25 de março de 2008

Os Jesuitas no sul do Espirito Santo


Visitei uma parte do extremo sul do Espírito Santo pelo lado litorâneo, partindo do Municipio de Presidente Kennedy, criado em 11 de maio de 1964, em direção ao Estado do Rio de Janeiro até encontrar o majestoso Rio do Itabapoana, onde suas águas dividem os supracitados estados. O rio Itabapoana(pedra grande em tupi-guarani) nasce na Serra do Caparaó nas Minas Gerais, e desliza por  250 km de extensão, atravessando além do Espirito Santo, o vizinho estado do Rio de Janeiro.
Após fotografar com a retina atenta e observadora, eis a Praia de Marobá, (onde se degusta uma honesta moqueca) localizada na faixa radioativa do Estado, possuindo trecho em que a água escura de uma lagoa se mistura com o mar, sem nenhum vestígio de poluição, indo em direção ao motivo principal dessa visita :

LOCALIZAR A IGREJA DE N.S.DAS NEVES

Após percorrer cerca de 20 km aproximadamente desde a Praia de Marobá,  afastada uns 5 km do litoral, surge a minha frente e ao longe a ponta de uma  cruz cristã, se avolumando uma imponente e estratégica Igreja construida pelo Pe. José de Anchieta em 1581. Certamente coadjuvado por centenas de indios escravizados, pois o Convento da Penha foi concluido antes, ou seja, em 1570 pela Ordem dos Franciscanos, pois o transporte de pedras imensas não foram carregadas pelos padres jesuitas espanhóis e ou portugueses. O império proibia a mineração no estado das Minas Gerais, e os indios ditos hostis na defesa das suas terras, impediam a interiorização da colonização.  Diante desses fatos o Espirito Santo estendeu o seu povoamento pelo litoral, com o risco mais reduzido, e os Jesuitas aliados da Côroa se incumbiram em nome da religião ocupar os espaços até o ano de 1758, quando foram expulsos do Brasil pelo Marques de Pombal. Com suas paredes largas, o  interior a nave é belíssima, um altar original com a imagem de NS das Neves, de madeira, medindo 1,57 m de altura, obra de origem espanhola do séc.XVIII.
Na parte de cima , o côro da Igreja e um largo espaço para o sino. A Arte e a História estão nitidamente amalgamadas. Em bom estado de conservação se encontra essa espetacular arquitetura com cheiro  medieval, constituida basicamente, de areia, pedra, madeira e óleo de baleia. Um dos membros da zeladoria desse importante acervo da história do Brasil, informou que segundo a lenda vigente, o mar era bem mais próximo da Igreja (donde se conclui que o mar se afastou com o tempo), e que também existiu (ou existe ?) um tunel em direção a praia. Como diz o retirante piauiense Ancelmo Gois: a conferir. Na sua porta principal as incrições : Patrimonio Histórico Nacional. Creio ser a Igreja N.S.das Neves o mais secular vestigio em que os colonizadores estiveram mais próximos do extremo-sul do estado do Espirito Santo. Certa vez contou-me jocosamente Ivone Aguiar, são pedrense dos mais importantes, que o José de Anchieta ao passar por São Pedro vindo de São Paulo em direção a Vila Velha, foi caminhando porque assim o desejou, pois já existia uma bicicleta a disposição do mesmo, de propriedade dos Aguiar.
Obs. Nesse comboio cultural estavam: Marcia, Marquinhos, Nanda e Marco Antonio.

25 de fevereiro de 2008

Futebol, holandeses e Mimoso do Sul.


A primeira vez que a cidade  viu homens batendo-bola, foi na época da primeira guerra mundial, entre  1914-1918. Aos  sábado, através da maria-fumaça, conhecido como - noturno -  trem-de-ferro da Leopoldina Railway, chegavam do Rio de Janeiro uns holandeses que costumavam ir a São José das Torres, distrito localizado as margens da BR 101. Eles vinham colher as  trufas, um tipo de cogumelo comestível,  especialmente apreciado na Europa. Hospedavam-se no Hotel de Deoclecio Paiva,  e enguanto esperavam a condução, naquele tempo através de semoventes, ficavam batendo bola na rua, para a grande curiosidade do povo,  que se juntava em torno deles. A petizada  se divertia muito com os gringos, e sua inseparável bola.  O o testemunho foi do  - Augusto Monteiro de Castro -  que na ocasião, era um dos meninos ávidos para tocar  a bola. Quando os holandeses foram embora, plantaram  a semente, e em seguida surgiu a idéia da fundação de um clube de futebol.  Daí  nasceu  o Mimosense Futebol Clube, por volta de 1918 e 1920. Um dos incentivadores,  foi o   médico Esperidião de Góis Lima. O Mimosense   teve vida longa e  atuação marcante nos campos do sul do Estado. O escrete conquistou  muitas vitórias de expressão, dentre elas,  merece destaque  o resultado de 8 X 2 sobre o Cachoeiro. Seu gramado ficava próximo do atual Sport Clube Ypiranga,  e os seus melhores jogadores foram : HELCIO PAIVA ( foi da Seleção Brasileira e do C.R.Flamengo)  JOÃO NASSUR, IBRAHIM ACHA, KALIL, DEDÉ, MICHEL CHEIBUB, GAMBÁ E OUTROS.

