão, jandaia, papacú, asa amarela, curica-verde e a arara-vermelha-grande (Ara chloroptera Gray,1859) que é considerada a mais bonita da família(foto) e por isso, infelizmente é a mais caçada por traficantes da fauna silvestre. O Brasil é o mais cromático, de todos os países do planeta.
16 de maio de 2015
BB King
O
blues é a base da musicalidade dos americanos do norte, mais conhecido como a
terra do Tio Sam ou Estados Unidos da América do Norte. Os escravos vindos
d'África tal qual o Brasil, também foram torturados, nas terras frias dos homens de olhos azuis. A
escravatura americana se inicia no século 17, e foi abolida em
1863/65, com o fim da Guerra de Secessão. O blues é uma canção de lamento,
remetendo a distância das terras africanas. A saudade batia forte. Então eles
cantavam o Blues, que quer dizer azul ou triste. Registra-se o Blues em 1890, e
entre os ícones destacam-se Bessie Smith, Muddy Waters. John Lee
Hooker e BB King, que significa - Jovem rei do Blues - que morreu semana passada em Las Vegas aos 89
anos, nascido em Indianápolis. Teve entre seus seus admiradores os guitarristas
Jimmy Hendrix, e o inglês Eric Clapton, e vários outros. Preferia viajar de ônibus
nas longas programações, pois se identificava com as estradas e o rio Mississippi. Era um iron man, pela resistência física cumpria
100(cem) contratos anualmente. Deixou vários filhos, fruto dos seus inúmeros
casamentos. Era simplório e amável. Apresentou-se
no Brasil inúmeras vezes. BB King é uma
vitória da negritude americana, tais como Mohammad Ali, Barack Obama, Martin Luther King, Michael
Jackson e outros.
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