Matéria baseada no  periódico  - Um Municipio em Revista - de Cachoeiro do Itapemirim - página 38. Direção de Newton Braga (irmão do cronista Rubem Braga) e Ormando de Moraes - 1951.

18 de fevereiro de 2008

ZOILA ABREU

Cheguei ao Rio de Janeiro dia 09 de Janeiro de 1969 - unforgettable day - pois deixava o meu pequeno condado. A modesta cidade vivia sob a égide economica da monocultura cafeeira, e o governo militar, do alto da sua duvidosa sabedoria, determinou a erradicação dos cafezais.Isto posto, dá-se o êxodo rural, que colabora sobremaneira com o inchaço das  grandes cidades. Eis a  diáspora da minha vida, em direção a terra da bossa-nova. Deixei o Mimoso do Sul, carregando uma  mala cheia de esperança,  com a certeza inicial  de estar indo pela dor, e não pelo amor. Esse binomio com tempo foi mudando o seu eixo. E as circunstancias da vida me levaram a trabalhar com o escritor e ex-senador Artur da Távola, cujo o nome de batismo era Paulo Alberto Moretzohn Monteiro de Barros, e foram vinte, e velozes  anos.  Ele está no implacável arquivo da minha memória. E essa convivencia transformou-se  em uma amizade, a qual durou até ele  viajar ao zênite, em  de 2008. Em várias tertúlias   era  instado a dizer de onde eu era. Pois  o meu sotaque causava curiosidade, pois não era nem mineiro e nem nordestino.  Até hoje, possuo   um linguajar meio  híbrido, diferente das sonorizações fonéticas acostumadas aos ouvidos dos cariocas.  Ao dar-lhe  conhecimento da modesta origem, ele perguntou-me se conhecia Zoila Abreu .  Fiquei intrigado, pois um escritor de renome nacional, profundo conhecedor de música erudita e deputado em duas Constituintes, a saber : Constituinte do Estado da Guanabara em 1961 e a Constituinte  de 1988. Curiosa coincidencia, pensei. Além do mais, citando o nome de uma família bastante conhecida, da qual sou admirador. E assim narrou-me Paulo Alberto: " Com o golpe militar em 1964, fui exilado inicialmente na Bolivia, depois fui para o Chile", e lá na terra do premio Nobel de literatura -  Pablo Neruda - cheguei a ser diretor da TV estatal chilena. O exílio deixou marcas traumáticas naqueles que são suas vítimas". Declarou, o meu interlocutor.  Estava ávido para saber onde entrava a familia Abreu, nessa conversa tão intrigante. Prosseguiu dizendo "que  ao chegar no Chile, os brasileiros exilados foram se aproximando, fazendo reuniões, e discutíamos, para sabermos o nosso destino nesse país tão acolhedor". E não pára o seu discurso, e continuou com a sua voz suave e pausada: "observava nas reuniões a postura de Zoila Abreu, sempre muito lúcida  nas suas análises,   vaticinou que os militares, ficariam por muito tempo no poder Zoila estava certa, pois os militares permaneceram longos anos no poder". Ela foi exilada no Chile juntamente com o seu filho Ib Teixeira, ex-Deputado no Rio de Janeiro, e ferrenho adversário do então governador do Rio de Janeiro , Carlos Frederico Werneck de Lacerda. A militante política de esquerda - Zoila Abreu - de ascendencia das alterosas são pedrenses, foi homenageada, por iniciativa da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, e o seu nome consta numa rua na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

12 de fevereiro de 2008

PUXAVANTE

MAIS UMA HISTÓRIA !

Tenho que pedir licença para o meu amigo Hilton Abi-Rihan(ele contaria melhor !), para narrar mais essa,dessa vez focando esse personagem que fez parte da vida de muito de nós , nascidos, criados ou que lá viveram...
PUXAVANTE,era uma pessoa que desistiu aparentemente de viver formalmente, e dormia na Estação da Leopoldina,e era alimentado por todos,porém em especial pela matriarca libanesa Nasle Acha e sua filha Adélia,coadjuvada pela Leocádia alta e elegante, parecia uma rainha etíope no exílio !
Na casa de Nasle Acha,PUXAVANTE era tratado como um amigo carente.
Vez por outra ,ou quase sempre,bebia as suas cachaças !
E a molecada zombava muito dele !
Ele corria atrás da gente carregando sempre um porrete !
Lembro-me quando minha mãe dizia : meu filho,senão obedecer vou chamar o PUXAVANTE !!! Quando a falta era mais grave a entidade a ser chamada era medonha : SABUGO TEMPERANI !!!
PUXAVANTE era religioso,frequentava a gruta de N.S . de Lourdes da Igreja Matriz,acordava cedo e vivia a procurar algo de valor (para beber uma !) pelas ruas da cidade.
Certo dia,alguém presenciou,PUXAVANTE andando e falando sozinho,prometendo a si mesmo :
-Se eu encontrar uma moeda darei para N.S.de Lourdes !
Caminhando,e cutucando com o seu inseparável porrete na busca de uma moeda !
Eis que,por sorte avistou uma moeda !
Colocou-a no bolsa da calça ensebada e disse :
-A gente não pode nem brincar !!!
(que daria a moeda para NS de Loudes !)

Gilberto Braga Machado

26 de janeiro de 2008

TOM JOBIM

Tom Jobim

Recentemente foi lançado um documentário através do DVD - "A casa do Tom,mundo monde,mondo " sobre a vida de Tom Jobim (1927/1994) narrado por sua esposa Ana Lontra Jobim. Ele escreveu um longo poema,interessantíssimo, que levou 8 anos para ser concluído chamado - O Chapadão - n'O Papo Amarelo News,na medida do possível,periodicamente reproduziremos o poema completo (são + de 80 !)

CHAPADÃO



Vou fazer a minha casa
No alto do chapadão
Vou levar o meu piano
Que ficou no Canecão

Vou fazer a minha casa
No alto do Chapadão
Vou levar Don'Aninha
Prá me dar inspiração


Vou fazer a minha casa
No alto de uma quimera
Vou criar um mundo novo
Vou criar nova megera


Vou fazer a minha casa
Com largura e comprimento
E peço ao Paulo uma sala
Prá botar Aninha dentro


Vou botar minha biruta
No taquaruçu de espinho
Vou fazer cama macia
Prá te amar devarinho

Seremos dois belezudos
Neste mundo de feiosos
As noites serão tranquilas
E os dias tão radiodosos

Quero a minha casa feita
Com régua prumo e esmero
Quero tudo bem traçado
Quero tudo como eu quero

Quero tudo bem medido
De largura e comprimento
Não quero que minha casa
Me traga aborrecimento

Vou fazer a minha casa
Do alto de uma canção
E agradecer a Deus Pai
A sobrante inspiração

Sob a axila do Cristo
Neste sovaco cristão
Vou fazer a minha casa
No alto do Chapadão

E vou dar festa bonita
Com bebida e com garçon
E ao Lufa que foi amigo
Dou champagne com bombom

Vou fazer a minha casa
No centro do ribeirão
Quero muita água limpa
Pra lavar meu coração

Minha casa não terá
Nem sábado ,e nem domingo
Todo dia é dia santo
Todo dia é dia lindo

E dentro da minha casa
Nunca vai juntar poeira
Pelo meio dela passa
Uma enorme cachoeira

Quero água com fartura
Quero todo o riachão
Quero que no meu banheiro
Passe inteiro o ribeirão
Quero a casa em lugar alto
Ventilado e soalheiro
Quero da minha varanda
Contemplar o mundo inteiro

22 de janeiro de 2008

RIBEIRO PAIVA E SEUS DESCENDENTES

JOAQUIM ARNALDO E ELSON

Naquelas idas compulsórias e desconfortáveis ao banco para pagamento de contas,principalmente no início do mes é um horror !
Olhei ao derredor para pedir uma caneta emprestada(acho um tremendo mico,pedir algo a estranhos!)pois a caneta do banco escafeu-se ! Nessa procura,bati os olhos num indivíduo,e repentinamente surge a dúvida : será que conheço ? Será que é êle ? Tomei coragem :
- Ôba,por favor você é o Joaquim Arnaldo Paiva de Oliveira ?
-Sou sim,respondeu.
Que alívio,não dei barrigada !
A cidade é Santo Antonio do Amparo(MG),localizada a 720 km de Vitória,quase na divisa de Minas Gerais e São Paulo,de lá vieram Cesar Paiva e Carola Ribeiro Paiva(eram primos e casados),Joaquim Zaccarias de Paiva e Etelvina Morais de Paiva,e se instalaram em Mimoso do Sul.
Cesar Paiva comprou a Fazenda,que ficou conhecida pelo nome do seu proprietário,na chegada da Fazenda logo se avistava altíssimos coqueiros,e ao fundo um casario assobradado muito imponente,rodeado por uma longa varanda !
Joaquim Zaccarias de Paiva(irmão de Carola) casado com Etelvina teve alguns filhos,a saber : Manoelita e Agostinho(irmão de Joca pai de Rui e Ana Vitória)tiveram,Edna divorciada de Dionisio Costa Filho(Nizinho),Eliane casada com Eloi e Edmara,Rosalina teve Ana Maria e Carlos,Hércules(Lilico) casado com Juraci Luciano(filha de Francisco Luciano e irmã de Braulio Luciano casado com Amélia Braga),os filhos : Chiquinho casado com Edmée(prima),Zezé Tachinha casado com Odimar(filha de Odilon Costa e Amabília Guarçoni ),Heleninha(solteira)Fernando(Pirata)casado com Sarti,Leone Paiva casada com Flávio(ex-craque do Independente Atlético Clube)é mãe de Flávia Helena casada com Guilherme Gomes(filho de Ernesto Gomes)Hércules Mauricio(Vereador-Presidente da Câmara de Veredores de Mimoso do Sul casado com Crsitina. finalmente Aparecida teve dois filhos Elson Paiva e Joaquim Arnaldo Paiva,com quem encontrei-me no banco a pagar contas !
Diplomata de carreira,trabalha no Itamaraty, Joaquim Arnaldo Paiva,está aguardando no momento ser convocado pelo Itamaraty para ocupar um novo posto no Exterior,possui a sua origem materna nas terras dos Pocitos ! Elson Paiva de Oliveira,seu irmão é geólogo e Professor Universitário na UNICAMP.Os Ribeiro Paiva,por volta de 1850,começaram a chegar em São Pedro do Itabapoana.Eram os irmãos,assim cognominados: José Teodoro,Antonio Pedro e José Joaquim Ribeiro Paiva.

21 de janeiro de 2008

DIDIU - Antonio Acha

O personagem acima citado foi um intenso participante, e colaborador das atividades esportivas e culturais, enguanto viveu nas terras do capitão José Ferreira.  Ao se mudar para Ipanema, continuou conectado com a sua terra natal. Desapareceu precocemente, deixou saudades. Legou-nos estórias pitorescas, sendo que algumas poderiam desembarcar  na  mídia  humorística. Didiu era "felliniano", amava a vida e o viver freneticamente. Sensibilidade a flor da pele, tinha um original  "savoir faire". Satirizava e era satirizado.  sabido, que as suas ações eram movidas pela a emoção que lha cobria o corpo e a alma. Depositava uma Paixão ilimitada, desde  uma retumbante vitória do Flamengo até ao aluguel de uma "garçonnier", em sociedade com amigos mais íntimos. Se preparou para ser goleiro(reserva) do seu time o IAC - Independente Atlético Clube.  Após uma longa espera, enfim  é marcada uma partida,   entre o Independente, que se encontrava  preparado para o enfrentar, o temido escrete de Bom Jesus do Norte (ES), batizado com um nome cívico : Ordem e Progresso Futebol Clube (parece  de time do Exército !) O Gigante da Serra, apresentava um escrete irrepreensível, digno de Copa do Mundo. Exageros à parte.  Eis os  craques : Vivinho, Toninho Leite, Irezê, Carlito Velasque, Chico Capixaba, Carlitinho Mão Pelada, Totonho Moloqueti e outros. No primeiro tempo,o IAC fez UM a ZERO, gol de Carlitinho Mão Pelada, porém no Segundo Tempo,o goleiro-titular Totonho Moloqueti é covardemente machucado. Didiu  é convocado para substituí-lo. É a glória, hosana em todas as alterosas. Entrou triunfante, mas algo o incomodava sobremaneira. Uma figura desagradável, prostrou-se junto ao alambrado próximo ao gol do IAC. Para desestabilizar o goleiro, um gaiato deu inicio a um palavrório  ofensivo, e vociferava impropérios mais ou menos assim: Frangueiro. Vai prá casa. Peça pra  sair. Come e dorme. Didiu ouvia, mas fazia ouvidos de mercador.  E o jogo prosseguia, e o  placar continuava favorável : Independente 1 Ordem e Progresso 0. E por sorte e gabarito, Didiu não sofreu nenhum gol. O agressor verbal continuou a azucriná-lo, apelando ao adjetivá-lo :
- goleiro viado. Turco safado. Didiu Acha era ascendente Sírio-Libanês. Engoliu a seco, a última agressão. E num olhar de esguio, identificou o agressor verbal.. O sangue tuaregue ferveu-lhe. A partida estava transcorrendo sem intercorrências, foi quando, o agredido  ouviu novos impropérios, e não titubeou, bateu o tiro de meta rapidamente, com tamanha força, e  a bola quase entrou em órbita. Ato contínuo,  abandanou  a partida, e correu desesperadamente atrás do  "elemento"  perturbador. Agarrou-o e deu-lhe um corretivo à moda pescoção. A partida ficou sem goleiro um bom tempo, Vivinho e Carlito Velasque jogadores mais recuados, ficaram à postos,  até o retorno do "goalkeeper". Parte da torcida o aplaudia pela atitude, prenhe de virilidade. E por sorte, o juiz não percebeu a ausência. E o Independente ganhou brilhantemente o jogo contra o Ordem e Progresso. Aliás,  as cores, e  o nome, tem a sua origem no  Independiente de Buenos Aires.

Curiosidades: São Pedro do Itabapoana

Porque São Pedro é do Itabapoana ?

Segundo Celio Vivas ( filho do Tabelião Constante Vivas e Dona Marta) patronos de tantos Vivas, porém na impossibilidade de citar a todos , nomeio na forma da lei maior - a amizade - como representante desse importante clã familiar, o meu amigo Carlos Alberto Vivas Motta, pessoa de generosidade paradigmática, que em função dos riachos que desaguam no cambaleante Rio Muqui do Sul,(rio genuinamente mimosense,pois nasce no municipio de Mimoso do Sul) o mais importante afluente de sua majestade o rio do Itabapoana, isto posto, São Pedro então na condição de grande município. Eis os locais que pertenciam a Comarca de São Pedro : São José do Calçado, Alegre, Mimoso, Boa Vista, Conceição do Muqui, Santo Antonio, São José das Torres) incorporou o nome Itabapona no seu gentílico.
Eis os riachos que são pequenos, porém são importante afluentes do sofrido Rio-Muqui do Sul, que desaguam no Itabapoana: Pedra Riscada, Concórdia, São Carlos, Feliz Destino, Javary, Crimeia, Lajeado, Aliança, São José, Santana e Independência, que  conserva um belíssimo casario.

29 de dezembro de 2007

curiosidades e informes

Sergio Buarque de Hollanda


Há algum tempo,bota tempo nisso...estava eu,no outrora famoso e bem frequentado Bar e Restaurante Aurora,rimou hem ? Sob o comando do zeloso dono - Dom Manuel e o competente garçon Lima, responsável por muitas propagandas do chopp da Brahma,figura conhecidíssima na época pela boemia carioca !

Eis que na mesa vizinha,uma jovem pediu-me para acender o cigarro,o fiz de pronto ! Após o agradecimento de praxe,perguntou-me : esse seu sotaque é de onde ? Estufei o peito,como se de Nova York fosse e lhe respondi : de Mimoso do Sul ! Apressei-me para facilitar a localização geográfica,acrescentando,fica pertinho de Cachoeiro !

Ah ! eu sei mais ou menos onde fica Mimoso do Sul ! afirmou.
Bravíssima ! pensei mas não falei.
Mas, como vc soube ? perguntei
Meu pai morou em Cachoeiro,trabalhou num jornal de lá ! disse-me a jovem,
Quer dizer que ele saiu do Rio para trabalhar em Cachoeiro do Itapemirim ? indaguei,meio sem jeito,
É. Respondeu-me a minha interlocutora,talvez querendo encerrar o diálogo !
E para terminar,posso saber o nome do seu pai ? questionei,aguardando um não qualquer !
Eu sou a Miucha,irmã do Chico e o meu pai, já falecido, chamava-se Sergio Buarque de Hollanda !
Fiquei emudecido por alguns segundos,não tinha nada a acrescentar,pois,pudera estava recém-chegado da minha aldeia global(ainda não era globalizada em 69 !) e nem sequer sabia de quem se tratava !
Foi aí ,que ela fez-me o seguinte pedido :
Vc é capaz de conseguir um exemplar do Jornal onde meu pai foi Editor ?
Claro,vou tentar conseguir cópia de um exemplar ! Respondi,
Bem,os anos se passaram e eu não conseguia atender o pedido da Miucha,até que um dia um amigo me informou que estava viajando para Cachoeiro,e ficaria hospedado na casa de um parente,cuja a irmã trabalha na Secretaria de Cultura de Cachoeiro.Lembrei-me imediatamente do pedido da Miucha,arrisquei e acabei recebendo o exemplar d'O Progresso.

As biblias sobre a genealogia antropológica do povo brasileiro são três, a saber :
" Casa Grande e Senzala " de Gilberto Freire,"Raízes do Brasil " de SERGIO BUARQUE DE HOLLANDA e " Formação do Brasil Contemporâneo " Caio Prado Jr.,
Para nós,que adquirimos equivocadamente, a toponímia "capixaba",pois na realidade estamos mais para puris,tribo indígena que habitava a nossa região,ficamos honrados com a presença desse reconhecido e brilhante historiador e antropólogo que conviveu com a nossa gente,conheceu alguns dos nossos costumes,provou da nossa aguardente e o nosso feijão-com-arroz,durante um bom tempo ! Sem falar que Sergio Buarque de Hollanda é pai do compositor da MPB - Chico Buarque !
Gilberto Braga Braguinha Machado
ATENÇÃO
Paulinho Vivas Motta discorrerá sobre alguns fatos de São Pedro do Itabapoana(pq Itabapoana se o majestoso Rio Itabapoana fica tão longe de São Pedro ? ) Há que se ter uma justificativa histórica,por exemplo o nome oficial do Uruguai é : República Oriental do Uruguai ,porque Oriental ? Os historiadores afirmam : Porque o Uruguai fica ao Norte do Rio da Prata !

2 de dezembro de 2007

ARY DE SOUZA PINTO

Ele veio dos campos dos ferozes indios goitacazes, chegou por aqui após a revolução de 1930, pelas mãos de Antonio Barreto, pai da Professora Zéa Barreto, e irmão da professora Odilia Barreto (in-memorian). A carteira profissional do Ary, está assinada na data supracitada pelo então "patrão" Antonio Barreto, que abrindo um açougue em Mimoso, o Ary, foi seu auxiliar durante vários anos.
Ele constituiu familia, casando-se com a alagoana Judith Diniz Pinto, e teve tres varões, a saber: Luiz Carlos nascido em São Fidelis, pela circunstância, recebeu esse nome em homenagem ao Cavaleiro da Esperança - Capitão do Exército Luiz Carlos Prestes - a pedido da parteira, Dona Cidália, admiradora do então Capitão. O segundo filho foi Ary Pinto Filho ( in memorian ) e depois Francisco José Pinto, popularmente conhecido como Xyko Pinto. E muitos netos e netas.
De todas as boas característica do Ary,uma solta aos olhos. Já naquela época ele praticava a solidariedade direcionada aos despossuídos, a sua casa agasalhava pessoas carentes, ensinando-lhes a cidadania através do trabalho.
Veio também consigo seu querido sobrinho Jorge de Souza Pinto, (in memorian), Zelito meu contemporaneo infanto-juvenil, os irmãos Afonso e Afranio (filhos do seu compadre Ivo Felizardo. José Carlos Lima (filha da D.Vanja, irmão de Djalma Lima e Carli Lima D'Aguia, que foi casada com o craque do Ypiranga - Helio D'Aguia. Nésio filho do Adão e irmão materno de Zelito, Quarentinha filho de Lourdes que foi casada com o grego Prof. Pitaco, e + o Biriba irmão de Quarentinha... e outros.
Essa era a ONG de Ary de Souza Pinto. Mesmo sabendo ou não sabendo, dos mistérios e desígnios transcendentais,em algum justo lugar ele deve estar. Ele foi o primeiro leiloeiro de Mimoso do Sul, ajudou sobremaneira a Igreja de S. José Operário. Discordava de algumas regras ortodoxas implantadas pelos padres estrangeiros, oriundos da Ordem do Sagrado Coração de Jesus, eram holandeses, vieram das terras das tulipas, moinhos e vacas, e conseqüentemente Ary, sob protesto silencioso não freqüentava a Igreja, só voltou a freqüentá-la após a partida dos padres estrangeiros.
Ary de Souza Pinto era um cidadão, por assim dizer de opinião clara e inequívoca, porém as suas convicções não o impediam de ajudar a comunidade nas suas necessidades místicas e ou míticas, enquanto leiloeiro, transformava a sua voz, igual a de um Pavarotti, pois muitas das vezes sem microfone, bradava em alto em bom som os produtos a serem vendidos para ajudar a Igreja. Cuidava além da responsabilidade na qualidade de proprietário do Açougue Nossa Senhora das Graças, patrocinava o Conjunto (musical) São João, sob a direção de João Fernandes de Souza - um genuíno animador cultural - mais conhecido como - João da Biquinha - (pois morou próximo a Usina Hidrelétrica da Aparecida, junto a uma pequena nascente, bica, biquinha. Essa informação é do decano Joacir Bicalho. João-da-Biquinha era vizinho do Ary, pois o seu Bar, São João era ao lado do Açougue Nossa Senhora das Graças. Notem que João era um nome muito prestigiado. Nesse Bar São João, de vez quando era frequentado, pelo locutor, diretor e produtor da ZYO 26, nosso amigo, e famoso radialista Hilton Abi-Rihan, que preferia como tira-gosto: linguiça-de-porco flambada e para molhar a palavra, uma boa aguardente. Seus amigos inseparáveis, tais como: Silvio Belotti, Braulio Luciano, e o seu compadre Zé Russo) essa trupe são precursoras anônimas das atuais pegadinhas na TV brasileira, pois armavam "pegadinhas" espetaculares. As fontes, além das populares, muitas me chegaram através do Luiz Carlos e seu irmão Xiko Pinto, ambos são bons memorialistas.

Gilberto Braga Braguinha Machado

Histórias dos Negros em Mimoso

Muitos negros trocaram Muqui por Mimoso. Em São Pedro, os sinais da escravidão saltam aos olhos. Isolados, resistem herdeiros do que poderiam ter sido pequenos quilombos. As fazendas datadas do século XIX conservam traços como paredes que deixam clara a divisão entre brancos e negros. Sob o piso sobrevivem porões úmidos, abafados e povoados por morcegos, com marcas dos troncos e das rodas de tortura.
Trancados e quase abandonados, esses cômodos ainda causam inquietação. Basta olhar para os objetos que serviam para torturar e castigar os escravos. Em Mimoso faz muito frio no inverno. Localizado a 600 metros de altitude e cortado por várias corredeiras, possui 26.138 habitantes divididos entre a área rural e urbana.
Meus caros como vocês podem notar estou usando o muito tempo disponível que todo aposentado tem para garimpar mais alguma informação sobre Mimoso.

Um abraço do Getulio

Estrada de Ferro Leopoldina Railway




História

Em Mimoso do Sul tudo mudou com a chegada da estrada de ferro Leopoldina Railway. O município prosperou como corredor de exportação. O trem corria longe levando café. Os dormentes da estrada de ferro passavam nos fundos da casa de dona Sinhá, influente moradora de Mimoso e muito bem relacionada com o Barão de Barbacena, proprietário da ferrovia. "Ele mandou que fosse desviado o trajeto da estrada para que passasse nos fundos do quintal dela", relata Carlos Miranda, diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de Mimoso.

O tempo passou e hoje são as indústrias de serragem e beneficiamento de mármore e granito que movimentam as finanças do município. A sua produção é basicamente voltada para o mercado externo: Mercosul, Itália, Alemanha, Indonésia e Japão. Apesar das relações comerciais com Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal e Nordeste. O solo da região é rico em granito, mármore e águas marinhas. Mas ainda sobra lugar para o plantio de café e pecuária de corte e leiteira.

A parceria da prefeitura mimosense com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural permite o constante aperfeiçoamento da cultura cafeeira e da banana. Os povoadores de Mimoso vieram de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. A população local chama a atenção pela pluralidade de raças, uma mistura de portugueses, negros, árabes, libaneses, italianos e alemães.

Um abraço do Getulio

26 de novembro de 2007

Albano Wigand

Albano Wigand é de origem teuto-brasileira, é primo-irmão de Walter, Amaro, Nenzinha, Fernando, Verilo, Pedro, são todos filhos de Leo Wigand -  Pipi -  e Pequetita. Bem  cedo veio morar com os seus tios em Mimoso do Sul, oriundo  de Chave de Santa Maria - servida pela Leopoldina Railway -  no Estado do Rio. Albano é empreendedor, pois sempre acreditou no potencial da cidade,  no setor específico de "alimentos e bebidas", porém no passado, não tão distante era -secos e molhados -  ampliou  seu comércio, pois  há  tempos inaugurou  o seu restaurante, que nos fases pretéritas, foi alcunhado de  de Arena, sigla partidária inaugurada pela ditadura militar em 1964. A gastronomia até certa época funcionava, como num empório, tal qual o Lamas, ainda na Largo do Machado. Há tempos, sob  nova direção de Teresa, o restaurante subiu alguns degraus na ranking dessa atividade.  Albano para quem não sabe é um precursor das artes culinárias mais requintadas. Claude Troigros se parece com o Albano, frances radicado há anos no Rio, descobriu a mandioca, inhame e outros,  e os  misturou com as iguarias francesas,   apurando  as melhores cores, paladares e odores.   Albano é considerado um dos  melhores no ramo da gastronomia por essas bandas de cá. É um dos precursores da  gênese da cozinha sul-capixaba. Quando ele questiona, com a voz tonitruante,  ao fregues : robalo,  moqueca ou à escabeche ?  Ambos são pratos honestíssimos e de excelente paladar.  Devo registrar outro  chef de cozinha -  Santo -  in-memoriam, e o filho, também cantou e subiu, cujo  o  apelido Isqueirinho - José Carlos Leite -   foi seu herdeiro por longo tempo, um grande chefe.  Santo, atuou em algumas poucas e qualitativas cozinhas, na época áurea do bife à cavalo.  Olimpio José de Abreu , advogado respeitado, era um especial gourmet das iguarias produzidas pelo Santo.
Em tempo : ETIENNE SOARES
Destaque para o  Etienne, outro chefe,  e um exímio piloto de uma poderosa  motocicleta, porém nas horas vagas e não-vagas, pratica a arte culinária . Frequentador de  cursos internacionais, apreendeu receitas com a culinária de Federico Fellini. É  um connaisseur de la coccina italiana.

25 de novembro de 2007

Bar Guarani

O Bar Guarani até onde a memória alcança, os seus donos,  foram os  Balzana, pessoas de caráteres e tempêras modelares. Estiveram por aqui e foram também proprietários  do hotel Guarani, onde se hospedou por quase dois anos, o Peace Corps norte-americano - John William Breen Jr, amante da bossa-nova. O hotel funcionava na parte de cima do sobrado. Um dos poucos imóveis ainda não estuprados pela arquitetura ora vigente, e de gosto duvidoso. Aqui os Balzana "sentaram praça." A tendencia é demolir toda a memória da cidade, é a desconstrução à moda "arrasa quarteirão". O Bar Guarani ostentava no alto da parede, atrás do caixa,  um grande relógio, ladeado por uma pequena estátua de um indio, em consonancia com o nome do bar e café. Talvez fosse a réplica de um indio tupi-guarani, ou da tribo dos puris. Outrora, serviam  um saboroso creme com ameixa. E um café encorpado, quase chegando a um " cappuccino". Consta que no auge da agudização das incompreensíveis adversidades entre Mimoso e Muqui, eles os muquienses, eram chamados de lagartos, pois o nome original de Muqui era São João do Lagarto. E rebatiam, chamando-nos de indios. Acredita-se que a estatueta do indio no Bar Guarani tenha inspirado a esse "nickname".
Fonte:  Joacir Bicalho Guimarães, decano e memorialista.

Boi Pintadinho de Muqui - ES.


Boi Pintadinho – Muqui - Espírito Santo – Brasil

Esse artigo foi escrito a pedido do Amigo Gilberto Braga.


Renato Pacheco afirma que o Boi Pintadinho entrou no Espírito Santo pelo sul, vindo do Estado do Rio de Janeiro, por Bom Jesus, expandindo-se por Muqui, Guaçui, Alegre, São José do Calçado, Apiacá e outros municípios próximos.
A apresentação inicialmente estava ligada aos festejos no mês de Junho, porém, ultimamente o desfile ocorre no Carnaval.
O Boi Pintadinho é uma denominação regional e tem semelhanças com o Boi Bumbá e Bumba-Meu-Boi do Norte e Boi Mamão no Sul do País, porém apresenta características próprias no Sul do Espirito Santo e Norte do Rio de Janeiro. Outros nomes usados são Boi Malhado e Boi Pirilampo.
O Boi Pintadinho está relacionado com o ciclo do Boi e o desenvolvimento da pecuária desde os primeiros dias da colonização do Brasil.
O desfile de boi pintadinho teve início em Muqui na década de 40 com o desfile do boi do Culatra, pai do Viola, alguns dizem que esse boi se chamava Boi Malhado. Culatra gostava muito de parati e recebeu esse apelido de uma corruptela do modo como a mãe se referia a ele: “Alculatra” ( alcóolatra ) e alculatra virou Culatra. Durante as décadas de 50 e 60 não temos registro dos bois, porém na década de 70 Bijoca e outros funcionários na serraria do Antônio Martins desfilavam pelas ruas de Muqui. O desfile iniciava na altura da rua do Cemitério e progredia até a altura do Cine São José. Meu primeiro contato com o Boi Pintadinho foi nessa época, acho que no ano de 1973. Lembro do medo que tinha das mulinhas. Homens fantasiados de cavaleiros, com uma saia feita com armação de bambu no formato de uma mula, com cabeça, rabo e pernas nas laterais dessa armação.
Nessa época as mulinhas tinham a função de espantar as pessoas para que o boi desfilasse. Lembro que algumas crianças, mais corajosas, mexiam com as mulinhas e tomavam uma carreira quando os cavaleiros corriam em disparada atrás destes moleques.
Atualmente o Boi Pintadinho desfila pela Avenida Vieira Machado numa área delimitada por duas Porteiras de Madeira: a primeira na altura da venda do Sílvio Furtado e a segunda na altura da antiga estação de trem, hoje Centro Cultural Emanuel Britto Ribeiro (Neneu).
Estas porteiras delimitam a área do desfile e transformam a Avenida Principal de Muqui no "Corredor da Boiada". Esse evento envolve cerca de 20 grupos de "Bois" durante os cinco dias de Carnaval. ( alguns bois estão desfilando na sexta feira )
Os integrantes de cada Boi passam o ano inteiro preparando novas roupas e capas para os “Bois” e ensaiando as evoluções cada qual com seu “Espadeiro”, o dono do Boi que vai à frente do deste e o conduz. Mesmo as equipes mais simples se esmeram e todos superam o show do ano anterior. As fantasias não se repetem, embora mantendo a cor típica do grupo e algumas características marcantes de cada equipe. Os foliões correm atrás do boi feito inicialmente de bambu, porém atualmente feito de ferro e tecido. Debaixo da armação, um festeiro mais animado tem a função de rodopiar e dançar com o animal, para o delírio de quem assiste.


A ordem de entrada na “Porteira do Boi” é por sorteio e os Bois continuam entrando na avenida até as 4 da manhã, na presença de uma animada platéia, que muitas vezes sai da cama para apreciar o Boi de sua preferência. Os Bois são a diversão da criançada, pois eles fogem às pressas quando os Bois correm em sua direção, como manda o folclore. Porém temos os bois mansos que cumprimentam a todos e fazem uma evolução somente no centro da avenida.
O boi Pintadinho é uma brincadeira formada principalmente por homens e nos últimos anos, as senhoras de Muqui criaram-se a versão feminina do Boi: A Vaca Mocha com um bloco totalmente formado por mulheres. A vaca mocha tem participação especial de Luis António Princisval, carnavalesco que cria as roupas da vaca sempre em tons de rosa.
O batuque contagia mais pela emoção do que pela organização, porém temos uma exceção que é o boi do Sumidouro que tem uma batida própria e de longe sabemos que o que o Boi do Sumidouro está chegando. Bois como do Bijoca e Boi Chapado também se destacam pelo batuque. Nos últimos tempos os instrumentos de percussão são feitos de madeira e o batuque tem desenvolvido uma sonoridade peculiar. Durante o desfile ocorre uma animada queima de fogos, a cada bloco que passa, cada um representando um bairro ou fazenda, com nome, cores, alegorias e fantasias próprias.
Em 2005 criei o Boi Arraial do Lagarto em homenagem ao primeiro nome da Cidade de Muqui. Em 2008 o Boi Arraial do Lagardo fará seu quarto desfile e iremos participar da premiação. Convido a todos os Índios de Mimoso do Sul e também os Puris que atualmente vivem no Rio de Janeiro para brincar o carnaval com os Lagartos.

Autor: Marcos Britto
PS. Algumas informações desse artigo foram retirados de outros sites na Internet

Musica tradicional do Boi Pintadinho de Muqui
Autor desconhecido.
O boi malhado
quando sai na rua
olhando pra lua
quem nunca viu
vem ver, vem ver
o boi malhado
brinca com você.





Encontro no Bar e Restaurante Estação Largo do Machado

Ontem nos reunimos no Bar Estação e surgiu a idéia deste blog. iniciamos a primeira postagem com o email enviado por José António ( Casas Franklin )

um abraço a todos.

Marcos Britto

email de Jose António de Oliveira:

Caros conterrâneos
Mimosenses, inclusive Muquienses:

Bom dia a todos,
Em primeiro lugar, nós - Eu e minha esposa Renata,
gostariamos de agradecer a homenagem prestada pelos
meus amigos de infância de Mimoso do Sul.
Este evento foi articulado e coordenado pelo Gilberto Braga Machado
com a conivência do Luiz Carlos Pinto.
Aos dois parabéns pela capacidade de aglutinação, pois
estava desgarrado desta "turma" há mais de 40 anos,
aproximadamente. Foi muito bom conversar e compartilhar nossas
experiências com todos ali presentes ...
Segue, ainda, anexado a transcrição do texto inicial de
minha reinserção ao Grupo, elaborada pelo articulista
Braguinha. Peço repassarem aos demais que não tive disponível o
e-mail. Foi deliberada, pela maioria, a criação de uma
comissão para realizar futuros eventos, além da
programação de um encontro maior na Festa de Mimoso,
no ano de 2008.
A construção de um site a cargo do Muquiense,
presente, e do PC. ( AQUI ESTÁ ELE )
Este último ficou ainda de reproduzir em DVD, UMA
GRAVAÇÃO SOBRE NOSSA CIDADE, QUE OPORTUNAMENTE IRÁ
DISPONIBILIZAR A TODOS.
NÃO FIQUEI COM O E-mail DO GILBERTO VENTURINI: MEMBRO
EFETIVO DO QUARTETO> ANTERO, PIABINHA - JOÃO BATISTA E
JOSÉ ANTONIO. Entrem EM CONTADO.
SDS.
jose antonio de oliveira